segunda-feira, 18 de junho de 2012

história 204: o caso da pinga de capim


aquela era mais uma noite de sexta feira que Luiza e eu estávamos na aula de Produção Cientifica _rotina que se repete desde o começo do ano porque eu estou fazendo as disciplinas pendentes à noite. sinceramente penso que o Governo do Brasil deveria pensar numa maneira de minimizar os danos psicológicos que uma aula em plena sexta feira pode causar _só para constar.
pois bem, a ideia meio que surgiu do nada e se resumia basicamente em tomar uma cerveja e comer alguma coisa depois da aula. ir no O Barba soou como uma boa ideia, não apenas por ter cerveja gelada, hambúrguer vegetariano etc, mas também pelo povo bonito e tatuado que vai lá... e foi isso que fizemos. 20:40 hrs a aula acabou e nós saímos em disparada para a noite curitibana.

o bar estava começado a encher de gente magra, bonito e tatuada _do jeito que Deus quer que tudo mundo seja. os sinais de que aquela noite ai render começaram quando, por sugestão de Luíza, decidimos não uma típica Heineken, mas uma tal Strong Golden Ale da Eisenbahn. ali, logo a pós o primeiro gole percebi o real significado de “strong” no nome da cerveja. conversa vai, conversa vem... cerveja, comida e muito mais cerveja decidimos ir embora e o chão parecia estar mais macio aos meus pés, as pessoas um tanto mais bonitas e o mundo aparentava ser um lugar mais bacana para se viver. louvado seja o álcool.
era um pouco mais de 22hrs quando saímos do O Barba, ali na rua fazia muito mais sentindo ir para outro lugar afinal de contas a noite só estava começando. note que a ideia inicial era apenas tomar uma cerveja, comer alguma coisa e voltar pra casa... o fato é que já que estávamos na Rua Vicente Machado ir no Bar James era um destino convidativo e meio... obvio.

fomos. o James estava literalmente vazio de gente a não ser _é claro_ dos barman e os seguranças... ficamos ali conversando com os meninos quando eu mirei na geladeira uma garrafinha verde com coisas em japonês, coreano ou mandarim escrito, perceba que eu nem precisei ouvir “Naega jeil jal laga” para ter a revelação daquela garrafa ali.

- o que é isso, Guto? – perguntei apontando para a garrafinha verde.
- ah, é uma bebida japonesa – ele respondeu – quer experimentar?

esse foi momento que eu realmente achei que eu tinha moral naquele lugar. tipo, estava ganhando bebida do gerente... eu nem precisei ter uma vagina para isso. aceitem meus 10 segundos de popularidade. obrigado. aceite a bebida na hora!
copo para shot no balcão, ele abriu a garrafa verde e derramou o liquido transparente, todos me olhavam... sem pestanejar engoli tudo de uma vez só. PAH! alguns segundo até a bebida cair no meu estomago e fazer o mundo inteiro girar e minha garganta queimar como se eu tivesse bebido o próprio Diabo Verde... o gosto era uma mistura de arroz dormido com capim. os meninos do bar rolavam de risada, provavelmente porque eu devo ter feito uma cara de derrame na hora que bebi... depois eu fiquei sabendo que a porcaria da bebida japonesa tem 56% de álcool, para você ter uma ideia uma tequila tem 38%. o que essa raça de olho puxado pensa da vida, hein?!

...e o resto da noite? bem, do pouco que eu me recordo lembro de não conseguir segurar uma longneck de cerveja na mão quando estava no fumodromo, tenho outro flash da hora que me despedi de Luíza e ela me fez uma serie de pedidos e recomendações que eu provavelmente não cumpri, lembro também de ter dançado funk que a moça que cuida do banheiro feminino e ter ouvido ela falar o quanto ama caras negros e fortes. e me lembro também dá ressaca tão potente quanto a própria bomba que caiu em Hiroshima e Nagasaki. bem, a única lição que eu aprendi foi que eu vou precisar sim de uma vagina para conseguir bebida de graça e que eu não devo confiar em bebidas com qualquer tipo de escrita oriental. do resto, no outro fim de semana eu estava lá de novo. sou desses, vou te contar...

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