sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

[história 102: sobre o nome mais feio do mundo]

Uma saudade pulsante e crescente de Curitiba tem tomado conta de mim mais do que o normal nesses últimos dias, por diversos motivos que não vem a calhar nesse momento. Isso fez com que eu lembrasse de uma história que aconteceu comigo em 2005 quando por lá eu estive pela primeira vez, no intuito de morar.

- big flash back, por favor –

Só para vocês entenderem, em meados de outubro de 2005 eu comecei a entrar em contato com meu primo de Curitiba e a esposa dele, em 16 de dezembro de 2005 eu estava viajando da Bahia para o Paraná para tentar a sorte [coisa bem retirante mesmo] depois de cerca de 32 horas de viagem de ônibus e muitas lagrimas eu cheguei em Curitiba.
Sabe aqueles filmes de Hollywood que a pessoa sai da sua cidade interiorana para tentar a vida numa das grandes capitais? Pois é, era assim que eu me senti quando desci na rodoviária e meus primos me pegaram durante o trajeto eu olhava para fora do carro, para aqueles prédios altos, os parques, o Shopping Estação, a Praça do Japão – pára se não eu choro.

Pois bem, eu cheguei num sábado e meus primos já tinham compromisso com amigos para irem numa pizzaria, foi apenas o tempo para eu deixar minhas coisas na casa, tomar um banho e sair para a rua com eles.

Devo confessar que eu não entendia nada que o povo dizia, eu quero dizer, no primeiro instante eu não entendia as conversas paralelas ou meu redor, só se falassem comigo diretamente, tudo isso por causa do sotaque, o famoso: "leitE quentE que dói o dEntE da gEntE principalmentE o dEntE da frEnte" mas como diriam os próprios curitibanos: "nós não temos sotaque, o povo de fora que tem maldade" enfim.

Na pizzaria sentamos, meu primo me apresentou a todos e do meu lado sentou a prima da esposa de meu primo, conversa vai, conversa vêm, um deles vira para mim e diz:

- você está tão calado, fala alguma coisa sobre você;
- sobre mim? Pergunta que eu respondo.

Pronto abri o espaço para novas amizades e tal, me perguntaram tudo, principalmente sobre micaretas e carnaval, não sabendo eles que eu sou um baiano totalmente atípico e não me simpatizo com esse tipo de festa, mas enfim, não deixo de ter conhecimento e respondia a medida do possível, eis que me perguntam:

- mas onde você trabalhava?

Respondi que trabalhava dando aulas de informática para alunos de 5ª a 8ª series numa escola do município e tal – coisa que eu não faço mais graças aos deuses. Não sei bem como, mas a história se voltou para nomes, começamos a falar sobre nomes estranhos e feios, mexeram numa área que eu tenho bastante conhecimento de causa [por experiência própria] lá comecei eu a falar os nomes “criativos” de meus ex-alunos [vide história 062] entre risadas e tantos nomes eu soltei a seguinte frase, eu disse:

- todos são nomes horríveis, mas o pior de todos é Irineu.

A mesa veio a baixo de risadas, todos riam compulsivamente e eu fiquei sem entender, eu não sou tão engraçado assim e nem o nome Irineu seria o causador de tantas ridas assim – que seria então?
Virei para a esposa de meu primo e perguntei o que eu tinha feito para causar tantas risadas. Elas [coitada] quase morrendo de rir o rosto todo vermelho, diz:

- está vendo essa menina do seu lado?
- sim, sua prima.
- o pai dela se chama Irineu.

Onde estava o buraco para eu enfiar minha cabeça? Alguém tinha uma passagem de volta para a Bahia pelo amor do bom Deus? Pensem numa pessoa que desejou mais do que tudo ficar invisível naquela hora. Pedi mil desculpas para a menina, sem conseguir olhar nos olhos dela de tanta vergonha que eu estava.

Agora façam um calculo matemática comigo: qual a possibilidade numérica de um menino que morava no interior do interior da Bahia dando aulas de informática numa escola municipal que tinha um aluno chamado Irineu, viaja para morar com o primo, para uma cidade a 32 horas de distancia da dele, cerca de 2.180 km de asfalto percorrido, chega no primeiro dia, vai comer pizza com os amigos do primo, na pizzaria ao lado de uma menina, diz que acha o nome do ex-aluno chamado Irineu terrivelmente feio e o pai dessa menina que ele acabou de conhecer se chama Irineu?

Há quase 3 anos eu tento entender isso, mas não consigo, essas coisas só acontecem comigo. Vou te contar...

- fim do big flash back. Obrigado deixem-me com minha saudade -

16 comentários:

  1. don't worry...vc não é único no mundo. isso VIVE acontecendo comigo. Sempre dou foras homéricos desse tipo e nunca me emendo...rs

    bjos

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  2. Nossa Jarbinhas... muito mico hein!
    Que fitinha!

    Realmente o sotaque deles é uma delícia... na verdade eu adoro sotaques em geral... e como eu sou sem personalidade vocálica, incorporo o sotaque regional em 10 minutos de conversa... mas sem nunca deixar o paulistês morrer... o que lógico fica en-gra-ça-dis-si-mo... hehehhe

    Abraços

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  3. kkkkkkk....suas histórias realmente ótimas......
    se vc acha que essas coisas só acontecem com vc, vou contar uma minha:
    certo dia, estava no metrô conversando sobre religião com meu amigo(que agora é meu namorado) e de repente solto algo como:" não sou espírita, mas acredito que há algo além daqui."
    Então, um cara bem mal encarado parecido com Bush(juro) começou a dizer coisas como:"espiritismo é pecado e coisas do gênero".Diga aí o q eh ficar ouvindo merda por 6 estações, isso aí dá uns 15 minutos....putz, vou te contar...
    =D

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  4. xD
    Ah, mas vá. Gosto não se discute... Eu não gosto do nome do meu irmão, ué! =P (Mas as probabilidades eram tão pequenas, no seu caso!)

    Mas saudades de Curitiba? Jura? Achei tão sem graça!

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  5. irineu é o nome mais feio pra vc?.. pra mim é tão simples.. horríveis mesmo são aqueles terminados em MAR.. Solemar, Credimar, e por ai vai.. hehehe

    aaa mas pq nao deu certo sua vida em Curitiba?.. e gente.. 32 horas de ônibus? coragem.. hehehe
    ^^

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  6. Estava na hora de jogar na primeira loteria.
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  7. Bêibér, experimentei o tal do L.A. de cereja, gostei. C'est cool. Abraços.

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  8. Eu sou o rei em dar foras assim.
    Um dia eu conversando com uns amigos:
    (...) então gente mas não tem nome mais biscatona que Kimberly né?
    - Calvin, é o nome da minha avó falecida!
    - ah é? ah mas nem todas são piranhas né!

    (...) seu cabelo tá lindo dessa cor loira pastel!
    - Ah eh Calvin! Obrigada, pq vc não colore o seu igual!
    - Ah não, ia ficar meio biscatona, sei lah.

    (...) não repara na casa humilde Calvin!
    - Ah que isso! Liga não, minha casa também é um barraquinho ;)


    (...) vc gosta de tomar suco?
    - Ah gosto sim!
    - Quer tomar essa aqui?
    - Hum, estou super cheio obrigado!
    - Mas vc comeu hoje?
    - Nao porque?
    - Ueh entao como está cheio?
    - Nao sei rs

    E por ai vai na minha lista de foras hahahaha

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  9. engraçado que Irineu ´eum nome comum por aqui...não estranharia que alguém proximo o tivesse. O pior é um garoto chamar Irineu...isso é nome de velho.

    abraço

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  10. Olha, por isso que eu sempre pergunto antes de falar mal de algo! Do estado em que nasceu até outras particularidades!!!

    Beijão!

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  11. Cara,como diz a nossa amiga ae em sima,"Você nao é o único",cara aconteceu isso comigo.(Só que a mina me chutou na canela q dói até hoje!,pq o sapato dela era um salto alto q tinha uma PONTA REDONDINHA E FINA Q DÓI!!.

    Boa sorte ae com essa mina Jarbas ,nao dexa ela te chutar aoskaposkaopsk,flw.

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