terça-feira, 21 de agosto de 2007

Hey ...
Mil anos que eu não atualizo meu blog...
Caraca a coisa aqui não tá bonita não... muuuito trabalho!

Pra quem não sabe o Brasil inteiro está fazendo o Educacenso 2007 ... E o que isso significa? Isso significa que eu tenho que trabalhar feito um escrevo na lavoura. ok. ok. [exageros à parte] Isso significa que o Brasil inteiro tem que cadastrar no site da Secretaria Nacional de Educação todos os alunos do Brasil ... logicamente aqui na minha cidade também.

Por falta de internet de qualidade, nós aqui estamos muito atrasados, e si não for enviado todas as escolas até dia 31/08/2007 minha cidade não receberá um unico centavo para a educação proximo ano.

Vocês entendem meu sumiço né?! Deixa eu dar uma de Madre Tereza de Caucutá da caatinga e ajudar a galera aqui que tá desesperada ...

Até logo ... isso não é um abandono é uma pausa.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007














- Essa foto tá tão emo amiga.
- Tão o que?
- Emo.
- O que o remedio tem haver com a foto Jarbas?

[silencio]

- Não, nada não.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

[História 060: Neguinha não!]

Num desses fins de semana que eu passei na cidade vizinha [Vitória da Conquista] estávamos minha amiga Fernanda e eu na fila do supermercado esperando nossa vez para comprar pão, em nossa frente tinha uma mulher morena e uma criança [um menino]
Minha amiga apaixonada por criança resolveu brincar com esse menino, que foi muito mal educado, diga-se de passagem; ok, vendo minha amiga tentar ser sociável com a criança eu me lembrei que mais cedo eu tinha ido numa lan house no shopping e lá tinha uma menininha muito linda, que dizia pra todo mundo que entrava: "É um real."
Enquanto eu pagava minha hora na lan house ri muito da menininha que falava varias coisas parecendo um adulto, eu me lembrei disso e resolvi contar para Fernanda, eu comecei: "Oh, Nanda, na lan house hoje tinha uma menininha linda."
De repente a mulher que estava na nossa frente virou-se para nós e disse: "Mesmo sendo linda não pode chamar de neguinha não!"
Sem entender nada eu disse: "Como?"
Ela repetiu: "Não pode chamar de neguinha porque é preconceito."
Eu disse: "Mas a menina é branca, vocês escutou errado eu disse ME-NI-NI-NHA"

Sabe aquela cara que a pessoa faz quando recebi um balde de água fria na cara?! Pois foi essa cara que a mulher fez, ela pegou os pães dela e saiu sem dizer nada de tanta vergonha que ela ficou.

Agora pensem bem, a vaca nem ouvi o que nós estávamos falando, tira as conclusões precipitadas dela e ainda vem querer dar lições de moral, nos tirando de racistas e preconceituosos.
Francamente, pior do que branco preconceituoso é negro metido a besta ideialista [o detalhe que ela nem negra era]

Si tem uma coisa que eu não tenho nessa vida é preconceito. Aff!
Vai limpar o ouvido, comigo não viada!

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

[História 059: É porque eu sou evangélico]

Quando eu entro no ônibus de volta para minha terra [ai que coisa mais Domingo Legal] – descubro que no ônibus só iría 2 rapazes, o motorista e eu. Sim! Apenas quatro pessoas dentro de um ônibus que normal mente caberiam 45 seres humanos – eu me senti um rock star numa turnê.
O ônibus saio de São Paulo no horário certinho, eu dormi a manhã inteira a tarde inteira, mas por volta das 21:00 após a troca do motorista e da pausa para a janta meu pesadelo começou – estava demorando né?!
Os rapazes foram para parte de frente do ônibus [bem próximos de onde eu estava] para conversar com o motorista; os tópicos das conversar: futebol, mulher, peito grande, vantagens de trair a esposa, bunda cerveja. Eu fingi que estava dormindo para não precisar dar opinião, mesmo porque eu conhecimento sobre esses assuntos são mínimos, pois bem, não parou por ai, o motorista falou: "Moço, sempre esse ônibus vem assim vazio, outro dia mesmo veio uns 3 caras e eu aqui sozinhos, nós "feiz" uma vaquinha e pagamos umas "mulhê" ai para elas "fazê" um "istripi" pra nós”.
Eu acho que se tivessem dito para aqueles rapazes que eles tinham ganhado na loteria acumulada eles não teriam se animado tanto quanto se animara ao ouvir as palavras MULHER e STRIP. Esses homens enlouqueceram dentro desse ônibus – eu no meu cantinho "dormindo". Queriam porque queria trazer esses "moças" de rodovia para dentro do ônibus para fazer o tal "istripi". Tentem me imaginar participando de uma "festinha" com prostitutas de asfalto junto com outros 3 caras dentro de um ônibus na BR 116 – Ok, pode parar de imaginar agora é caótico demais, chaga a apocalíptico. Mas Deus está do meu lado, um deles lembrou-se minha presença dentro do ônibus [aleluia]. Eles vieram falar comigo, os dois esfregando a mão uma outra de tanta excitação, sorrisos de orelha a orelha; me "acordaram" e contaram toda a história, fazendo questão de ressaltar a parte que eu tinha CONTRIBUIR para a vaquinha para pagar as moças;

- Putz vei, não vai dar não – eu disse.
- Por que não? – perguntou um deles.
- Ah, você vai dar uma de viado agora – disse o outro [cof. cof. cof]
- Oxe, tá me estranho, não é isso não, é porque eu sou evangélico – eu respondo.

[nem acreditei que eu tinha dito isso]

- Sossega cara, o pastor da igreja não vai ver nada não – um deles disse.
- Eu posso até enganar o pastar, mas eu não engano Deus porque ele sabe de todas as coisas – eu respondi.

[aaai minha criatividade estava tão em alta]

Os sorrisos sumiram das caras, deu até pena dos coitados. Um deles abaixou a cabeça e disse: "Porra, o cara tá certo, vamos deixar isso quieto, é melhor, ninguém engana Deus mesmo não"
Eles saíram e eu pude respirar aliviado – pela primeira vez na minha vida foi vantagem ser evangélico, mesmo eu tendo largado a religião a 5 anos atrás, vantagem maior ainda é sair com minha heterossexualidade em alta e não tive que pagar para isso. [cof. cof. cof.].

Deus me perdoe, vou te contar ...

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

[História 058: Bahia aqui vou eu...]

Aff... chegou o dia de ir embora, bem que poderia ser mais, essa passada rápida em Curitiba só fez aumentar minha paixão pela capital do Paraná; agora mais do que antes pois deixei uma amiga virtual que se tornou real e que não foi egoísta e dividiu comigo parte de seus amigos.

Fui embora de ônibus [questão de pobreza] era o ônibus das 23:30 horas para chegar em São Paulo cerca de 06:00 e pegar outro ônibus para minha cidade 08:30 ... mais ou menos 32 horas dentro de um ônibus – quem manda morar no fim do mundo, mas valeu a pena e como valeu;

Eu poderia dizer: "Saímos de casa na hora certa, numa noite agradável de inverno, peguei o ônibus tranqüilo e foi tudo em paz." Mas isso não seria minha vida não a que eu estou acostumado.

Somos sair de casa era 22:45, o CD com todas a fotos que eu tirei em Curitiba deu pau e eu não pude trazer nenhuma foto, era chuva que Deus mandava sem dó nem piedade, os céus choravam por minha partida [ui que pretensioso] já atrasados saímos correndo, eu quem trancou a casa, perto da rodoviária um engarrafamento enorme, eu tremendo feito vara verde, se eu perdesse aquele ônibus não voltaria para Bahia [ui] despedi do povo ainda dentro do carro, pequei minha mala e sai correndo, e quem disse que eu achava o portão de embarque – até parece que a rodoviária de Curitiba é não grande assim. Nada como ler placas, usem disso viu gente. Achei a plataforma, achei o ônibus, entrei, sentei, respirei fundo e pensei: “Graças a Deus eu consegui” enfiei a mão no bolso, um molho de chaves – sim eu estava com TODAS as chaves da casa de meu primo, sim eles não teriam como entrar na casa, sim eu sou um calango lesado.
Peguei as chaves e sai correndo, pensei em ligar para o celular deles e dizer que deixaria as chaves num dos guichês, mas dei de cara com o motorista entrando no ônibus.

- Vai sair? – ele perguntou.
- Preciso fazer uma ligação urgente – eu respondi.
- Estamos saindo volte para seu lugar. – ele disse.
- Mas...
- o ônibus está atrasado, você vai querer atrapalhar os outros passageiros? – disse e sentou na cadeira e ligou o carro.
O que mais eu ia fazer? Murphy desgraçado um dia eu me liberto.
Quando falam da frieza curitibana acho que eles falam disso ai que o motorista fez, enfim, c’est la vie.

Adiantando o caso da chaves: quando eu cheguei na Bahia, meu primo liga desesperado dizendo que entre as chaves tem uma lá que faz alguma coisa no carro e que ele se ele fosse pedir outra na concessionária teria que pagar R$35,00 e que era para eu mandar as chaves pelo correio, somando com as outras chaves que estavam no molho, seria mais ou menos uns R$50,00 de chaves para fazer copia.

Resumindo: Eu paguei R$15,00 para mandar uma caixa de 170 gramas.

Quem manda morar no fim do mundo viado, vou te contar...