domingo, 28 de dezembro de 2008

história 163: como eu cheguei no paraná

agora que eu estou em Curitiba, e é claro que a viagem foi um caso à parte, e eu não poderia passar batido e deixá-los sem saber o que aconteceu. eu fui de ônibus porque, digamos assim, não tinha dinheiro para as passagens de avião. segui abaixo o "diário" que eu escrevi durante a viagem.


diário de bordo - bahia/paraná uma odisseia sob rodas.



sexta-feira | 11:40
o ônibus começa a sair do ponto. entre lágrimas e amigos vejo as ultimas paisagem de minha cidade. comemoro o ônibus executivo que apareceu no lugar o pau-de-arara que eu imaginei que viria. os sentimentos são agridoces.

sexata-feira | 13:21 | cândido sales
primeira parada, almoço. desço do ônibus e sou roubado, como eu pude pagar R$ 4,15 numa latinha de pepsi e uma garafinha de água, que viaja nesse país? tem um rapaz comendo farofa de frango ao meu lado, não vou mentir que o cheiro é bom, mas não esperava ver oclichê. no ônibus ao lado tem um homem branco com a boca preta olhando profundamente pra mim, juro a boca dele é preta mesmo está me dando medo.

sexta-feira | 14:16 [15:16]
estamos oficialmente no estado de minas gerais, a partir de agora estou oficialmente no futuro, aqui tem horário de verão.

sexta-feira | 17:10 | algum lugar em minas gerais
o ar-condicionado e algumas correias do ônibus estão quebradas, estamos parados no meio do nada, estou com fome e só tem pimentinha para comer.

comentário pornô nº #1.: o motorista é um tesão, olhos verdes e forte.

da janela consigo ver duas das senhoras que estavam aqui no ônibus tentando achar um lugar para fazer xixi no meio do mato. começa a chover, e parece que o ônibus vai ter substituído.

sexta-feira | 17:19 | algum lugar em minas gerais
o ar condicionado volta a funcionar... parou de novo!

sexta-feira | 18:49 | algum lugar em mina gerias
o mecânico chegou para concertar o ônibus, finalmente! os outros passageiros saiem do ônibus para ver o concerto.

comentário pornô nº #2.: tem um rapaz com uma bunda enorme passando por mim toda hora, dá gosto de olhar, mas estou agoniado com o tamanho da bunda dele.

sexta-feira | 19:11 | alguma lugar em minas gerais
o ônibus finalmente saí, mas nada de ar-condicionado. está calor, muito calor! ao menos estamos na estrada outra vez.

sexta-feira | 19:47 | saindo de alguma lugar em minas gerais
parada para jantar.

sexta-feira | 20:06 | alguma lugar com padre no meio do nome [ainda minas gerias]
o ônibus começa a pegar fogo! sim, fogo mesmo! estava lindamente comendo o salgadinho quando alguém gritou: "o ônibus está pegando fogo!" só pensei em salvar meu notebook e nada mais. o motorista gostosão apagou o fogo do ônibus com um instintor.

sexta-feira | 20:12 | alguma lugar com padre no meio do nome [ainda minas gerias]
chega a noticia de que o ônibus será substituído. eba! \o/ pára! não anime-se muito, bee! vão levar 4 hrs no minino pra o ônibus chegar. acho que meia noite o ônibus chegará aqui!

sábado | 01:39 | alguma lugar com padre no meio do nome [ainda minas gerias]
começa uma briga verbal entre o motorista e um dos passageiros sobre a demora do próximo ônibus chegar. tô achando isso tudo muito chato, quero dormir e não acho que o motorista tem algo haver com o atraso do ônibus.

sábado | 02:11 | alguma lugar com padre no meio do nome [ainda minas gerias]
finalmente chega o ônibus da substituição. no bagageiro tem as bagagens mais absurdas que uma pessoa poderia levar, dizem os passageiros que uma mulher está levando um fogão e um tem cara levando 50 quilos de requeijão, dá para acreditar?

sábado | 08:35 | são paulo
parada para o café da amanhã. durante a madrugada o motorista foi substituído, mas ele nem é bonito assim, na verdade ele não é nada bonito. o ônibus novo está rodando bem, acho que chegaremos na rodoviária tiete até a três da tarde.

sábado | 11:52 | novo paraíso | são paulo
parada para o almoço. tanto tempo sem conversar está me deixando meio maluco e eu começo a ter pensamentos estranhos com o turco de 28 cm depênis.

sábado | 22:10 | rodoviária tieté | são paulo
chegamos finalmente em são paulo, já não aguentava mais ficar dentro de um ônibus. três malas na mão buscarei um elevador para comprar minha passagem para curitiba.

sábado | 23:15 | rodiviária tieté | são paulo
passagem comprada, estou diante do portão 14 esperando meu ônibus chegar. meu ônibus sai às 23:40 serão mais seis horas até curitiba, um dia eu chego lá, né?!

sábado | 23:20 | rodoviária tieté | são paulo
meu deus, o ônibus chegou e chegou 10 minutos adiantado, estamos no brasil? isso realmente é o sul começando a se manifestar. tem vários orientais ao meu redor.

domingo | 06:02 | curitiba | paraná
finalmente eu cheguei. a temperatura é de 14 °C e todo mundo ao meu redor é branco. estou me sentindo num clipe de hip-hop americano sou um daqueles negões rodeados de loiras. daqui pra frente, vou te contar...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

TREMEDAL

leia o titulo novamente. Tremedal, nome estranho, não é?! não é nome de remédio, não é nome cientifico de doença e muito menos nome de uma verminose, é o nome de minha cidade. lá se vão quase dois anos de blog e hoje é a primeira vez que eu toco no nome de minha cidade. achei necessário essa "revelação" faltando exatos 1 dia e 20 minutos para eu, finalmente, ir embora daqui. sim, bee! eu tô arrumando as minhas malinhas e fazendo a linha retirante, vou pra o sul. Curitiba será minha nova casa. [frio na barriga mode on]

dessa cidadezinha de 21 mil habitantes, onde aparentemente, tudo acontece [comigo], que eu me despeço amanhã às 11 hrs da manhã; serão 32 hrs de viagem de ônibus [coragem] tudo reportado aqui logo mais, claro! e eu nem sei o que dizer, nem tenho muito o que dizer. amei e odiei essa cidade e as pessoas daqui com todas as minhas forças. deixo-a, mas não abandono os meus que [ainda] estão aqui. muita gente vai me deixar saudades... principalmente minha mãe, mas como diriam os franceses: c'est la vie! [tecla sap: é a vida!]

... e sobre Curitiba? nada! sem planos, [tentando] criar expectativas. o que tiver de ser, será. sempre é! e nada mais a declarar.

esse texto está começando a ficar filosófico e chato demais. agora tudo sabe onde eu moro, joga no google e boa sorte! [risos] só sei de uma coisa: si no interior da bahia minha vida é do jeito que é, me imaginem solto numa capital! [cof. cof. cof.]

aqui, alí ou lá, não importa o lugar, vou te contar...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

história 162: o velho, a fila e eu

eu sou um eterno defensor dos direito humanos, dos bons costumes, da lei e da moral – chega que está começando a exagerar. falando serio, tem coisa melhor no mundo que uma pessoa vir até você e pedir "com licença", esbarrar em você no supermercado e dizer: "desculpa", "foi mal" ou "eu não tive intenção"? ter educação é uma das coisas primordiais para o bom convívio entre as pessoas, não é? eu também acho que fila tem que dar prioridade para maiores de 60 anos, gestantes e deficientes físicos. e é sobre filas que eu quero falar.

eu estava lindamente na fila do banco, esperando ser atendido pelo gerente, uns cinco pessoas à minha frente, cinco ou seis atrás, de repente ele chegou, menos de um metro e sessenta, olhou pra mim e de baixo para cima, a boca murcha mexeu-se e ele disse: "eu estou aqui na sua frente!". meu sangue ferveu na hora, minha pomba-gira cantou para descer e eu minha vontade era tomar da fúria do soraya e fazer o bas-fond, básico, dentro do banco, mas eu não me manifestei, por respeito aqueles cabelos brancos oleosos à minha frente.

porque tinha que ser eu, o escolhido para o velho entrar na frente? quer fazer valer os direito vá direto no gerente, caixa, sei lá o que e diga que tem mais de 60 e que quer ser o próximo a ser atendido, é assim que a coisas devem funcionar. agora não me venha fedido de óleo de pastel da feira, com a orelha cheia de pelos saindo pra fora e dizer que quer ficar na minha frente só porque se acha o king da experiência, só porque tem pelancas no corpo inteiro e o pau não sobe mais sem a ajuda da azulzinha, se achando no direito de sair atropelando as pessoas.

é por isso que esse país esta assim, quem deveria se dar o respeito, essa terceira idade, mal educada, por exemplo, não dá. francamente, essas coisas me deixam altamente irritado. não pensem que minha revolta é só porque eu fui escolhi pra ele atropelar, essa atitude seria tão mal educada e revoltante, tanto comigo quanto com qualquer outra pessoa. sorte daquele velho fedorento de gordura é que eu fui atendido rápido, e deus providenciou um problema na conta dele, que mesmo de longe, eu conseguir escutá-lo reclamando que não poderia ficar mais uma semana com o dinheiro da aposentadoria bloqueado. a vingança divina é mais gostosa, vou te contar...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

madonna, madonna, madonna em todos os lugares

não, eu não fui para o show da madonna. não eu não tirei fotos do tickets, que eu não tinho, e coloquei em meu orkut para as outras viadas explodirem em purpurina de inveja. e vocês sabem, eu sou apaixonado por ela, ah, sou sim, mas antes de tudo, eu não tenho dinheiro suficiente para me deslocar do inteiro da bahia para são paulo ou rio para vê-la, infelizmente, não.
não, eu não sou anti-madonna, na verdade, sou muito pró-madonna, mas eu estou me sentindo um alien, mais do que nunca, por não ter ido no show dela. e digo, sinceramente, estou tendo uma overdose de madonna. é madonna em todos os lugares, na tv, nos blogs, nos sites, nos sites de noticias, nas pop-ups, nos jornais, ela é capa de tudo quanto é publicação brasileira, e você poderia dizer: "e a bicha tá mascando livro de inveja, coitada!" é tem um pouco disso, também. ver madonna em todos os lugares está me enchendo o saco. ver madonna em todos os lugares e não poder dizer que eu estive em um show dela está me irritando mais ainda.
...cá pra nós, aquelas pernas malhadissima não assustam vocês? meu sonho é chegar aos cinquenta com aquelas pernas.

oh, deus salve madonna... ainda vou num show dela, não sei quando, mas vou. vou te contar...


texto em dedicação Kate Ferry e seus recados no orkut.

sábado, 13 de dezembro de 2008

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

história 161: ei, galego!

todas as vezes que eu vou passar o fim de semana na psuedo-cidade grande vizinha domingo à tarde é a hora de vim embora. eu custumo perger o ônibus perto de um centro comercial, lê-se, lugar onde faz-se a feira livre, durante a semana é super movimento, mas no domingo é mais parado que o deserto.

obvio que tinha que acontecer coisas comigo né?! eu me atrasei, peguie um coletivo, que por sorte não demorou para passar, cheguei no centro e fui direto para o ponto, o cu na mão de medo de passar sozinho naquela região. andava a passos largos, morrendo de medo de ser seqüestrado, assaltado, estuprado, esquartejado, es... chega! todo mundo já entendeu! como era de se imaginar a rua estava complemente deserta. então, faltando uma esquina para chegar no ponto eu escuto uma voz masculina gritar:
"ei galego!"

- pausa para consultar o dicionário -
ga.le.go; adj. masc. 1. regionalismo: nordeste do brasil. todo e qualquer indivíduo louro.
- fim da pausa para consultar o dicionário -

eu pensei, obvio, que não era comigo, eu sou moreno, alto, bonito e sexual [cof. cof. cof]
eu não chego a ser zumbi dos palmares, mas eu sou bem moreno , meus cabelos são pretos, meus olhos são pretos, ou seja, não existe nenhuma possibilidade de eu ser considera galego. pior que a voz continuou a falar, insistentemente ele continuou a chamar o tal galego. rua deserta, eu resolvi olhar. adivinha? na hora que eu olhei para a direção de onde a voz vinha, era um rapaz com minha idade, mais ou menos, chupando um laranja, virou pra mim e disse:
"me arruma 50 centavos aí vei!"

cadê meu amigo do hezbollah para me emprestar uma bazuca?! me ferveu o sangue, não só por ele ter errado meu biotipo, porque eu estou mais para naomi campbell do que para heidi klum, mas pela a forma que ele me olhou e falou, paracei que era um favor para mim dar os tais 50 centavos. mesmo morrendo de medo eu só respondi, reunindo toda minha marra masculina:
"tem não vei!"

eu disse e nem olhei para trás, caminhei mais rápido, cheguei no ponto a tempo de pegar o ônibus e voltar pra minha cidadezinha feliz. galego, era o que me faltava, não? vou te contar...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

história 160: sai daqui mosquitinho!

eu nunca vi no mundo um quarto para ter tanto pernilongo igual esse que eu durmo, isso que dá morar praticamente no meio do mato, mas nem é isso, no quarto de minha, que fica ao lado do meu, nem tem tanto bichos assim, e ela, espertinha, dorme com mosquiteiro. meu quarto deve ser um tipo de grande centro dos pernilongos e mosquitos, como uma new york dos insetos, algo como mosquitopolis ou pernilândia, ai que piada horrível, relevem!

o pior de tudo é que eu tenho agonia de mosquiteiro, entrar naquela rede é traumatizante, é quase que sofrer as chagas de cristo – bem exagerado. é que eu começo a sentir falta de ar, começo a me sentir preso, num minuto eu arranco tudo e volto a sofrer com o bichos malditos. se fossem só as picadas eu nem ligava, porque de pica eu entendo, mas o que me incomoda de verdade é aquele zumbido ao pé do ouvido, dá vontade de sair correndo sem rumo, gritando. quer picar? pica, eu não ligo, mas não venha com zumbido pra cima de mim não que eu enlouqueço.

outro dia, eu estava quase dormindo, mas era tanto pernilongo zumbindo, me picando, minha loucura foi tão grande, que eu tive que apelar para o bom-senso dos insetos. me levantei, acendi e luz e disse: "por favor, né pernilongos e pernilongas?! assim não dá, pô! amanhã eu tenho que trabalhar, dei-me um desconto aí." para falar a verdade, não surtiu muito efeito e os bichos continuaram a me incomodar, penso que pernilongo, definitivamente, não tem bom-senso. me questionei: o que pernilongo faz durante o dia? deve fuder o tempo inteiro, né?! para ter esse tanto assim só pode ser isso.

uma vez eu escutei que a gente tem que conhecer o inimigo pra vencê-lo. e foi o que eu fiz, entrei na internet e comecei a ler tudo sobre pernilongos. pois não é que eu descubro que, dos filhos da putinha, só as fêmeas que picam - mesmo sem pica. tinha que ser coisa de amapô mesmo. os machos só servem para reproduzir, no texto ainda dizia que os bichos são atraídos por duas formas, respiração e calor, criei duas formas "naturais" de afastar os bichos:

1ª parar de respirar [cuma?] sim, os pernilongos são atraídos pelo monóxido de carbono que sai de nossa respiração, quanto maior o bafo da onça mais pernilongo ao redor.

2º ficar [con]gelado [oi?] [é, os bichos são atraídos pelo calor do corpo, ou seja, quanto mais você se agita para espantar os bichos mais eles vão ficar loucos por você, porque sua pele está quentinha, do jeito que eles gostam, ou seja, a forma mais eficaz de pernilongos não encostarem perto de você é estar morto no inverno da sibéria.

além de tudo o incomodo tem as marcas vermelhas que ficam depois que os bichos picam, o que fazer? no texto dizia que a única forma de não ficar com a cara parecendo catapora era receber centenas ou milhares de picadas, daí cria-se imunidade e pronto, fechei a página e mandei meio mundo tomar naquele lugar, voltei pra casa e liguei a televisão, na hora estava passando uma propaganda de xuxa, praticamente, tomando banho de hidratante monage, nessa hora eu tive um insight e lembrei dos repelentes. agora quem faz alinha xuxa todas as noites sou eu, tomando banho de repelente, pernilongo nunca mais, vou te contar...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

história 159: o principe william e eu, algo em comum!

o que o prícipe willian e eu temos em comum? nada! você poderia responder. é, realmente, nós temos várias coisas nada em comum, isso é notório, né?!
Ribeiro a começar pelo nome. ele se chama: William Arthur Philip Louis of Mountbatten-Windsor e eu: JarbasBahia. ele é rico, e eu não sou tão rico assim. ele mora na europa [isso é realmente uma vantagem] e eu moro [por enquanto] no interior da bahia [puft!]. ele mora num castelo e eu não, mas minha casa não é um barraco, não, tá?! enfim, tem várias coisas, várias coisas mesmo que me separa de willian windsor, além do oceano atlântico inteiro e os seguranças do castelo de beckham, mas há algo que nos uni, algo que até então, eu achava que era uma coisa singular, só minha. tô me sentindo meio frustrado, admito, mas príncipe é príncipe, e o príncipe inglês, segundo na linha de sucessão do trono da inglaterra, tem um valor a mais, né?! por isso, minha frustração não foi tão grande assim.

vocês já devem estar se perguntando, que coisa em comum é essa? calma, calma, foguentinha, eu vou te contar agora. é que o príncipe willian e eu seguramos no pênis, para fazer xixi, do mesmo jeito. o quê? é, é isso mesmo. a grande maioria dos homens, concordem comigo meninos, seguram no pinto para mijar com o dedo indicador e o dedão. willian e eu, não. nós seguramos como, geralmente, se segura um cigarro, com o dedo indicador e o médio. como eu sei que o príncipe willian segura o pau dele desse jeito? andré mans, queridissimo, postou fotos do meu príncipe mijando. quando eu olhei para foto eu disse:
"meu deus, ele segura no pau igual eu!" depois eu pensei: "uiii, que pau lindo..." enfim, pensei em várias outras coisas, mas isso não vêm ao caso agora.

o insigt veio assim: lembro-me que um dia, eu olhei para meu pinto enquanto fazia xixi, observei o fluxo d'água, pensei em britney spears beijando madonna, depois eu pensei nas propaganda texanas do cigarro malboro, nesse exatamo momento eu racionalizei o jeito que eu seguro meu pinto pra mijar. daí, eu pensei: "nossa, será que todo mundo segura assim?" desde então observo as pessoas mijando, como numa pesquisa cientifica, tentando descobrir se alguém segura do mesmo jeito, mas ninguém faz igual. eu me sentia tão único, mas o príncipe veio e mostrou-me que eu não sou o único.

pensando agora: seria essa uma característica somente dos membros da família real inglesa? quem sabe não descobro minha origem real, será? sonha viado, não paga nada. vou te contar...



oh, não acabou, abaixo as fotos do pinto do príncipe, e o seu [nosso] jeito singular de segurar o pau. não ia deixar vocês na vontade, né gente?! [clique nas imagens e veja-as ampliadas, safado!]

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

história 158: castigo de deus ou as frutas assassinas

era uma manhã chata de trabalho, não tinha mais nada para fazer, tudo que era interessante, na internet, eu já tinha lido e ainda faltavam uma hora e meia para que meu horário de ir embora chegasse. as engrenagens do mau começaram a funcionar e eu decidir inventar que estava com uma terrível dor de cabeça só para poder ir embora mais cedo. fiz minha melhor cara amy winehouse adoentada moribunda e fui à sala da chefa e disse que não estava me sentindo bem, como esperado, eu fui liberado.

lá vou eu caminhando de volta pra casa, radiante, cantante porque ia ficar de bobeira o final da manhã inteiro. minha casa é a terceira casa da minha rua, mas antes de todas as casa, tem um muro, que é o quinta da casa de minha amiga. então, imaginem assim, esquina que começa a rua, numa das calçadas um muro que se estende uns trinta metros, a primeira casa mais três, depois a minha.

eu estava na calçada ao lado do muro, caminhando devagar. de repente vejo ao verde passar próximo a mim e cair no meio da rua. o que foi isso?, pensei. outro objeto verde passou, outro e outro. parei, olhei para o meio da rua, eram mangas, a fruta. olhei para o céu. estaria chovendo mangas? voltei a caminhar, outra manga caiu na minha frente, outra às minhas costas, outra bateu em meu braço, sai correndo, gritando e mangas caindo ao meu redor e com as mãos na cabeça. parecia cena de desenho animado. tive certeza que era um castigo de deus por eu ter mentido para sair mais cedo do trabalho, algo com as novas pragas do egito, versão frutas assassinas e voadoras.

quando toda a extensão do muro acabou e eu estava em terreno seguro, respirei fundo e tentei racionalizar o fato. mangas nunca voaram em toda sua existência, não que eu sabia, e muito menos tiveram instinto assassino, não que eu saiba também; o que poderia ter acontecido? castigo divino, claro! não haveria outra solução.
mas a verdade é que a história não foi tão mística assim. descobri dias depois que a mãe de minha amiga, pediu para as sobrinhas pequenas para limparem o chão do quintal tirando todas as mangas que tinham caído das árvores, as diabinhas e o invés de jogarem a mangas no balde de lixo jogaram através do muro exatamente na hora que eu estava passando. morrer com uma mangada na cabeça, já pensaram? não ia ser legal... vou te contar...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

história 157: tapa na bundinha... ui delicia!

quem acompanha o blog, sabe que eu estou dando aulas de inglês na zona rural. lá na escola onde eu trabalho tem turmas de 5ª a 3º ano do ensino médio. eu, só dou aula no ensino médio, mas numa escola daquele tamanho, tudo mundo se mistura e todos conhecem todos.

estava eu, ontem, na hora do intervalo, lindamente conversando com alguns de meus alunos e alunas do terceiro ano - não sou do tipo de professor que fica dentro da sala dos professores, gosto de ir para o meio dos alunos - voltando, estava eu lá no pátio, conversando, conversando, conversando, quando uma aluna da 8ª série passou por mim e deu-me um tapa na bunda [qual bunda?] e quando eu olhei pra ver de onde tinha vindo o tapa, já pronto pra fazer o barraco, a menina que me bateu olhou pra mim e disse: "gostoso". arrepiei com o tom que a amapô usou.

pense numa pessoa que ficou com vergonha, meus alunos quase morreram de rir... pior de tudo foi ter reprimir o instinto viado de sapatear em cima do scarpim e mandar a rachada me respeitar grudado na juba dela. vê se pode uma coisa dessas, e antes que vocês digam nos comentários: "se fosse aquele aluno moreno e alto, você não estava nem aí, né?!" vou logo dizendo, não estava mesmo não. mas nem vou mentir que não gostei, por que gostei, mas eu preferia que fosse o outro gênero de humano, mas nessa seca que assola a caatinga, é melhor ter tapinha na bunda de mulher do que não ter nada, vou te contar...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

história 156: feliz dia das bruxas, pomba-gira.

todos sabem que hoje nos EUA é o halloween, também conhecido como dia das bruxas. preguiça demais mas explicar as origens desse feriado que, por assim dizer, saí de nosso convencional. aqui não se comemora, oficialmente, o halloween, mas nem por isso a gente deixa de lembrar, né? dizem meus amigos americanos, que nos últimos tempos, lá na terra do tio sam, o halloween tem significado, na menos, do que o dia que as adolescentes usam roupas sexy sem receber o nome de bitch!

"...e como seria comemorado o halloween aqui na bahia?", pensei, mas não cheguei a uma conclusão... conclusiva. pensando no esoterismo da data lembrei das festas de santo em ilê de macumba, talvez isso poderia ser o que mais me aproximaria da data comemorativa americana, na verdade não tem nada haver uma com a outra, mas tô afim de falar do dia que eu fui na macumba, vou contar minha experiência numa festa de exú no ilê aqui de minha cidade.

eu tinha curiosidade de ir numa dessas festas, e o convite surgiu quando aconteceu uma festa de pomba-gira, um exú feminino.
eu fui com mais duas amigas que também tinha curiosidade de saber como era as comemorações do povo. a festa era à tarde, estava fazendo um calor de mais de trinta graus. quando mais eu me aproximava da casa mais eu escutava o batuque dos tambores, não vou mentir, nasci com o pé na senzala, por que aquela batida me deixa louco do edi. passei por um corredor e cheguei numa sala retangular ligeiramente pequena para a quantidade de gente que tinha lá dentro. cheiro forte de incenso, tinha um povo numa roda dançando, todos de vermelho. entrei, sentei e fiquei lá olhando o "espetáculo". admito que me decepcionei, minhas expectativas eram que as coisas fossem mais mágicas, algo do tipo, 'o exorcista' com objetos voando e tal, de o exorcista só tinha o povo recebendo os santos.

o tempo foi passando, o calor aumentando, e nada de realmente cinematográfico acontecia, isso foi me entediando ao extremo. minha garganta foi ficando seca, mais pessoas baixavam a pomba-gira no corpo. o batuque dos tambores começaram a martelar na minha mente, cada vez mais rápido, o ar quente invadindo meus pulmões e o cheiro forte de cecília, ou seja cecê, nublou a atmosfera da sala. era suor demais, risadas demais, incenso demais, cachaça demais [eu não bebi], vermelho demais, gente rodando demais, calor demais, tudo rodando junto, tudo cheirando forte. eu comecei a ficar tonto e suar frio. acreditem eu tive uma bad trip dentro do ilê, segundo minhas amigas eu estava amarelo e minha boca estava toda rachada de tão seca que ficou, na verdade, eu quem estava fazendo a menina do exorcista no centro de macumba.

minhas amigas perceberam o nível da bad em que eu estava e me carregaram para fora da sala, me sentaram numa sombra, me deram água e aos poucos eu fui voltando ao normal. fui embora de lá sem olhar pra trás e antes que alguma mãe/pai-de-santo me visse e falasse que era santo que estava pedindo passagem. nunca mais eu voltei lá, e nem pretendo. comemorar halloween na macumba não deu certo, vou te contar...


p.s: foto meramente ilustrativa.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

história 155: ameaças de morte.

eu estava ali no meu momento mais vintage do ano, mexendo numa daquelas caixas que a gente guarda tudo. ah, vai me dizer que você não tem uma dessas caixas onde você guarda de tudo quanto é coisa nessa vida principalmente, papel de chocolate, fotos, cartas antigas, cartões postais enfim tudo que te faz lembrar de alguma coisas.
daí entre papeis de balas, figurinhas, chaveiros, cartões postais encontrei minha primeira carta com ameaça de morte, e me trouxe tanta lembranças. duvido que você tenha uma carta com ameaça de morte na sua caixa de lembranças, tem?

vou te contar essa história... meu primeiro, primeiro emprego, que nem é pra ser considerado um emprego porque eu ganhava quarenta reais por mês, foi quando eu estava no ensino médio e estudava à noite. daí um antigo amigo abriu uma locadora de vídeo-game, mas ele estudava pela manhã e não tinha ninguém de confiança para ficar para ele, eu me candidatei ao cargo. três amigos eram donos dessa locadora, cada um responsável por um dos turnos, como meu amigo tinha me contratado pra ocupar o turno da manhã o terceiro, responsável pelo turno da noite contratou um menino para ficar para ele à noite. depois de um tempo, todas as manhãs quando eu ia conferir o dinheiro do caixa na manhã seguinte estava faltando dinheiro, coisa pequena, pensando hoje, nada além de cinco ou seis reais, mas na época era um absurdo de dinheiro para nós. o clima de desconfiança era total entre os três sócios, entre eles e eu, entre eu e o outro menino, entre todo mundo. quem estava roubando o dinheiro? era a pergunta que não queria calar.

todas as desconfianças caiam em cima do menino que ficava à noite e de mim que abria o negocio. meu amigo começou me acompanhar pela manhã para provar que não era eu quem pegava e mentia que recebia o caixa desfalcado. minha inocência foi provada e eles resolveram fazer uma reunião onde tudo mundo colocaria em pratos limpos o que achava da situação.

na hora da tal reunião, meu amigo e patrão saiu em minha defesa dizendo que ele tinha vindo comigo e tinha aberto a locadora e que já estava sem dinheiro e tal. eu caí matando na minha self-defense, a minha defesa foi tão boa que o menino ficou transtornado e veio pra cima de mim para bater, o povo agarrou esse menino e eu lá, linda e fina olhando para a cara dele com o olhar mais sínico do mundo, mesmo que não fosse ele, naquele momento ele se entregou com a perda do controle. não chegamos a uma conclusão naquela tarde e na manhã seguinte estava lá a minha primeira [e até agora única] carta com ameaça de morte.

a carta não dizia coisa com coisa, tinha uns desenhos de bonecos sem o pescoço e a cabeça nos pés sangrando. as poucas palavras que tinham era dizendo o quanto ele me odiava, o quanto ele queria me matar numa emboscada e o quanto negros não se misturavam com brancos, não sei onde o conflito racial realmente entrava na história, mas tudo bem. depois de tanta confusão eu resolvi sair da locadora, o menino continuou trabalhando e o dinheiro parou de sumir, com um tempo ele foi embora pra são paulo, e eu nunca mais ouvi falar nele. até gostaria de saber qual foi o destino da criatura, será que ele ainda quer me matar? é melhor não arriscar, né?! então, se eu aparecer esquartejado e sem cabeça, já sabem. vou te contar...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

história 154: gente efusiva... [help me!]

diz-se que pessoa efusiva é aquela que abraços demais, conversas demais, dá detalhes demais, perguntas demais, tem proximidade demais, dá sorrisos demais, tudo isso sem a menor intimidade.

pois é, eu tenho passado por isso. ela é amiga em comum de uma amiga, e numa roda de conversa, ela contou-nos uma situação e eu, quero fazer linha bom samaritano, dei um conselho para a menina, de como eu agiria no lugar dela, sobre a tal situação totalmente previsível. como previsto o que eu disse que ia acontecer, aconteceu e ela agiu da forma que eu disse que achava que ela deveria agir e tudo deu certo. pronto, agora ela é minha melhor amiga. se eu passo lá longe, tenho que suportar a criatura gritando meu nome e balançando a mão, frenética feito um boneco de posto. não é só isso, eu não sei como a menina descobriu meu número e numa tarde, ela, dentro de vinte e cinco minutos – ou menos –, me enviou dezesseis mensagens de texto [juro] meu celular parecia um consolo de puta velha não parava de vibrar, além dos SMS ela me ligou três para confirmar se as mensagens tinham chegado – é de quer morrer, não?! dizendo o quê? você poderia perguntar. e eu respondo: dizendo nada, só besteira, só me atrapalhando trabalhar.

já estou em ponto de ebulição, mas ao mesmo tempo não quero ser rude nem bancar o antipático com ela. sou contra a chamada, postura britânica "não me toque. não me conte sobre você. eu não estou interessado" mas eu também não quero bancar o personal amigo conselheiro e escritor de auto-ajuda. só sei que é uma situação complicadíssima, ainda mais quando você se simpatiza com a pessoa e percebe que ela não percebe o quanto está sendo invasiva.

mexer com gente não é coisa de deus, não. sabia? vou te contar...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

toda cura para todos os venenos

venenosa!
êh êh êh êh êh!
erva venenosa
êh êh êh êh êh!
é pior do que cobra cascavel
o seu veneno é cruel
el! el! el!..

rita lee – erva venenosa.



mais pessoas, do que eu esperava, daqui de minha cidade leram o texto sobre o desfile e vieram comentar que nunca sabiam que eu gostava de moda, que eu entendia [basicamente] do assunto e que achavam que as roupas "estranhas" que eu costumo usar era só para ser fazer o diferente. muita gente também veio dizer: "depois daquele texto, quero morrer sua amiga(o)..." como se eu fosse uma cobra venenosa prestes a cuspir veneno no primeiro humano que passar na minha frente. as coisas não são bem assim, e ter opinião própria está cada vez mais difícil.

coco chanel já dizia: "o ato mais corajoso ainda é pensar por si mesmo. em voz alta."

não é de hoje que todo mundo sabe que ser realista, criticar o que se vê e não forçar uma opinião só para agradar as pessoas é uma coisa que realmente incomoda muita gente, até mais do que os elefantes. tentar tampar o sol com a peneira não é comigo, mas também não sou metralhadora que sai por aí dando tiros nas pessoas. com uma palavra se constrói e se destrói mais ainda... sei disso que já fui vitima de más palavras que até hoje ressoam em meus ouvidos, e furam minha cabeça como se fossem pregos afiados, mas também já fui ovacionado com palavras de pessoas verdadeiras e o calor dessas palavras supera a dor de qualquer ponta cortante. mas a vida é assim, nem tudo agrada todos. e não temo em dizer que nunca mudará - tão clichê dizer isso.

[momento antipatia blasè] eu não vou escrever coisas para agradar as pessoas, e nem tenho que fazer isso. lê meus texto quem quiser. eu sou do time que acha que todos tem direito a tudo. como eu tenho direito de escrever o que quero, vocês tem direito de gostarem ou não e de [melhor ainda] comentar o que quiserem, isso se chama harmonia. vale lembrar que iso não é um pedido de desculpas e não retiro nenhuma das palavras do texto abaixo. mas tenho que dizer que tudo que escrevo não faz parte de uma idéia coletiva, nem quero que faça, mas nada mais é do que a opinião de alguém que sabe o que é agradável aos olhos. [in]felizmente vou continuar falando o que eu penso, gostem as pessoas ou não. perdoem-me por esse texto sem graça, mas eu precisava dar uma resposta.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

história 153: I fashion night.

devo começar dizendo que eu achei que não poderia ser pior. fico pensando em que basear para começar a analisar o desfile que teve em minha cidade no ultimo sábado, se é que esse tem qualidade para ser analisado. percebo apenas que não posso nem ao menos pensar em pensar em basear-me numa spfw ou fashion rio [fiz vocês rirem, né?].

vamos começar pela arquitetura e decoração: na verdade não tinha uma decoração. a passarela era forma de 'T' feita de mesas de escola com um tapete vermelho sob as mesas, do lado tinha um babado de papel crepom branco para esconder as pernas das mesas e algumas flores artificiais brancas e azuis presas com uma visível fita adesiva. o mais trash era o letreiro feito de isopor com letras tortas de cola colorida e pisca-piscas de natal, que inclusive no meio do desfile queimaram metade ficando apenas o 'ion' de fashion piscando sem parar.

sobre as roupas: ah, as roupas... que roupas? das quase trinta pesas que vi pouquíssima, pouquíssimas coisas me agradaram de verdade. inexistentes foram as tendências de moda. o jeans reinou e stretch salvou a vida das mais gordinhas que subiram na passarela ["benditas" pernas grossas], cores apagadas, peças mal combinadas e nada que eu realmente recomendaria alguém usar.

sobre os modelos: todos conhecidos, claro! sentei-me na fila da frente, numa das pontas do 'T', lugar estratégico para que todos eles parassem na minha frente para eu poder fazer o carão e analisar. [in]felizmente não posso e não quero divulgar nomes, mas o modelos foram um caso à parte da bizarrice total, os que se distaram foram: a moça gelatina, era engraçado ver que quando ela parava nas poses algumas partes do corpo [bunda, peito, pernas] continuavam mexendo feito uma gelatina, daí o nome. a menina "animação" assim entre aspas mesmo, a animação da criatura era tão grande que quando ela entrava na passarela dava vontade de sair correndo chorando só de ver a cara de "animada" da menina, praticamente uma zumbi, até com o pescoço torto para o lado ela andava. o menino robô, lindo de viver, mas tão durinho, tão sem ginga, tão sem graça, tão... robótico que ofuscava-se sua beleza tão européia. destaque para as duas negras que desfilaram, eram bonitas e com um certo porte de modelo. reais diamantes brutos, bastaria uma boa lapidada. teve até um [único] rapaz que entrou de sunga na passarela, uma delicia aquele menino. foi notório a frisson das meninas na platéia, eu fazendo a santa e nem me manifestei. e tudo mundo dizia: "meu deus, nunca tinha observando esse menino antes" vocês não, amopôs? eu já! dos meninos que desfilaram ele sem duvida é foi melhor. as crianças que desfilaram eram as coisas mais lindas do mundo, dava vontade de morder. a moda infantil salvou o desfile do fracasso total.

então é isso, dava para ter sido melhor, bem melhor, mas não foi. e eu não tenho culpa por isso. não me lembro de alguém vindo pedir minha opinião, pouca gente aqui sabe do que realmente sou capaz [para bom e para ruim].
legal mesmo foi a festa que teve depois do desfile, mas isso é uma outra história. adivinhem? vou te contar... claro!


dança potranca...


i wanna be fashion!


ui que medo! morde?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

só para adiantar...

... vai ter um desfile de moda sábado nessa cidade, evolução? creio que não. mas devo dizer que eu vou, claro! e volto segunda-feira para contar as bizarrices, ou não.

foto: fashion playground 18 by Soldi on deviantart.com

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

você é caça ou caçador?

imagine a cena, tudo começa com um cervo [lê-se veado] caminhando tranqüilo no meio da savana africana, ele para embaixo de uma daquela árvores retorcidas, tão típicas. olha para um lado, olha para o outro e começa a comer um capim básico, mas numa moita próxima um leão o observa sedento pela carne macia e gostosa do veadinho, digo cervo. o que ninguém sabe é que aquele cervo já tinha visto o leão na espreita e na verdade o cervo escolheu aquele leão para caçá-lo e comê-lo, muito antes do leão imaginar que ele era o caçador. nos próximos minutos você poderia ver um cervo correndo loucamente um leão correndo ainda mais. por fim o cervo é comido, fim da história.

transportando isso para os nossos dias seria mais ou menos assim: as luzes estroboscopicas da boate brilham mais do que o sol, o cervo entre tudo arrumadinho e perfumado, olha ao redor fingindo desinteresse aos outros membros da savana [lê-se faz carão no dance floor] ele caminha até o bar, pede um drink e bebe distraidamente, o que você não sabe é que numa mesa próxima há um leão observando-o, sedento por sua carne hidratada e cheirosa. quando o bicho se dá conta o leão já está em cima dele com toda a lascívia de Baco. o que se vê depois é o cervo ser abatido num canto escuro, mas o que o leão não sabe, e provavelmente nunca vai saber, é que o cervo já tinha o visto desde o primeiro momento que pisou os pés no ambiente.

na vida é assim. existem dois distintos grupos, os que são 'caça' e o que são 'caçadores'. eu devo ser sincero em dizer que prefiro ser caça, a caçar. talvez por conta de meu ater-ego exacerbado e por gostar de saber que existem pessoas interessadas em mim. eu sei, eu sei isso soa totalmente egocentric-soft-porn ou apenas narcisismo, mas eu sou assim. e como uma boa caça eu escolho meus predadores sem saber eles que eu quem os escolhi. eu devo estar acabando com a vida de vários caçadores agora, não?! mas queridinhos, verdade seja dita, você quem são caçados e não nós, como ninguém nunca imaginou que fosse.

mas devo dizer que todos nós estamos suscetíveis a ser caça e caçador, depende do clima [risos] e no papel de caçador digo que não há nada pior do que uma caça que se acha a última pedra de diamante da África do Sul, não há nada mais chato do que lidar com gente que se acha, eu não tenho paciência para pessoas assim. há que se fazer um charme, claro! mas tudo que é demais é sobra, concordam?! antes que termine esse texto, devo dizer que ser um caçador não significa necessariamente ser ativo, para bom entendedor, meia palavra basta.

como dica final quero dizer que assumir papeis e não ser flexível é uma coisa ruim, mas tenha uma preferência. caças sejam boas caças e caçadores venham quentes, por que geralmente estamos fervendo, vou te contar...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

história 152: louis vuitton

minha tia retornava de são paulo, e nós todos nos reunimos na casa de minha avó para vê-la. entrei com minha mãe, ela estava sentada no sofá da sala. a primeira coisa que eu notei foi uma bolsa da louis vuitton pendurada no ombro dela. automaticamente eu dei um grito, todo mundo olhou pra mim. sorri para disfarçar e disse:

- tia, que bom vê-la. fez boa viagem?

abracei-a e ao pé do ouvido eu disse:

- você está usando uma bolsa da louis vuitton... tô morrendo de inveja.

ela me beliscou assim do lado, nos soltamos do abraço, ela olhou pra mim, pôs um sorriso amarelo na cara e entre os dentes disse:

- é da 25 de março, cala a boca!

eu não quis acreditar. eu já tive contatos imediatos de terceiro grau com bolsas da louis vuitton antes, e devo dizer que aquela era a copia mais bem feita de que já tinha visto na minha vida. fui pesquisar sobre a pirataria no Brasil e tal, acabei descobrindo que mais da metade, cerca de 68%, da mercadoria que entra no Brasil e é vendida no “mercado informal” é original e roubada. ou seja, tem neguinho levando produto pra casa achando que é copia e na verdade é uma original. seria esse o caso de minha tia e sua bolsa? de qualquer maneira peguei o endereço da “loja” onde ela tinha comprado a bolsa, qualquer coisa que eu passar por são Paulo, eu passo por lá. vai que eu dou sorte e levo uma louis vuitton original para casa, né?! sonha, viado. porque sonhar é bom. vou te contar...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Era uma vez...

...num lugar muito, muito distante e numa época onde as coisas eram bem mais difíceis do que são hoje, havia um velho sábio que resolver peregrinar com seu discípulo pelo mundo, a fim de ensinar-lhe todas as coisas que precisava aprender.
Eles chegaram numa região muito seca e pobre. Ao longe avistaram uma velha casa, de paredes descascadas e telhas faltando no telhado. Eles pediram entrada na velha casa. Lá havia um senhor, sua senhora, cinco filhos e uma vaca magra.
O sábio sentou-se e pediu um copo com água e prontamente foi a tendido pela senhora da casa, o discípulo também bebeu da água, ao fim de sorver o liquido do copo, ele perguntou ao dono da casa:

- Essa é uma região muito pobre, não?!
- É sim - respondeu o dono da casa.
- E como o senhor faz para sobreviver aqui, com uma mulher e mais cinco filhos? - perguntou o discípulo, intrometido.
- Bem – começou o senhor a responder – graças a Deus eu tenho uma vaquinha lá no quintal, ela dá quatro litros de leite por dia, dois eu vendo e compro mantimentos, que é pouco, mas tem dado pra nós, e os outros dois nós bebemos.

O sábio nada falou, apenas agradeceu o copo d'água e foi-se embora com o discípulo. Eles caminharam um bom tempo, quando avistaram, nada mesmo do que a vaca que pertencia ao senhor da fazenda onde eles tinham bebido água. O sábio e o discípulo pararam diante da vaca, o sábio foi o primeiro a falar:

- Quero que jogue essa vaca de cima desse precipício para que morra.
- Mas mestre – retrucou o discípulo, incrédulo – o senhor vai acabar com a vida daquela família, o senhor não o ouviu dizer que era dessa vaca que ele tirava o sustendo? Como pode ser tão cruel? Ela deve ter fugido, vamos devolvê-la, é o certo a fazer.
- Quero que jogue essa vaca de cima do precipício para que morra – repediu o sábio, sem dar mais explicações.

Como tinha jurado confiar e obedecer aquele velho sábio o discípulo fez o que ele tinha lhe mandado, mas seu coração chegava a doer. Como foi planejado, a vaca foi jogada, e teve uma morte rápida. O sábio e o discípulo foram embora sem olhar para trás.
Alguns anos se passaram e se aproximava o fim do estagio do discípulo, o mestre veio até ele e disse que queria passar-lhe uma ultima lição, disse que ele entenderia tudo, que aliviaria seu coração com essa ultima viagem. O sábio o mandou sozinho para a mesma casa que eles tinham bebido água um dia, a mesma casa que a família tinha como único sustendo uma velha vaca magra. O discípulo sem entender o propósito do mestre, e achando-o cruel ao ponto de querer saber quão grande era a desgraça que ele tinha causado, mesmo assim, ele viajou para a região.

Ao longe pode avistar, no lugar da velha casa, uma casa grande, agora era uma fazenda prospera, grama verde, galinha, patos, cabras, cavalos, vacas e muitos homens trabalhando. O sábio foi até a porteira, quem veio atendê-lo foi um homem bem nutrido, corado e feliz. Ele pediu noticia de um certo senhor que havia morada alí há muito tempo atrás, o homem forte disse que ele quem sempre tinha morada naquele região. O senhor disse:

- E eu te conheço, homem. Você esteve em minha porta e pediu água, estava junto com seu velho mestre.
- Sim, pois sou eu mesmo – confirmou o discípulo, ainda sem entender o que havia se passado e porque tudo tinha mudado daquela maneira, ele perguntou: - mas o que houve, se me lembro bem, o senhor tinha apenas uma vaca para seu sustento, explique-me?
- Pois bem, houve um acidente naquele mesmo dia que você esteve aqui, minha vaca caiu do precipício e morreu. Quando eu me vi diante daquela situação, tive que buscar outros meios para sobreviver, e descobri que era capaz de fazer muitas coisas, trabalhei duro, e agora estou aqui, tenho uma das melhores fazendas da região. Sou talvez, o homem mais rico e feliz da região, meus filhos estão estudando e minha mulher espera outro bebê, tenho vários empregados que com esse dinheiro eles sustentam suas famílias.

O discípulo, calou-se, deu meio volta e foi-se embora. Ele entendeu tudo que o sábio havia feito, e não conseguiu pensar em outra frase a não ser: "há males que vêm para bem". Em seu caminho de volta o discípulo rio de si mesmo, por não ter pensado numa frase tão antiga, que ele julgava ser tão boba e inútil. Daquele dia em diante ele passou a ser um sábio.

Dia 05 de outubro minha vaca caiu do precipício, e entrou em estado de coma. Sei que ela tem data certa para morrer. E eu não temo nada que está por vim. O mundo é grande e o caminho me espera, talvez não será nesta terra que verei as flores lindas que sonhei no meu inverno. Vou seguir em frente, de cabeça erguida, por que lá estive por capacidade, não por privilégios ou subterfúgios. Lutei, fiz o meu melhor, tenho consciência que sou um astro que emite luz própria. Brilhei, e se brilho aqui, brilho em qualquer outro lugar. Seguirei em frente [sempre] por que eu sei que há males que vêm para bem.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

história 151: o chevette...

meu vizinho agora inventou de comprar um chevette. olhe, não é preconceito nem nada, mas chevett, de tão feio que é, nunca deveria ter sido considerado um carro, uma pessoa que tem coragem de comprar um chevette deveria apanhar em praça publica.

pois bem, não bastasse o modelo ridículo do carro, a coisa é verde, num tom meio musgo, sei lá. não é um carro velho, sabe?! mas também não é novo. e eu não sei explicar muito bem porque, meu vizinho, que tem garagem, mesmo assim não coloca o tal chevette lá dentro, coisa de doido. dai o carro passa a noite inteira lá na rua. o detalhe maior da história é que os vidros ficam aberto. acho que o povo despreza tanto o tal chevette que ninguém dá importância nem para roubar o coitado do carro.

... vai fazer um mês que eu estou trabalhando, três vezes por semana, à noite, num povoado da zona rural daqui. e chego em casa cerca de 23:00 até 23:30 [...] minha rua para variar, nesse horário está menos movimentada que o deserto do saara. lá vou eu caminhando devagar, cabeça baixa. eu tinha aplicado prova e recolhido uns trabalhos, ou seja, as minhas mãos estava cheias de papel. quando eu estava na mesma direção do carro que estava lá parado, silencioso e quieto na porta de meu vizinho. olho para o chevett, xingo-o mentalmente, arrepio de raiva daquele carro horrível. quando de repente uma cabeça saí de uma das janelas do banco traseiro, era um homem visivelmente bêbado, ele disse:
"quantas horas aí?!" eu, automaticamente, dei um super grito, seguindo de triplo mortal carpado para trás jogando no ar tudo quando era prova e trabalho que estava na minha mão.

via-se um jarbas com a mão no coração, a respiração ofegante, as pernas tremendo, meu coração era uma escola de samba na sapucaí, eu olhei para o chão, aquele monte de papel ao meu redor, eu senti na calçada e comecei a chorar. sim, chorar feito uma criança, acho que o stress de um dia inteiro de trabalho mais o susto e os papeis no chão me deixaram vulnerável. depois de uns cinco minutos de choro como bêbedo me velando calado. eu comecei a catar os papel ainda soluçando baixo. de repente o bêbado fala:
"e as horas moço, vai falar ou não?!" minha raiva era tanta, que eu olhei para o bêbado com o meu melhor olhar de bette davis e disse: "vai perguntar a hora para o capeta não pra mim!" ele diz em respota: "vixe, tá stressadinho... nem vou mexer, se não me bate, mas não chora não viu?!"

eu nem disse nada em resposta, terminei de catar meus papeis fungando de raiva, deixei o bêbado sozinho e entrei em casa. quando eu já estava deitado em minha cama, fui parar para pensar na situação e comecei a rir sozinho por um logo tempo, foi inevitável pensar no quanto a situação foi surreal e engraçada. cada coisa que me acontece, né?! como diria uma amigo: "a gente se fode, mas se diverte" vou te contar...

p.s: foto meramente ilustrativa, o carro de meu vizinho é pior que esse aí.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

eu adoro falar aracy balabanian...

... mas às vezes eu erro. Aracy Banabalian, Banabanian, Banananian, Balabalian, Banbanalian, Banbabalian, Banbalanian, Banbanilan, Banananliou, Balablabian, Bala de Morango, Banalinaãn, Banana com aveia.


comunidade no orkut

terça-feira, 23 de setembro de 2008

antropofagia da tribo [ou] os gays que me envergonham

eu sempre achei que gays, por serem gays, deveriam ser pessoas livres de qualquer tipo de preconceito, partindo do pré-suposto, obvio, de que gays fazem parte de uma minoria massacrada pelo preconceito a centenas de anos. enfim, nem eu mesmo sabia o quanto eu estava enganado. vejam a situação: estávamos sentados de frente ao trailler de lanches, éramos cinco, três mulheres e dois homens, ambos gays. eis que veio caminhando um rapaz negro, que até então eu nunca tinha visto na cidade.

- gente, olha que rapaz bonito - eu disse.

as meninas concordaram comigo. eis que, automaticamente, meu amigo diz:

- deus me livre! gente, ele é preto!

houve um segundo de silêncio. ninguém disse nada, se é que alguém conseguia pensar em alguma coisa realmente inteligente depois de uma frase tão preconceituosa. eu tomei da palavra primeiro.

- e qual o problema dele ser negro? - perguntei.
- nenhum, sei lá, não gosto, tenho nojo - ele respondeu, totalmente desconcertado, talvez tenha percebido o nível de preconceito da frase anterior.

meu discurso foi longo... as meninas caíram em cima falando também. o que mais me assustou foi o quão automática que a frase saiu da boca dele. é triste, antes de qualquer, ver uma pessoa que sofre preconceitos todos os santos dias, como meu amigo, porque ele é afeminado, ter preconceito, com um semelhante.

são esses os gays que me dão vergonha. pior de tudo é saber que essa atitude de meu amigo é característica de vários gays ao redor do mundo. existe uma antropofagia de nossa tribo que me assusta. as monettes fashion que odeiam as bichas pão-com-ovo, que por sua vez odeiam os travestis, que odeiam as barbies, que odeiam os bears e assim segui-se todos mastigando todos vivos, sem lembrar que somos todos farinha do mesmo saco.

agora, sem hipocrisias, até porque eu já devo ter dito para vários leitores de meu blog no MSN que eu não me interesso [muito] sexualmente por negro, o que é um direito que eu tenho, todos nós temos preferências sexuais e isso nem discutível é. tenho diversos amigos de pele escura, não me relacionar sexualmente um um determinado tipo de humano, não me dá o direito de sair por aí dizendo que eu tenho nojo de quem quer que seja, até porque comigo não é assim. antes de qualquer coisa nós somos todos seres humanos, feitos da mesma matéria decompositora, totalmente semelhantes por dentro e por fora. e o que se vê por fora é apenas uma casca. tem que chegar logo o dia que as pessoas vão colocar em suas cabeças que cor, religião, sexualidade, não são fatores determinantes para definir o caráter das pessoas. para que mais lindo, loiro, branco de olhos azuis [e gay] do que adolf hitler, no entanto, matou milhões de pessoas sem causa nenhum, em contra ponto, temos zumbi dos palmares, que era negro, e salvou centenas, ou mais, de vidas.

eu disse para meu amigo: "olhe ao seu redor, olhe para essa cidade, o país que você vive, seus parentes, não há ser nativo no brasil que possa dizer que não é mestiço, que não tenha, mesmo que o mínimo, de sangue negro correndo nas veias. o brasil foi construído por mãos negras, nossas terras foram regadas com o suor desse povo. e no entanto, você, e eu também não reconhecemos isso. negros são superiores. é o povo que tem mais gana. que ri quando é de chorar! se eu fosse você eu me envergonharia desse tipo de atitude preconceituosa, porque isso é uma doença, liberte-se antes que seja tarde demais."

como consideração final, eu vos digo, mesmo que difícil, libertem-se desses tipos de atitudes preconceituosas, se você não as tem, meus sinceros parabéns. mas se você é preconceituoso, vou te contar... você é doente, e deveríamos todos ter, não nojo, mas pena de você.

domingo, 21 de setembro de 2008

eu preciso...

...de pessoas reais.
quero alguém diferente, por que eu sou diferente.
quero o melhor, porque eu sou melhor.

eu sei que esse alguém existe, está em algum lugar desse mundo...
rodeado dos homens errado, apenas me esperando.

...um dia a gente se encontra! [só espero que não demore muito]


[am I just a another dreamer?]


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

história 150: festa na roça, é pra lá de bom!

era pra ser uma noite qualquer, eu iria ficar dentro de casa, sem fazer nada, assistir alguma serie americana no notebook, comer alguma porcaria, ler, depois dormir. mas elas me ligaram me chamando para ir nunca festa na zona rural. olhei ao redor, pensei: "o que poderia dar errado?! eu vou..."

em menos de quinze minutos eu me arrumei e eles pararam o carro na porta de minha casa, magicamente seis pessoas dentro de um gol rumaram para a tal roça, cerca de dez quilômetros de distancia do centro. poeira era o que não falta e a velha sinusite adormecida voltou com força e foi espirro para todos os lados. eu só pensando: "senhor, porque eu faço isso?!"

[...]

depois de solavancos, buracos, quase uma batida, desvios de animais, nós [finalmente] chegamos ao lugar da tal festa. foram os dez quilômetros mais longos de minha vida. desci do carro. olhei ao redor e automaticamente senti vontade de voltar para o aconchego de minha casa.

via-se varias barracas de bebidas um carro com um fundo aberto improvisando um balcão de bar, uma churrasqueira do lado e carne chiando em cima da grelha. ao lado uma cobertura com um palco de madeira e caixas de som que pareciam que tinham enxames de abelhas tamanho era o zumbido. tinham as clássicas barracas de pasteis que dava medo só de olhar para quantidade de gordura que tinha cada um deles. gente feia era o que não faltava e todos os meus alunos pareciam estar lá. por onde eu andava tinha alguém falando meu nome.

"a solução é beber, né?!" pense. encostei perto de uma daquelas barracas e pedi uma cerveja. o povo que veio comigo se espalhou. e eu permaneci próximo à barraca das bebidas o prefeito encostou, pagou uma cerveja pra mim. o vice-prefeito encostou, pagou uma cerveja pra mim. o irmão do prefeito encostou, pagou uma cerveja pra mim. outras pessoas encostaram e pagaram cerveja pra mim. alcoolicamente falando foi umas das melhores festas de minha vida. fui e voltei com praticamente a mesma quantidade de dinheiro, mas beber cerveja é o diabo, porque toda hora a gente sente vontade de ir no banheiro.
"onde tem banheiro aqui?!" perguntei e uma chuva de risadas veio como resposta.

- aí, ué!
- aí, aonde?
- qualquer lugar escuro, qualquer uma dessas cercas, no meio do mato, escolhe...
- mas eu preciso ver um vaso sanitário para fazer xixi... [fazendo a bessha fresca]
- vixe, tem ali no prédio da escola, vai lá, mas acho que não é muito limpo não.

"mas acho que não é muito limpo não" essa parte da frase ressoou varias vezes dentro de minha cabeça enquanto eu caminhava em direção ao banheiro que ficava próximo à escola. Abri o portãozinho de ferro, algumas pessoas sentadas no muro baixo. fui caminhando pelo corredor lateral, virei à esquina, estava meio escuro, mas deu pra ver na minha frente dois homens se atracando! voltei dois passos, só podia estar bêbado, como assim?! lá no meio do nada também tinha viado?! soltei um pigarro. eles me olharam desconfiados, eu abaixei a cabeça, morrendo de vontade saber quem era, mas a escuridão e minha cegueira não permitiram reconhecer os sujeitos. o de blusa clara saiu primeiro, depois o outro. entrei no quartinho 2 por 2, o cheiro forte invadiu minhas narinas. onde estava o vaso sanitário? que vaso que nada, lá tinha era um buraco no chão. mijei lá mesmo.

voltei ao encontro de meus amigos, continuei bebendo e perdi meu bom-senso rápido, graças a deus. e nada mais me surpreendia. oh, coisa boa, esses programas de índio mudam minha vida. vou te contar...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

nunca lamberam meu mamilo

depois de alguns filmes pornô vintage, fotos sobre sexualidade do slide que um amigo está fazendo para a faculdade, eu, numa busca às minhas experiências sexuais passadas, percebi que nunca lamberem, chuparam ou até mesmo morderam meu mamilo. vida sexual resumida, não é?! estou me sentindo uma santa balsaquiana adventista do sétimo dia que não faz sexo desde 1956 - estou quase lá, acredite!

a partir de agora, essa será uma parte que eu vou explorar mais. apesar de que ultimamente tenho tido tão pouco sexo [lê-se: nada]. desde junho que euzinho aqui não penetro nada e nem sou penetrado, enfim... meu grande problema, modéstia zero a partir de agora, é que as pessoas se sentem intimidadas por mim, então, geralmente eu tenho que ir lá e fazer todas as acrobacias na cama, enquanto, na verdade, era exatamente o que eu gostaria que fizessem comigo.

insatisfação na cama, insatisfação no trabalho, insatisfação na vida... nem sei o que faço mais.
aff. mas meus mamilos estão por aqui ... se alguém quiser chupar... só falar. [risos] só rindo para não chorar, vou te contar...

foto: nipple by Loudovich (deviantart.com)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

história 150: hot, hot, hot!

é tanto calor que essa cidade é praticamente a fornalha do inferno. eu não aguento mais.
você acorda de manhã e sua cama está molhada, dai você pensa: "ops! mijei na cama" ou "orra, choveu de noite e tinha uma goteira encima de mim!" mas não foi nada disso, foi toda a água do seu corpo que resolveu sair de você em forma de suor, porque durante à noite fez mais calor que o saara ao meio dia.

calor é uma das piores coisas do mundo, pense: quando está calor, esteja você nu ou vestido, você sente calor. na rua ou dentro de casa, você sente com calor. é nessas horas que você pede para deus instalar ar-condicionado no mundo inteiro.

nem sei mais o que pensar, só sei que eu odeio calor e quando eu levantar dessa cadeira até meu cu vai estar suado.
deixe-me ir ali tomar um banho, mas antes deixo um apelo: "injetem o inverno europeu na minha veia, agora!"



don't forget: uh-hu, fashion!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

história 149: só mais um pontinho, doutor!

eu me lembro que nos auge de minha infância eu ia todas as tarde para a casa de meu avô [in memorian] e ao lado da casa dele tinha uma construção, todas aquelas madeiras, caibros, ferros e buracos me fazia sentir num filme de rambo, eu me sentia o próprio power ranger vermelho pulando, correndo e gritando a tarde inteira.

numa dessas idas para a tal construção eu revolvi brincar de pular nos buracos do alicerce, sair, pular no outro e sair e assim sucessivamente. já deu pra perceber que não ia dar coisa que preste, né? pois é, num desses entra em sai do buraco grande eu cortei meu joelho num caco de vibro que estava grudado na parede vertical. eu lembro que eu senti uma fisgada no joelho, nada mais. continuei brincando, pouco tempo depois meu pai me gritou e eu fui embora todo sujo de terra. meu pai tinha um fusca branco – meu sonho de consumo hoje – e entrei no carro quando meu pai disse:

- é o que isso no seu joelho?

eu que até então não tinha percebido nada olhei para o tal joelho; tinha uma ferida grande e escorria sangue feito uma cachoeira.

- onde você machucou isso, menino?
- não sei, pai.

meu pai ligou o carro e fomos direto para minha casa, na hora que eu cheguei no colo de meu pai minha mãe ficou desesperada. uma de minhas tias estava em casa; minha mãe sozinha é escandalosa - imaginem ela e uma irmã, pois é – o escândalo! só jesus. me mandaram tomar banho, levei todo o sangue e decidiram me levar para o medico. acho que o maior desgosto de uma criança é ir para um hospital, fiz carão, com muito relutância minha tia e meu pai foram me levar no hospital – segundo minha mãe ela não ia agüentar ver o médico mexendo em mim.

sala branca. jarbas em cima da maca. perna esticada. cheiro de éter. médico abrindo e fechando ferida grande. pai do lado de fora. tia discutindo com o médico sobre a ferida do sobrinho. médico chama enfermeira. seringa. agulha. enfermeira caminha em minha direção. jarbas gritando desesperadamente. tia segura forte. enfermeira aplica anestesia. lágrimas. jarbas grita mais. tia segura mais forte. médico pega agulha e linha preta. primeiro ponto: jarbas olha, grita e chora. segundo ponto: jarbas olha e grita mais alto. tia segura firme. terceiro ponto: jarbas olha. tia acha estranho e diminui a força. quarto ponto: jarbas olha mais de perto e tenta dobra a perna. tia xinga. Médico reclama do barulho. silêncio. quinto ponto: jarbas não olha. sexto ponto: jarbas olha e acha que está tudo bem. tia olha. tia diz:

- dá mais um pontinho doutor, to agoniada com esse pedacinho vago aqui.

agoniada? como uma pessoa pode ficar agoniada pelo ferimento de outra? ela tava mandando me dar mais um ponto que não era nela que aquela agulha grossa estava entrando e saindo. o maldito médico para se ver livre de nós, mais de minha tia do que de mim, deu o maldito ponto. pense num jarbas que excomungou [mentalmente] o mundo inteiro por causa da tal agonia da tia e do tal pedacinho vago.
e volta eu pra casa com sete pontos no joelho, aprendi a não mexer com buracos? que nada! de vez em quando eu ainda caiu em uns e outros por aí, que só allah para me ajudar. só sei que ser criança era bom, mas não era fácil não. agora eu levando minha bermuda e vejo no joelho esquerdo a marca dos sete pontos. ai ai viu, vou te contar...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

história 148: a calourada

no fim de semana eu fui numa calourada de um dos cursos da universidade publica da cidade vizinha. não foi minha primeira vez numa calourada, mas foi a pior delas [pardon moi organizadores] mas não foi legal não. parte por minha culpa e de meus amigos, que resolvemos chegar na festa às 18hrs sendo que a mesma tinha começado por volta das 13hrs [um atraso básico de noiva].

chegar sóbrio numa festa onde todo mundo [ou quase todo mundo] está bêbado, não é das melhores experiências. tem gente que gosta para observar os micos dos outros, mas eu nasci para estar na muvuca pagando todos os micos alcoólicos [ou não] e não para observar e pra mim não foi divertido assistir o outros loucos, porque eu queria estar lá no meio deles.

festa de faculdade sempre me faz lembrar de filmes teen-escolar-norte-americano com suas irmandades com letras gregas, lideres de torcida e capitães de times de futebol americano, somados, à pouca prudência, álcool, sexo e música que me agrada. a diferença dessa calourada com o clichê americano é oceânico, como se desse realmente para comparar. a falta de letras gregas, nada como uma boa lambda, delta, pi [λ, Δ, π] para fazer alguém feliz. não houve sexo, não que eu tenha visto, mas houve muita gente bêbada descendo até o chão e brigando por causa de música.

a música nesse calourada foi um detalhe à parte, ao invés de um electro-pop básico que agrade a todos, a galera só queria ouvir arrocha, forró e axé. fazer o quê? a gente tá na bahia, não é?! experimentaram colocar madonna, no lugar do mil vezes repetido, "chupa que é de uva", mas não foram 4 minutes para o conflito iraque e os eua parecer brincadeira de criança diante confusão que instaurou-se naquela cobertura.

depois disso não aconteceu muita coisa. [suspiro] se eu tivesse chegado mais cedo teria sido melhor, eu tenho certeza, mas como minha amiga disse:
"tem quatro anos de curso pela frente, e muitas festas para acontecer" assim eu espero, meu nome já está no main list da próxima, claro! eu sou brasileiro e não desisto nunca! vou te contar...

sábado, 6 de setembro de 2008

hoje eu acordei...

...com uma vontade louca de escrever, desde muito cedo estou em pé, mas é só agora eu tenho coragem de sentar aqui e começar a apertar essas teclas, não sei direito sobre o que falar, não há nenhuma história para contar, na verdade há, mas nenhuma se encaixa aqui, não agora.

ela disse: "sem pânico"

e eu apenas aguardei as próximas frases virem no MSN, e o que eu mais temia em ler no últimos meses eu li em apenas 30 segundos.

"vou me mudar daqui, mas não mude seus planos"

"sem pânico" gritei em minha mente, e a minha única resposta foi um smile com duas letras "O" maiúsculas, assim: O.O [meu rosto em pânico?] e agora, josé?

ele não explicou mais nada, não disse seus os motivos, ainda. mas eu torço por ela, mais do que qualquer outra coisa, e não egoísta a ponto de querer prendê-la a mim, ou a qualquer outra coisa que não a fará bem. apenas tento não pensar. é nessas horas que você sente necessidade de ter alguém para abraçá-lo e dizer ao pé de seu ouvido: "don't worry, dear. I'm here" não necessariamente em inglês, escrevi assim porque pensei na aula que vai começar daqui algumas horas, enfim.

"sem pânico" ela disse, e é sem esse tal de pânico que eu tenho tanto estar, eu acho. tenho tentando não pensar, não pensar que tudo que eu venho planejando a 5 meses [ou mais] atrás pode ter sido destruído em 30 segundos, em apenas uma única frase, "vou me mudar daqui".

mas ela disse: "...mas não mude seus planos" há como não fazer isso?
minha real vontade é sair correndo, assim, sem rumo, sem saber direito para onde ir. só andar, depois correr, depois... sei lá. tentar apenas não pensar.

é por isso que eu vou terminar esse texto agora, não pensar. tenho prova de inglês para fazer e
falar sobre moda me agrada. enfim... tudo se resolverá, [] porque o tempo é o senhor de todas as respostas.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

história 147: bateu na beesha errada!

sábado, um dia antes da aplicação da prova do enem, estávamos alguns amigos e eu, num bar gls de vitória da conquista, a cidade vizinha. conversávamos, riamos, bebíamos, ao som da belíssima voz de narjara paiva e seu violão. enfim, tudo muito bem, obrigado!

de repente o som parou por causa de uma brita que estava tendo em frente ao palco, nada entre gays, mas entre um gay e um "hetero", pelo que eu entendi, esse tal rapaz hetero, não gostou que o rapaz gay ficou olhando para ele e tomado da fúria de soraya foi para cima do moço gay e deu uma porrada na cara do rapaz, que nem teve tempo de levantar para saber o que estava acontecendo. foi uma muvuca, garçom correndo, gente reclamando [inclua-me nesse grupo] as beeshas da mesa do rapaz gay gritando alto e xingando deus e o mundo. narjara reclamou no microfone e veio um momentâneo silêncio. eis que o hetero grita para o bar inteiro ouvir: "ta pensando o que de mim, viado? eu sou homem, não gosto de bicha não, eu não como cu não?! se ficar me encarando vai levar porrada na cara" acompanhado da frase mais do que preconceituosa e muito mais ainda, corajosa, porque xingar um viado dentro de um bar que só tinha viados, é realmente um ato muito corajoso, veio a sonora desaprovação do bar inteiro, era gente falando para todo lado, um pandemônio. eu finíssima, nem me levantei de minha cadeira.

mas não deixei de observar, a curta distancia, que o rapaz que apanhou apenas disse: "eu não vou brigar com você" e com toda a classe do mundo pegou o celular, discou um número, falou alguns minutos e sentou-se novamente. enquanto isso o hetero, louco do edi, esperneava feito um cobra semimorta no chão. não demorou muito, viu-se luzes e o barulho de um sirene. básico, a policia baixou na frente do bar. o rapaz gay, fazia o soldado laci marinho. sim, ele é da policia civil, estava lá à paisana, e aquele telefonema que ele tinha feito, nada mais era, do que, para os outros amigos policiais. o hetero foi preso e tudo voltou ao normal, coitado, bateu no viado errado.

agora, a pergunta que não quer calar em minha cabeça: o que um hetero vai fazer em um bar declaradamente gls? usemos o bom-senso, não é?! uma pessoa que se predispõe a ir num ambiente assim tem que estar aberto a receber olhares e cantadas vinda de outros homens, porque o ambiente propõe isso. supondo, talvez, a menos provável das alternativas, que ele estivesse ali por causa do som, coisa que eu duvido, ele deveria ter chegado e falando para o rapaz que ele não curtia aquele tipo de aproximação e pronto, mas não, o povo sempre parte para a violência, achando que só porque é gay vai apanhar e nada vai acontecer, mas dessa vez foi diferente e justiça foi feita. infelizmente não é o que temos visto no brasil e no mundo, mas a esperança que as coisas mudem não morre e quando uma coisa assim acontece com gente metida a besta eu fico radiante de alegria. ah, se todos os heteros que fizessem violência contra gays fosse presos ou coisa do tipo, o mundo ia ser um lugar melhor, não ia?! meu sonho, vou te contar...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

uh-hu, fashion!

nossa, já são quase três dias sem postar aqui, nossa que saudade de tudo isso. mas eu tenho um bom motivo para andar meio sumido daqui do blog, estou com um novo projeto. e é exatamente sobre isso que eu vim falar.

gosteria de lhes apresentar meu mais novo filho, o meu mais novo blog:
uh-hu, fashion!, que surgiu assim, do meio de uma conversa informal, dentro de um ônibus.

será um blog um pouco mais sério e muitissimo menos pessoal que o "eu vou te contar...", é uma forma de me aproximar do que eu realmente quero para minha vida profissional, mesmo não sendo profissional ainda.

gostaria de convidar todos vocês quem leêm esse meu blog para que dê uma passadinha lá no "
uh-hu, fashion!". ficarei realmente muito agradecido, vou te contar...

domingo, 31 de agosto de 2008

parabéns para nós: 31/08 - Blog Day!


...vou fazer diferente do ano passado que eu passei em branco o blog day. espera aí, porque nós dizemos: "passei em branco", sendo que branco é a reunião de todas as cores, ao invés de dizer: "passei em preto", que é a ausência de todas as cores?
vixe... começar um domingo com uma questão filosófica dessas é phoda, tô mudado, ficando nerd demais... gente, me salva!

enfim, voltando para o tópico central desse post, que é para falar sobre o blog day 2008.
pois é, gente, hoje é nosso dia [sons de fogos de artificio] legal, não é?! já tem data comemorativa para tudo mesmo, porque não poderia ter uma pra nós, não é?!

bem, não vou me alongar muito, mesmo porque eu tenho que ir para o centro fazer a prova do enem. sim, eu consegui transferir o local da prova. [uh hu!] vou fazer uma lista dos 10 blogs que eu mais gosto de ler dentro de minha blogesfera, a ordem baixo não representa: "do melhor para o pior", mas apenas os melhores, todos no mesmo nível.

o que me define?

LOSERBABY!

ontem à noite

a casa das sete 'micheles'

g cliché

2 ponto 5

fast love

vinte e poucos anos

s.a.m....raggiunger

iemai.com.br


há muitos outros, muitos outros, tantos que nem daria para escrever aqui, mas esses são realmente os melhores...

happy blog day for us.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

história 146: vamos para xique-xique, fazer enem!

pára, pára, pára. vou apertar o botão de pause das histórias do festival porque essa história precisa ser contada com urgência. bem, penso eu, que todos que estão estudando ou terminaram o ensino médio ou não estão na faculdade ainda, sabe que no próximo domingo dia 31 de agosto de 2008 será realizado o ENEM, Exame Nacional do Ensino Médio [e é o blog day, também] que nada mais é do que aquela prova com 63 questões das múltiplas matérias e mais uma redação. que mede o nível de conhecimento dos alunos e também possibilita o ganho de bolsa através do ProUni, que é um projeto do governo que concede bolsas parciais e integrais [varia de acordo a nota que você tira no ENEM] em faculdades particulares em todo o brasil.

se tem uma coisa que eu me martirizo todos os santos dias é não estar numa faculdade ainda, e minha mãe também não de deixa esquecer esse detalhe de meu histórico escolar. assim que começaram as inscrições do Enem eu corri nos correios e fiz a minha inscrição de graça, vantagem por eu ter estudado desde sempre em escolas publicas. desde segunda-feira o site do INEP está aberto para consulta do local de prova, devido ao atraso dos questionários socioeconômicos. pois bem, lá vou eu todo feliz ver onde eu ia fazer minha prova, quando me deparo com a seguinte informação:

Enem 2008 - Local de Prova

UF: BA
Cidade: Xique-Xique
Local da Prova: Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães.
Endereço: Rua Cissianato Figueiredo, s/nº
Bairro: São Francisco.

quando eu terminei de ler, me deu uma vontade louca de gritar: "ONDE?". certo, eu vou explicar: como é de se imaginar, minha cidade não entra no circuito de provas. logo, eu tenho que fazer minha inscrição para a cidade mais próximo que é vitória da conquista. o que houve então? pois é, na hora de escrever o código da cidade, eu escrevi o número de xique-xique que fica abaixo de vitória da conquista, eu na minha falta de observação das coisas, leia-se ignorância, olhei para o número de xique-xique, ao invés, de olhar e escrever o número de vitória da conquista em meu formulário.

corri no google maps e fui ver onde era xique-xique, adivina? é uma cidade que fica na divisa da bahia com o piauí, cerca de 839 km de distancia daqui, ou seja, totalmente improvável minha viagem para fazer a prova.

comecei a ligar para todos os 0800 do governo brasileiro. depois de [muitos] minutos de espera, centenas de mensagens eletrônicas diferentes consegui falar com um atendente e descobri que era possível mudar o local de prova [oba!], eu disse, possível, não fácil. pois bem, tinha eu que mandar um fax para a central do Enem em brasília através de um 0800 diferente dos outros que eu liguei com: xerox do RG e CPF, comprovante de inscrição do Enem, comprovante de residência, numero de telefone para contado, nome da mãe completo, endereço atual completo e uma carta explicando os motivos para a mudança do local de prova. [ufa] e vocês pensam que eu desisti? não mesmo, eu sou she-ra, meu amor! reuni todos os documentos em menos de uma hora e enviei o fax para eles. isso que é vontade de fazer uma prova, não é? fico só pensando como eu pude ser tão burro e não ter observando aquele código antes, aff. chega que dá raiva de mim. agora fico aqui esperando um contado, tentando toda hora ligar pra eles, graças a deus são números 0800, se não eu estava ferrado, torçam por mim. quero muito fazer essa prova domingo. vou te contar...

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

história 145: a beesha empacotada para presente [festival de inverno bahia 2008]

ainda no domingo, terceiro e ultimo dia, ao fim do show de pitty, que diga-se passagem foi maravilhoso, dois amigos e eu subimos a alameda do parque de exposições em direção à tenda eletrônica a fim de ver o que se passava por lá.
de longe fabrício e eu avistamos uma beesha horrível, coitada. estava usando um shorts acima do joelho, um tênis dc preto e vermelho, uma blusa de manga três quartos branca, uma camiseta preta por cima mais um colete, ou seja, empacotada para presente.
fabrício e eu começamos a criticar a viada que dançava louca do edi à nossa frente. tiago, que não sei bem porque estava out da história, quando nos aproximamos da bee poc-poc, tiago voltou-se para mim e perguntou:

- é o de shorts amigo.
- sim, é ele mesmo – respondi.
- ah, eu conheço ... vou lá cumprimentar e ver.

esse "e ver" não fez muito sentido na minha cabeça, até pensei: “ah, ele vai ver de perto a roupa do viado, meu deus como é venenosa, pior do que eu”. sendo assim, tiago ficou para trás para cumprimentar o grupo que a o moço estava. fabrício e eu subimos o resto alameda em direção à tenda eletrônica ainda morrendo de tanto criticar a beesha embalada para presente, o veneno escorria do canto de nossa bocas. na tenda estava tendo um show de um grupo de reage, uma nuvem de marijuana pairava sob a cabeça das pessoas, e nós decidimos que aquele não era um bom lugar para permanecer e resolvermos voltar para o palco principal.

enquanto voltávamos, tiago, que estava um pouco afastado do povo que ele foi cumprimentar, nos chamou paa ficar perto dele, assim que nós chegamos, foi logo falando:

- amigo, o esquema está feito.

eu fiquei em silêncio, porque eu não entendi nada e achei que era para fabrício o recado.

- que esquema, tiago? – perguntou fabrício.
- ué, o esquema amigo, não se faça de inocente.

[e eu calado]

- eu não estou entendendo.
- nem eu – eu disse.
- ué, gente, jarbas não queria ficar com o menino de shorts? eu já ajeitei tudo.

eu fique branco feito uma folha de papel a4 chamex recém-tirado do pacote.

- eu não criatura – eu disse rápido.
- de onde você tirou isso tiago? – perguntou fabrício, horrorizado.
- ué, vocês não estava comentando isso na hora que a gente estava subindo? – perguntou fabrício, meio perdido.
- não criatura, você entendeu mal, a gente estava criticando a poc-poc – explicou fabrício.

enquanto isso via-se um jarbas quase morrendo de tanto de rir da situação. tiago demorou alguns segundo para colocar todos os pensamentos em ordem.

- e agora? – ele recomeçou.
- e agora você desfaz o mal feito, porque eu nunca vou permitir que jarbas fique com aquilo – fabrício me defendeu.
- oh, gente não faz isso comigo não, você tem certeza jarbas? – lamentou-se tiago.
- perdão, amigo. mas não dá não.

tiago ficou desanimado, penso que imaginando como iria desfazer o mal entendido. ficamos assim calados por alguns segundos, eu só sabia rir da situação. a culpa foi dele, que escutou a história pela metade, ou melhor, não escutou a história, tirou a conclusões e tomou as decisões sem consultar ninguém e acabou fazendo merda. fabrício chamou minha atenção e disse:

- tiago, agora é com você, vai lá e desfaça esse mal entendido. jarbas, vamos contar até três e nos levantar sem olhar para trás.

1...

2...

3...

levantamos e deixamos tiago para trás para resolver os pepinos. pouco tempo depois ele voltou dizendo que tinha resolvido a história me livrando do pacote gay. enfim, não tive que desembalar o pacote [thank you God], mas o pior de tudo vai ser a partir de agora, por que tudo lugar que esse menino me ver vai dizer: "olha lá, ele já quis ficar comigo" ...eu agüento? perdoe-me eu sou paranóico. vou te contar...