domingo, 19 de julho de 2009

história 182: japonês, não tente me enganar.

tudo começou quando tiago pareceu na loja bêbado e todo sujo de tinta e outras coisas que desconheço e realmente não me preocupo em saber. tinha passado no vestibular de telecomunicação da federal, queria comemorar. decidimos ir no james, ele pagaria nossas entradas - já não é nenhum esforço ir no james, ainda mais "de grátis". pronto, marcado, sexta-feira depois do expediente iriamos sair.

quando vi jeyson, flavia, tiago e eu parados para pegar o táxi na frente do shopping palladium, senti que aquela seria uma noite bem singular. conseguimos chegar no james antes da meia noite, conseguimos não pegar fila - deu até saudade daquela fila enorme, lendária... mentira! acho ótimo continuar sem ela.

okay, coisa relevantes sobre a sexta feira no james (a) não tem fila (b) tem gente bonita e bastante diferente das de sábado (c) não tem fila, aii, desculpem-me por pontuar isso outra vez, é porque é realmente muito bom não pegar fila (d) são as mesas músicas de sábado (e) uhm, acho que acabou... então, estava eu me vulgarizando no dancefloor, quando eu miro um japonês, ele estava acompanhado de uma meninas e um cara, que não estava bêbado, ele estava trebado, quatrebado, aii, sei lá, só quero que entendam que o cara estava realmente bêbado. enfim, olhei pra o japinha, o japinha olhou pra mim. de lá o japinha dançava, eu dançava daqui.
"é hoje, vou ficar com o japinha" pensei, sorrindo bobamente.

eis que o amigo do japinha, aquele muito bêbado, lembra? veio e me perguntou: "você é hetero?" [pausa] no manual de sobrevivência do james - se tiver um - essa seria a primeira coisa que eu escreveria para aquelas que querem ficar com alguém; "você é hetero?" é a pergunta essencial para o futuro beijo, amasso, ou apenas para ter putaria garantida ou saber que aquele colega do cursinho é viado mesmo.

respondi que não, o menino saiu, o japonês não se manifestou. continuei dançando. japonês nenhum iria me fazer perder a noite, claro que não! muito tempo se passou, é certo que a percepção de tempo de um bêbado não é nada boa, mas tenho certeza que passaram muitos minutos e nada. lá estava eu despreocupado, já tinha esquecido o tal japonês, quando o filho da putinha surgiu do nada e começou a dançar ao meu lado, vulgarizando, me seduzindo, se insinuando e outros gerúndios da noite curitibana. parou na minha frente, me aproximei, ele virou de lado - se fazendo de difícil, não é, vagabundinha? - fui de novo, ele se virou de novo. parei, meu orgulho pulsou forte. pedi pra minha amiga perguntá-lo a pergunta essencial de sobrevivência no james; flavia foi até ele, perguntou: "você é hetero?" não é que o japinha respondeu que sim e a noite seguiu sem muitas novidades. "triste", você diria. "c'est la vie", diria um francês e por ai vai.

antes de continuar, devo pontuar que tiago é um tipo de pessoa que, e eu só fui perceber que ele era assim quando já estava dentro do james com ele, faz amizade muito facilmente, ele é do tipo que fala com as pessoas que estão ao lado no bar, eu não sou tanto sociavel assim. pois bem, lá no final da noite, estavamos todos no bar, destruidos, bêbados, cantando "rehab" de amy winehouse, nada poderia combinar tão bem com aquele momento, bendito seja aquele dj. amém. eu conversando com uma baiana e o amigo dela, dos quais tiago me apresentou, claro. pessoas que ele tinha conhecido ali na hora mesmo - santa simpatia.

eis que tiago sumiu de nossas vistas. quando ele voltou, voltou com ninguém menos do que o japinha. eles param diante de nós. tiago vira e fala:

- eii, gente! esse é flávio, meu novo amigo. ele queria conhece vocês, ele é gay! - sutil, como um elefante caindo numa poça de lama.

o japonês olhou pra minha cara, olhou pra cara de minha flavia. ela e eu nos olhamos, olhamos para o japonês, olhamos para tiago e para o japa de novo. eu vi o olho do japonês se abrir tamanha foi a vergonha que ele ficou. coitado. coitado o caralho, se não queria me pegar pra que mentir?! aii, que falta de paciência para teen-minded-people. e foi assim, que mais uma vez eu não consegui ficar com japonês e a saga continua, vou te contar...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

apenas esperando por você

[suspiro profundo]
paro, penso... brisa fria que entra pela fresta da porta.

[suspiro profundo]

me pergunto coisas que nunca, ninguém, responderá; penso na solidão desse quarto 3 por 2.
penso em minha solidão. brisa fria não descansa.

penso no passado, agora eu sei porque não deu certo... fui fácil demais, presente demais, sonhei demais, criei
expectativas inexistente; fui bobo, fraco, carente, cai.

... e outra vez me levanto, como sempre vou fazer.
desejo;

quero alguém pra sentar no parque e comer
doritos, conversar deitado no colo, alguém que me busque no trabalho, que me fale com foi seu dia, que me faça cafuné.
quero alguém pra eu dedicar aquela roupa mais bonita, o perfume mais agradavél, fazer a barba, me sentir bonito.
quero alguém pra assistir filme numa tarde fria - o que não é
difícil em Curitiba -, caminhar sem rumo, beber café e falar do céu, falar da Bahia... só falar. escutar.

quero discutir livros, mostrar aquela banda legal, aquela música que marcou, aquele filme bom.
dançar na balada, dançar colado, beber cerveja e
transar de porre. sorrir.

sonho... ele ainda não tem face - ainda -, mas ele está por ai,
circulado de pessoas erradas, me esperando. ele vai ser o melhor, porque eu sou o melhor.

e quando eu disser: "por onde você esteve?" ele vai me responder: "apenas esperando por você!"

quarta-feira, 8 de julho de 2009

domingo, 5 de julho de 2009

[ selo ]

o Fábio me passou um selo que me deixou bem feliz. o selo de chama: "esse blog dava um livro", porque tem historias, de tão boas, virariam livros ótimos!

olha que chic! imagina se alguém teria coragem de comprar um livro com minhas histórias, mas enfim... valeu, fábio.

e como selo, lá vem aquelas malditas regras... e esse não escapa, eis:

o selo vem com duas perguntas, que devem ser respondidas.

1. qual é o seu livro favorito?
2. se você estivesse lançando um livro, qual seria, o nome da obra, e a história?

vamos lá...

1. aii, tantos. desde "reinações de narizinho", que ganhei de meu pai aos nove nunca mais parei, mas "o senhor dos anéis" de j.r.r tolkien e a sério do "guia do mochileiro das galaxias" de douglas adams são as obras máximas pra mim.

2. então, não vou mentir que já tive o devaneio, só devaneio mesmo, de que esse blog, um dia, quem sabe, podesse virar um livro, acho que o titulo séria o mesmo do blog: "vou te contar..."

é isso...

p.s: fábio não deixa clara uma regra para passar o selo para outras pessoas, MAS eu me sinto no dever de dizer alguns blogs que adoro ler que deveria virar livro, eis...

- mulher comum
- loser baby
- g clichê
- ontem à noite
- a casa das sete 'micheles'
- iemai