domingo, 16 de setembro de 2007

\o/ Um ano sem vacas mortas . um ano de vegetarianosmo \o/

[a little bit drunk]

e esse post era pra feito ontem... porém contratempos etc e tal me impediram de escrever, la la la, a preguiça também conta bastante...

[anyway]

venho para dizer que ontem fez um ano, UM ANO ... que eu não como carne. UAU!
É, pois é, parece que foi ontem que eu decidi parar de comer carne, nem acredito que tem um ano que eu não coloco uma vaca, boi, galinha, porco, cabra, cabrito, carneiro, ovelha, gambá e outro mamífero, reptiliano ou bicho morto na minha boca.

Ai vocês podem me perguntar: - ah, mas você não sente falta?
Eu responderei: - não, não sinto.

é tudo uma questão de costume, não é à toa que somos o topo da cadeia alimentar, adaptadilidade. Na verdade nunca gostei de carne, nem quando não tinha todas essas idéias naturalistas de gente "doida" que doa dinheiro para o green peace.

ôh, deixa-me acabar logo esse texto... esse post tá muito chato e eu tô meio bêbado porque eu acabei de chegar do aniversário de minha amiga ... uma coisa eu digo: pelo menos cerveja não nenhum bicho morto e isso me deixa muito, muito tranqüilo mesmo.

Deus salva a alegria quimicamente induzida! [amém]

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

[História 064: el medico]

Nos últimos dias começou a fazer um friozinho gostoso à noite aqui na Bahia – coisa realmente muito rara eu admito. Na verdade aqui o termômetro marcou 20°c o povo já pega casaco.
Enquanto a população excomungava o frio recém-chegado, eu levantava as mãos para os céus a agradecia a Deus por ter oportunidade de ver a Bahia esfriar, o que acontece em seguida? Começo a usar um cobertor guardado no recanto do meu guarda-roupa desde que você usava mini-saias [uau!] dormi tranqüilo e quentinho [ai delicia] ... na manhã seguinte acordo com uma “pluiguicinha”, uma coceirinha nas costas – “ah, não deve ser nada, eu pensei” e a vida seguiu no habitual, o frio continuou, uma semana se passou e a cada manhã a coceirinha aumentava, num dia desses eu penso: “oh, deixa eu ver o que é isso que eu tenho nas costas...” quando eu fico de costas diante do espelho quase quebrando o pescoço na tentativa de ver algo, eis que deslumbro com minhas costas totalmente empolada, coberta de pontinhos vermelhos que lembravam acene; pronto, meu suplicio tinha começado. Pense comigo, aprece que quando a gente tem consciência da doença mais ela ataca, ou melhor mais a gente tem a impressão de ter os sintomas, a partir daqui meu calvário começou, as costas coçavam, coçavam, coçavam e coçar as costas, ou melhor, tentar coçá-las é uma experiência traumatizante; corri mostrei para a minha mãe.
“Jesus tende misericórdia, o que foi isso meu filho?!” foi a única cosia que ela disse, não ajudou muito, e a coceira só aumentando, mamãe em sua sabedoria descomunal praticamente me deu um banho de álcool etílico; ótimo, aliviou e muito.
Dormi de novo, na esperança de acordar no outro dia sem nada [doce ilusão] quando eu acordei no outro dia [domingo] a alergia estava três vezes pior do que já estava, o que fazer então? Hospital aqui vou eu...

Como você imagina a sala de espera de um hospital publico no Brasil? Gente entrando, gente saindo, criança chorando, velho gemendo, um pandemônio. Certo? Pois minha cidade é tão do contra que a sala de espera estava completamente vazia se vacilar o hostipal estava vazio e a atendente tava do lado de fora conversando com os seguranças. Cheguei fiz a ficha e em menos de três minutos estava sentado do lado de fora do consultório.

“puedes entra” disse uma voz masculina “buenas tardes” era o medico.
“espanhol?” pensei “era o que mim faltava”
“o que sientes hoy?”
“eu estou com uma alergia nas costas e apareceu de uma semana pra cá, tá coçando bastante” eu respondi.
“dejame me ver?”
[levante a camiseta e mostrei]
“me parece igual as que tu tienes em la cara!” ele disse.
Levantei uma sobrancelha, e disse: “não é acne não, porque as das costas coçam e apareceram por agora!”
O medico ficou de pé diante de mim, pensei: “vai me dar uma porrada”, eu sentando, ele disse: “no necessitas ficar “nerboso”, fiques de pé” assim eu fiz... fiquei de pé, deu vontade de rir na hora o médico ficou da altura de meu peito.
“asenta otra vez” ele disse “o que tu mudastes de tu habitual?”
“eu comecei a usar uma coberta que estava a muito tempo guardada” eu respondi.
“dejame ver tu cara” disse e pegou no meu rosto meio sem jeito, e mexeu pra lá, mexeu pra cá, quase quebrou minha mandíbula, vou para a cadeira e sentou diante de mim, e começou a escrever no prontuário e numa receita.
“usted tiene ácaros” diagnosticou.
“o que?” eu disse, foi instantâneo.
“ácaros”
“eu tenho o que?”
“Á - ca - ros”

– pausa para consulta no dicionário –
Ácaros s.m (Entomol)
1. nome comum a todos os acarinos.
2. aracnídeo que produz a sarna; á.ca.ros.
– fim da consulta –

ai meu Deus, eu estava com sarna, mas não é cachorro que tem essa doença? Pelo visto não, eu na minha sorte incalculável peguei uma doença que até então eu achava que só cachorro tinha, enfim, o médico me explicou que isso é normal principalmente por eu ter usando o cobertor sem deixá-lo ao sol ou lavá-lo antes e que os ácaros se desenvolvem em panos que ficam muito tempo no mesmo lugar, blá, blá, blá. Escutei tudo com atenção, peguei a receita que o médico boliviano [ah, eu descobri a nacionalidade dele depois] e fui para a farmácia, o que aconteceu lá rende outra história [que ficará para depois].
Pensando pelo lado positivo – se é que tem um – ao menos eu tive um atendimento internacional; boliviano eu sei, eu sei, mas é internacional, ser atendido por um medico, mesmo que boliviano não é pra qualquer um não. vou te contar...


ps.: foto meramente inlustrativa.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

[História 063: - Vamos transar?!

Cá estava eu andando pelas ruas de madrugada, voltando para minha casa [juro que não estava aprontando nada. cof. cof. cof] a rua igual a um deserto, quando de repente das profundesas do submundo um rapaz bêbado me chamou para conversar, eis nosso dialogo [só Deus pra ter piedade de mim]

Para esclarecimento, de azul são as fala dele, de vermelho são as minhas falas e de itálico foi o que eu pensei na hora ou comentários. [ah, pra que isso?! vocês são pessoas inteligentes]

– psiu! [eu olhei] – podemos conversar?
[aff. era o que me faltava] – pode dizer...
– nãoooo, mais juntinho encosta aqui...
– sim?
– você é viado? [uau! assim na lata ofende!]
– não porquê?
– quero transar hoje, nós dois acotece?
– claro que não...
– porque não?
– por que eu não curto isso e porque eu tenho que ir embora.
– ah, fica mais um pouco.
– não dá... eu tenho que ir.
– queria te beijar, te abraçar ... vamos transar.
– não dá não vei, tenho que ir. [comecei a andar]
– psiu! [olhei pra trás]
– vamos conversar.
[parei, porque eu faço isso?] – diz logo cara!
– vamos para minha casa, escutar uma musica, beber um vinho. [aaai como ele é romântico]
– não dá mesmo, eu tenho que ir embora, amanhã eu acordo cedo pra trabalhar [por que eu estava dando explicação para um bêbado chato? enfim...]
– certo, esquece o vinho, vamos pra minha casa bater um papo, se conhecer melhor ouvir uma musica legal. [dá pra acreditar nisso?]
– cara, não dá mesmo, eu tenho que ir embora. [não fui ainda porque? Só pra ver no que ia dar e contar aqui]
– você é tão lindo. [ele faz cara do gato de Shrek] - vamos transar?!
– já disse que não dá, eu não sou viado.
– te dou 10 reais! [ai que vontade de morrer, como assim, tô desmoralizado mesmo, 10 reais é pouco demais]
– não tô precisando de seu dinheiro não, você tá pensando que eu sou quem?
– pára de besteira moço. vamos transar!
[engrossei a voz] – vei, não dá mesmo e eu tenho que ir embora. [eu ainda estava simpático?! cada o barraco, cadê o escandalo no meio da rua? ah, rua vazia, sem plateia não tem graça]

[sai caminhando ... ]

- psiu! [olhei pra trás... ele fez aquele barulho que o povo faz quando tem dente podre, tipo sugando a carne que tá no buraco]
- lindão! [o barulho de novo] gossssstosão.

[ voltei a caminhar de novo ]

- psiu! [olhei pra trás de novo] - esquece a transa vamos fumar maconha!

Nem pra trás eu olhei de novo... caraca, por que tudo mundo me vê assim tão junkie, meu filme tá queimado mesmo, até os bêbados estão achando que eu sou maconheiro... aff. pelo menos eu sai no lucro lindão e gostosão são bons elogios mesmo vindo de um bêbado insuportável numa madrugada qualquer da caatinga... cada coisa, vou te contar...

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

[História 062: O fantástico mundo dos nomes]

O circo dos horrores está aberto, quanto mais a gente acho que não existe mais nada que vá nos surpreender, chega mais uma coisa mais bizarra do que a gente acha que podia aparecer.

Mas porque eu estou falando isso? Pelo titulo do post vocês já devem estar cientes do que se trata. SIM! Vamos falar dos "lindos" nomes que encontrei perdidos por ai nesse caatinga de meu Padrinho Padre Cicero [padin padi ciço] Cada coisa que eu vi nesse cadastro que vocês nem imaginam, enfim, ah, Deus salve a criatividade do homem do campo.
Quem disse que Charlotte, Washington, Willian, Elizabeth são nomes chics? Engana-se você pesando que por aqui alguém vai colocar o nome do filho de Paris ou Jaden Liynn. Nunca! O padrão aqui é outro.
Abaixo uma listinha dos nomes mais ... digamos criativos que eu vi durante todo o Educacenso 2007.

- Agaivo. [seria Ivo com H?]
- Amilson.
- Eliesio. [é nome grego, não é?]
- Sinelia.
- Jordelina.
- Elizân. [é nome feminino, não discuta]
- Irenilton.
- Tremilton.
- Vandy.
- Liodília.
- Delicia. [sim, isso é verdade]
- Aermenio.
- Azico. [praticamente um elemento da tabela periodica]
- Diassis.
- Vair.
- Enedino.
- Cizesnando.
- Hilário. [sim, isso é verdade]
- Generosa. [vaca?]
- Janesse.
- Romualdo.
- Terencio.
- Maicon Jiordan. [NBA passa por aqui, temos um astro do basquete também]
- Whamylla Nadieska. [se essa mãe quis infeitar, ela conseguiu]
- Willica.

- Carmensilva. [quando o nome já vem com sobrenome]
- Gisdel. [não, não é pastel]

Já chega né gente? Ano que vem tem mais... vou te contar...


segunda-feira, 3 de setembro de 2007

[ História 061: Mucama! ]

Posso recomeçar com um grito de satisfação ... aff. Finalmente acabou o censo.
Enfim ... cá estou eu de volta novamente again mais uma vez de novo!
Ui que saudade de tudo isso aqui... Vocês nem lembraram que eu existia né?

... vou começar contando um bafinho que aconteceu nesses dias de cadastro à tarde.
Para fins explicativos:

- o cadastro está sendo feito na mesma escola que eu trabalho.

- na mesma sala que eu trabalho.
- nos três turnos. [manhã, tarde e noite]

Pois bem, eu tenho uma moralzinha com as tias merendeiras, ou seja, SIM! Eu sou um esfomeado que vive na cantina lambendo colheres e pedido mais merenda... hi hi hi ... então, todos os dias no intervalo, ou seja, na hora da distribuição da merenda o pessoal aqui pedia para eu ir na cozinha pegar uma merendinha, lá ia eu feliz pegar ... la la la ... voltava da cantina com a bandeja cheia de coisas, mingau de chocolate, sopas, arroz doce, bolachinhas etc e tal.
Um belo dia estava eu voltando da cozinha com minha badejinha cheia de coisas para comer caminhando distraindo pelo pátio quando uma menina passa por mim e diz: "Gosssstoso!" sim foi com essa entonação puxando o 'S', arrepiei todinho, ui me senti o übermodel na hora, cheguei na sala contando mil vantagens.
No dia seguinte, lá vou eu passando de novo com a bandeja outra menina que tava sentada diz: "Jarbas, você é lindo" aaai, eu não estava me agüentando dentro de mim mesmo do meu eu interior interno. Será que era por causa do meu novo shampoo? Enfim, como eu estava na vantagem não quis questionar muito não.

Quando foi no terceiro dia, eu passei de novo com a bandeja, os ouvidos apurados para tentar escutar o mínimo ruído que fosse, de repente uma menina que estava sentada, com umas amigas disse: Eitá Jarbas, todo dia levando merenda pra esse povo, você tá parecendo uma mucama" [glup!]
Onde estava minha bazuca Deus? Aaai que vontade de morrer, sim, morrer porque a desgraçada da menina falou bem alto, o pátio inteiro, cheio de gente parou e olhou pra mim, pior de tudo que é que a filha da putinha falou meu nome, nem deu pra disfarçar, uns tiveram coragem de rir outro fingiram, e eu? Eu bem bestinha achado que ia receber mais um elogio recebi esse bomba na cara, voltei para sala calado, cabisbaixo, meio depressivo, óbvio que o povo perguntou porque, eu que sou linguarudo contei o caso, eles riram, claro! E eu tive que agüentar todas as piadinhas.

Pior de tudo é que eu achava que tinha nascido para ser a própria Sinhá Moça, mas fui rebaixado a mucama. Nem chance de ser a escrava Isaura eu tive. Vou te contar...