segunda-feira, 22 de outubro de 2012

sutilezas de mainha #1: um bad hair day

num dias desses, mainha e eu estavamos sentados almoçado:
- seu cabelo era tão lindo... - ela disse, de repente.
- o que você disse, mainha?! - perguntei, para certificar que ela tinha dito algo sobre meu cabelo.
- seu cabelo, Jarbas... era lindo quando você era criança.
- era?
- era... e agora tá isso.

[fim da conversa]

assim, tão repentinamente começou, terminou.
quer dizer, não basta você está num bad hair day, tem que vim sua mãe esfregar isso na sua cara.
vou te contar...

domingo, 30 de setembro de 2012

...não que

...não que ele fosse do tipo de pessoa que curtia brincar com os sentimentos alheios, mas tinha em si que poderia deixar algumas pessoas ali, meio que, reservadas para que, se não desse certo com aqueles que ele tinha muita vontade de que desse certo, ele pudesse retirar aqueles que estavam ali... na reserva.

...não que ele fosse do tipo de pessoa que curtia se gabar em ter várias pessoas interessadas em si, por que era bem verdade que não haviam tantas pessoas assim, mas ele sentia que era uma tipo de remédio para seu ego saber que havia alguém aguardando. e achava isso normal. "afinal de contas quem não gostaria de ter alguém interessado em si", pensava para se justificar que talvez, tivesse algum, mesmo que minimo, desvio de carácter.

...não que fosse um dia especial, mas foi naquele dia que ele vislumbrou uma daquelas pessoas que ele deixava 'reservada' com outra pessoa... e ele parecia feliz, mais feliz e satisfeito do que quando eles estavam juntos... "COMO OUSAM!?!" ...e isso era inaceitável. "como ele pode ser feliz sem mim?", pensou ofendido.
odiava admitir, mas era visível que 'o reserva' estava mais feliz.

...não que fosse bacana, mas ele percebeu que o erro era só dele.

sábado, 1 de setembro de 2012

história 207: minha primeira vez num avião


aquela séria a primeira vez que eu estava voltando para a Bahia desde que tinha chego em Curitiba. por motivos óbvios _a distância de 1.829 quilômetros entre Tremedal e Curitiba_, eu decidi ir de avião _e aquela seria minha primeira vez numa aeronave.


contei um meu amigo da Bahia, que se mudou junto comigo, mas ele foi para Itu/SP, sobre a viagem e começamos a combinar de irmos na mesma época para Tremedal porque já tinha mais de 2 anos que não nos víamos e aquela parecia ser uma boa oportunidade para um reencontro.

...mas nem tudo são rosas _o que faz a história começar a ficar interessante.
passagem compradas, algumas semanas antes da viagem esse meu amigo me liga no Skype:

_oi amigo tudo bem?
_tudo e você?
_eu to bem, mas tenho uma má noticia... não vou poder ir para a Bahia.
_aii, nem acredito!
_pois é, não consegui pegar férias... não vai dar mesmo. acredita que eu contei para minha mãe que não ia mais e ela ficou feliz?!
_oxe! como assim?
_pois é, diz ela que sonhou com um avião explodindo no céu e era até bom eu não ir para não acontecer nada comigo.

[por favor, dêem ênfase no trecho “sonhou com um avião explodindo no céu”. obrigado]

pronto só bastou essa frase para daquele momento em diante eu ficar meio maluco com a história do tal sonho com avião explodindo no céu.

chegou o dia da viagem, Curitiba estava com o céu limpo, azul _ETA JESUS MARAVILHOSO!_, meu primo me deixou no aeroporto Afonso Pena, fiz check in... entrei na aeronave... só que eu cai na besteira de escolher o acento ao lado da janela. quando eu olhei para fora pela a janela o céu estava negro e começava a chover _assim do nada, virada típica de clima... coisas de Curitiba.
a primeira coisa que veio na minha cabeça foi a idéia de que eu ia morrer, afinal de contas a mãe de meu amigo tinha tido o tal sonho, se não fosse com ele, ia ser comigo _esse pensamento fazia muito sentindo na hora. me deixe!

...mas nem tudo são espinhos _o que faz a história ficar mais complexa e traumatizante.
entre todo a aflição da chuva lá fora, de repente senta ao meu lado um boy magia de terno e grava, sorri para mim _fiquei toda serelepe rs.

acidente? explosão? do que vocês estão falando mesmo?
parem como esses assuntos! que bad trip rs... pra que pensar em acidente  e morte com um homem daquele ao meu lado, gente?!

o avião subiu ao céu... minha barriga gelada, mãos suadas. tudo parecia dentro da normalidade prevista. de repente o avião dá uma queda brusca e sobe outra vez, pensei: “agora fodeu!” de repente o avião começa a dar umas tremidas como um carro que passa por uma estrada de terra esburacada...

no autofalante ouve-se: “atenção senhores passageiros, estamos passando por uma forte turbulência peço que todos apertem o cinto e permaneçam em seus devidos lugares”

pensei: “agora a porra ficou sério”

não bastasse todo o nervosismo de estar a cerca de 11.000 metros da terra firme, quando eu olhei para o lado o boy magia estava numa posição quase fetal, suando frio, segurando um terço de Nossa Senhora e rezando descontroladamente. pra que cês fazem essas misérias comigo, gente?! repara se não era o cão que estava operando... eu ia morrer, eu tinha muita certeza disso... pensei logo que o boy era algum sensitivo e que estava sentindo a queda do avião. que nada! Só foi o susto mesmo porque assim que saímos do céu do Paraná toda a confusão acabou.

cheguei na Bahia em paz... lindos 30 dias de férias.
não morri... beijos obrigado.

...e a volta? você poderia me perguntar.... então, a volta.
lá vou eu fazer o suplicio da volta da Bahia para Curitiba. vocês podem até não acreditar, mas quando entramos no céu do Paraná, outra vez teve turbulência. eu estava sentando ao lado da janela e dava para ver uns raios saindo das nuvens... quase cagada no maiô, só pensava que a mãe de meu amigo não tinha visto minha morte na ida, e sim na vinda... [in]infelizmente dessa vez não tinha boy magia psicótico devoto de Maria, mãe de Jesus ao meu lado e apesar de tudo, eu sobrevivi.

tá fácil, não. vou te contar...

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Os Que Crescem VS. Os que Aparecem

[texto original escrito para o blog "Como Assim, Vanessa?" pulicado em 25 de Junho de 2012]

Quando se trata de sexualidade a dinâmica masculina é bem simples: tudo se resume ao pênis. Nem todos vão admitir isso, obviamente, mas a maior preocupação de um cara está na saúde física e psicológica de seu pênis. Psicologia peniana sim, porque a cabeça de baixo muita das vezes pensa mais do que a cabeça de cima... e digo mais, pode até deixar a cabeça de cima bem maluca.


Muito se fala de pênis, seja seu tamanho, sua grossura, sua potência ou sabe-se lá Deus o que mais pode-se associar ao dito cujo. Não entendo o porquê das pessoas ainda insistirem em mentir que “tamanho não é documento”, coisa que eu discordo e digo mais, é documento sim. A maioria de nós homens somos condicionados _principalmente por acreditar que a vida dos filmes pornôs e seus homens-cavalo é uma vida real_ a querer um pau gigante.

Algumas _muitas_ meninas e meninos querem chupar um pinto grande, foder com um pinto grande, ter um pinto grande para chamar de seu. Porém um “pau de jegue” não garante _em hipótese nenhuma_ uma performance sexual satisfatória. Ouço relatos constantes de pessoas que foram “vitimas” de um senhor pau grande que não servia de nada, não por ele ser um pau grande, mas porque o dono achava que apenas o fato de ter tronco de Jacarandá entre as pernas se bastava e não, não basta. .


...e de pau mole quem curte?

Parece que a confusão sobre o cacete acontece mesmo quando o menino tá duro. Porque segundo pesquisas do “The Kinsey Institute for Research in Sex Gender and Reproduction Inc”(Indiana, EUA), notou-se que existem dois tipos de paus flácidos no mundo _SÓ DOIS?!_, eles são classificados entre “growers” que eu chamo de “os que crescem” e “shower” que eu titulo de “os que aparecem”. Explico:

- GROWER: também conhecido como “pau magia maravilha”, ele é aquele membro que você olha antes de ficar duro e não dá nem R$1,50 por ele, mas quando o bicho cresce chega a triplicar de tamanho. Sim, moçada o growers são comuns entre os homens e não condizem realmente com o tamanho flácido com o tamanho ereto. Segundo o Instituto Kinsey _que ouviu cerca de 4 mil homens durante a pesquisa_ um pênis mole com cerca de 10 cm pode atingir até de 17 cm _ou mais_ quando estiver duro, ou seja, quase 70% de crescimento... é mais lucrativo que a Bolsa de Valores, gente! Então, sabe aquele boy que você dispensou só porque não tinha um volume melancia na calça?! Pois é, chora porque poderia ser um grower dando sopa para você.




- SHOWER: o pau shower é também _por mim_ chamado de “pau pavão” porque ele é de encher os olhos, são exibicionistas por natureza, é tipo de pinto que muito homem gostaria de ter... todo shower é grande _isso não dá para negar_, porém só quando está mole *TODAS CHORA* isso mesmo, nem se anime muito com shower porque, ainda segundo a pesquisa do Kinsey, um pênis do tipo shower que mede por volta de 14 a 16 cm quando flácido permanece com o mesmo tamanho ou aumenta cerca 2 cm quando ereto o que, ao meu ver, não é tanta vantagem assim, a não ser visualmente _é obvio.

Bem, bem, bem... essa é aquela hora que a gente analisa em qual dos dois grupos pertence ou se o boy da vez é “grower” ou “shower”... É claro que existe muito anão se fingindo de gigante por ai e vice-vesa, mas seja lá qual for a sua classificação, penso que a lição é não julgar antes de todas as coisas estarem em seus devidos lugares. Seja você TEAM QUE CRESCE ou TEAM QUE APARECE o importante é saber usar a ferramenta... por que olha, nada mais deprimente do que ter um brinquedo _seja grande ou pequeno_ e não saber usar.



fotos por Erwin Olad para Linda Magazine (via Homotrography).


segunda-feira, 16 de julho de 2012

história 206: Rick Mangueirão

aquela era minha primeira vez no Sláinte Irish Pub, estávamos lá para comemorar o aniversário de Luíza... ambiente agradável, muita gente bonita, tudo mundo arrumadinho, no melhor clima de heterossexualidade onde os movimentos são meio que calculados.

minha harmonia física foi quebrada depois de algumas _muitas_ canecas de chopp. mijar se tornou necessidade vital, e lá fui eu para o banheiro...

entrei... 
na verdade, o banheiro masculino do Sláinte se resume numa estrutura de ferro na parede sem divisórias e um box reservado com um vaso sanitário e pia. querendo você ou não, a proximidade de outros caras mijando é algo totalmente inevitável, ou seja, exclua a palavra “privacidade” quando estiver mijando lá. o tal box reservado já estava ocupado, por dois cara, dos quais um mijava na pia *NOJO*. 

tirei o pau para fora... 
dois caras entram no banheiro falando alto... já perdi parte da concentração necessária para o ato.

rapaz 1.: pô cara, vou mijar mais aqui no canto, não olha para meu pau não... [risadas]
rapaz 2.: cara, eu vou olhar... mas vai ser rapidinho só para dar uma comparada [mais risadas].

eu pensando: “concentra Jarbas, concentra... é um bar hetero. concentra”

rapaz 2.: mas eu nem posso ficar muito perto de você para mijar... 
rapaz 1.: porque cara?! tá com vergonha?
rapaz 2.: nada, cara... é que meu pau é meio parecido com um regador... quando eu mijo vai para todo o lado. 
rapaz 1.: aaah, então é o Rick mangueirão... [risadas] 
rapaz 2. (agora conhecido como Rick Mangueirão): antes fosse, antes fosse... mas nem é tão grande assim.

eu nem quis saber onde aquela conversa ia parar... só terminei de mijar rapidinho, pensando porque Rick Mangueirão não me chamou para analisar o tal “pau regador” dele. Sai do banheiro meio tonto... não sei se por causa do álcool que já mostrava seu efeito ou se por causa da conversa tão inesperada. esses “bromance” são tão interessantes. só sei que o mundo precisa de mais Ricks Mangueirões e nada mais a declarar, vou te contar...

sábado, 30 de junho de 2012

história 205: a fantástica aventura de ter um chip TIM

que a operadora de celulares Tim não tem um dos melhores dos sinais para comunicação nós estamos carecas de saber... tão carecas quanto aqueles caras azuis. fiquei sabendo que a Tim está operando com cerca de 220 milhões de chip a mais que a capacidade dela. o que está gerando ligações cruzadas, mensagens não enviadas, confusão de números, códigos de area e outros transtornos que nos deixam bem chatiados. essas últimas 2 semanas eu fui o premiado da vez e passei por situações hilarias.

repara...

SITUAÇÃO #1.:

[celular toca]
- alô?
- posso falar com Vanessa? (voz de homem, já me animei)
- não tem nenhuma Vanessa aqui, moço
- ...e quem tá falando?
- uhmm.. Jarbas
- esse não é o telefone da Vanessa? (não. é da Adele, só que magra... e preta)
- uhmm... não.
- ah, tá... desculpa

[menos de 1 minuto depois celular toca de novo]

- alô?
- Vanessa? (será que eu tenho a voz tão feminina assim, gente?)
- não. Jarbas... quer falar com quem?
[silêncio]
- esse não é o numero da Vanessa? (voz de decepção)
- não, brother. mas me diga para qual número você ligou...
- ah, foi o 9928XXXX...
- cara, o número é esse, mas não tem nenhuma Vanessa aqui. desculpa.
(balbuciando quase não deu para ouvir) - vaca! me passou o número errado

[fim da ligação e de um possível relacionamento]


SITUAÇÃO 2.:

[celular toca]
- alô?
- Bom dia, dona Rosalina. meu nome é Patricia da central de atendimento das lojas Ponto Frio, tenho uma proposta de acerto das parcelas pendencias da senhora, que constam em nosso sistema. a senhora teria interesse de ouvir?
- não tem nenhuma Rosalina aqui.
- posso falar com ela?
- não...
- o que você é dela?
- nada...
- então o senhor poderia colocar dona Rosalina na linha por favor?
- não tem nenhuma Rosalina aqui
- esse não é o 9928XXXXX?
- sim.
- então... posso falar com dona Rosalina por favor?
- moça, esse celular é de Jarbas... não tem nenhuma dona Rosalina aqui. e eu nunca comprei no Ponto Frio na minha vida. prefiro as Casas Bahia.

[fim da ligação]

sabe como é, ligar para dar dinheiro ninguém liga, mas a gente vai ficando por aqui... rindo do que é possível rir... e vivendo e telefonando querendo saber tintim por tintim. vou te contar...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

história 204: o caso da pinga de capim


aquela era mais uma noite de sexta feira que Luiza e eu estávamos na aula de Produção Cientifica _rotina que se repete desde o começo do ano porque eu estou fazendo as disciplinas pendentes à noite. sinceramente penso que o Governo do Brasil deveria pensar numa maneira de minimizar os danos psicológicos que uma aula em plena sexta feira pode causar _só para constar.
pois bem, a ideia meio que surgiu do nada e se resumia basicamente em tomar uma cerveja e comer alguma coisa depois da aula. ir no O Barba soou como uma boa ideia, não apenas por ter cerveja gelada, hambúrguer vegetariano etc, mas também pelo povo bonito e tatuado que vai lá... e foi isso que fizemos. 20:40 hrs a aula acabou e nós saímos em disparada para a noite curitibana.

o bar estava começado a encher de gente magra, bonito e tatuada _do jeito que Deus quer que tudo mundo seja. os sinais de que aquela noite ai render começaram quando, por sugestão de Luíza, decidimos não uma típica Heineken, mas uma tal Strong Golden Ale da Eisenbahn. ali, logo a pós o primeiro gole percebi o real significado de “strong” no nome da cerveja. conversa vai, conversa vem... cerveja, comida e muito mais cerveja decidimos ir embora e o chão parecia estar mais macio aos meus pés, as pessoas um tanto mais bonitas e o mundo aparentava ser um lugar mais bacana para se viver. louvado seja o álcool.
era um pouco mais de 22hrs quando saímos do O Barba, ali na rua fazia muito mais sentindo ir para outro lugar afinal de contas a noite só estava começando. note que a ideia inicial era apenas tomar uma cerveja, comer alguma coisa e voltar pra casa... o fato é que já que estávamos na Rua Vicente Machado ir no Bar James era um destino convidativo e meio... obvio.

fomos. o James estava literalmente vazio de gente a não ser _é claro_ dos barman e os seguranças... ficamos ali conversando com os meninos quando eu mirei na geladeira uma garrafinha verde com coisas em japonês, coreano ou mandarim escrito, perceba que eu nem precisei ouvir “Naega jeil jal laga” para ter a revelação daquela garrafa ali.

- o que é isso, Guto? – perguntei apontando para a garrafinha verde.
- ah, é uma bebida japonesa – ele respondeu – quer experimentar?

esse foi momento que eu realmente achei que eu tinha moral naquele lugar. tipo, estava ganhando bebida do gerente... eu nem precisei ter uma vagina para isso. aceitem meus 10 segundos de popularidade. obrigado. aceite a bebida na hora!
copo para shot no balcão, ele abriu a garrafa verde e derramou o liquido transparente, todos me olhavam... sem pestanejar engoli tudo de uma vez só. PAH! alguns segundo até a bebida cair no meu estomago e fazer o mundo inteiro girar e minha garganta queimar como se eu tivesse bebido o próprio Diabo Verde... o gosto era uma mistura de arroz dormido com capim. os meninos do bar rolavam de risada, provavelmente porque eu devo ter feito uma cara de derrame na hora que bebi... depois eu fiquei sabendo que a porcaria da bebida japonesa tem 56% de álcool, para você ter uma ideia uma tequila tem 38%. o que essa raça de olho puxado pensa da vida, hein?!

...e o resto da noite? bem, do pouco que eu me recordo lembro de não conseguir segurar uma longneck de cerveja na mão quando estava no fumodromo, tenho outro flash da hora que me despedi de Luíza e ela me fez uma serie de pedidos e recomendações que eu provavelmente não cumpri, lembro também de ter dançado funk que a moça que cuida do banheiro feminino e ter ouvido ela falar o quanto ama caras negros e fortes. e me lembro também dá ressaca tão potente quanto a própria bomba que caiu em Hiroshima e Nagasaki. bem, a única lição que eu aprendi foi que eu vou precisar sim de uma vagina para conseguir bebida de graça e que eu não devo confiar em bebidas com qualquer tipo de escrita oriental. do resto, no outro fim de semana eu estava lá de novo. sou desses, vou te contar...

quinta-feira, 17 de maio de 2012

história 203: o segredo para tirar o cheiro

aqui no novo emprego tem de tudo, e para seguir fielmente o clichê que a vida é, da produção ao escritório, tem os melhores personagens de um seriado americano, tipo “The Ofiice” dos anos 90. tem as revoltadinhas, a empenhada _louca para ganhar seu primeiro milhão antes dos 30_, a safada, a inocente que se faz de virgem, a louca da disco music, a  pseudo melhor funcionaria, a falsa fofoqueira entre outros... e eu, o viado.

bem, mas primeiras semanas eu fiz muita questão de ir bem arrumadinho e com o cabelo impecável. A menina aqui do trabalho veio conversar comigo... papo vai, papo vem, ela pergunta:

- nossa, mas seu cabelo é tão bonito. como você faz para deixar ele assim?

[pausa]

esse é exatamente o instante que eu penso em responder normalmente como qualquer pessoa ou soltar um absurdo qualquer e ver onde a história vai parar. obviamente que na maioria das vezes eu escolho falar um absurdo qualquer e ver no que vai dar e foi isso que eu fiz...

– clara de ovo – respondi com normalidade calculada na voz.

ela arregalou os olhos, incrédula.

– sério? – me perguntou sem acreditar.
 – tô falando. é clara de ovo!
– ué, mas como você faz para tirar o cheiro?
– segredo.

...e não falamos mais no assunto. fim da história? não!
passaram alguns dias ela veio comentar comigo que tinha dito da clara de ovo no cabelo para o namorado e que ele tinha usado, mas o cheiro de ovo tinha ficado muito forte, para completar a insanidade da coisa ela insistiu para que eu contasse “o segredo” de tirar o cheiro. Repara...

vocês acham que eu falei que era a Power Paste da Keune importa da Bulgária? Claro que não, mas isso é outra história. Vou te contar...

terça-feira, 15 de maio de 2012

ói eu aqui traveis

♫ "Voceis pensam que nóis fumos embora 
Nóis enganemos voceis
Fingimos que fumos e vortemos 
Ói nóis aqui traveis
Nóis tava indo
Tava quase lá
E arresorvemo
Vortemos prá cá
E agora, nóis vai ficar fregueis
Ói nóis aqui traveis" 





SOLTA O SOM, SIMPATIA!
...nem tenho muito o que dizer. VOLTEI!
para quem não me conhece, para que não sabe quem eu sou, meu nome é Jarbas Ribeiro e aqui não tem filosofia. o só que o babado é certo, a gritaria é alta e a fila é lenta _se eu pegasse fila!