uma das coisas que eu mais gosto de fazer em curitiba é me jogar no gramado do museu oscar niemeyer e ficar a tarde inteira só observando as pessoas e suas vidas de comercial de margarina.
mas nessa tarde particular eu estava acompanhado de uma galera muito legal. tinhamos acabado com dois litros de tequila e algumas [muitas] cervejas. já era noite. may e eu estava sentados bem juntos, loucos do edi, conversando, detalhe, em inglês, observando todos os outros mais loucos do que nós. eis que ouvimos um som de passos, muitos passos vindo ao nosso encontro. eu me aproximei de may mais ainda, ele grudou em meu braço, olhamos para trás e nada mais, nada menos do que um pit bull enfurecido vinha em nossa direção, correndo feito louco. "morri", foi a única coisa que consegui pensar.
may começou a gritar, eu entrei no embalo e gritei também, mesmo sabendo que isso não ia resultar em nada. e as outras pessoas? nem perceberam o que estava havendo conosco.
nós loucos por causa da cachaça, o pit bull correndo loucamente para nos matar, may gritando louca, eu gritando mais louco ainda, gente louca desmaiada no chão, gente conversando alto feito loucos, o pit bull correndo [muito louco], nós gritando mais ainda. sim, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo - uma loucura.
de repente, quando estavamos certos que o bicho estava próximo e que as mordidas iam começar a qualquer minutos, nada aconteceu. é, nada aconteceu. frustrante, não é?! tipo, você espera altas mordidas, arranhões, mais mordidas - não estou bem certo se cachorros podem fazer mais do que morder e arranhar -, mas nada acontece, frustante, para dizer o mínimo.
eu olhei pra trás e vi o pit bull parado, nos olhando, com uma inacreditável cara blasé, depois, como se nada tivesse acontecido, o que não deixa de ser uma verdade, já que que ele não nos atacou, o cachorro filho da puta, com a maior calma do mundo, virou as costas e foi embora.
- o que aconteceu? - may, perguntou.
- ele foi embora... - eu respondi, frustrado.
- ele quem? o que era aquilo mesmo?
como assim? ela ia morrer e nem sabia do que seria. ôh, pessoa privilegiada, vou te contar...
mas nessa tarde particular eu estava acompanhado de uma galera muito legal. tinhamos acabado com dois litros de tequila e algumas [muitas] cervejas. já era noite. may e eu estava sentados bem juntos, loucos do edi, conversando, detalhe, em inglês, observando todos os outros mais loucos do que nós. eis que ouvimos um som de passos, muitos passos vindo ao nosso encontro. eu me aproximei de may mais ainda, ele grudou em meu braço, olhamos para trás e nada mais, nada menos do que um pit bull enfurecido vinha em nossa direção, correndo feito louco. "morri", foi a única coisa que consegui pensar.
may começou a gritar, eu entrei no embalo e gritei também, mesmo sabendo que isso não ia resultar em nada. e as outras pessoas? nem perceberam o que estava havendo conosco.
nós loucos por causa da cachaça, o pit bull correndo loucamente para nos matar, may gritando louca, eu gritando mais louco ainda, gente louca desmaiada no chão, gente conversando alto feito loucos, o pit bull correndo [muito louco], nós gritando mais ainda. sim, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo - uma loucura.
de repente, quando estavamos certos que o bicho estava próximo e que as mordidas iam começar a qualquer minutos, nada aconteceu. é, nada aconteceu. frustrante, não é?! tipo, você espera altas mordidas, arranhões, mais mordidas - não estou bem certo se cachorros podem fazer mais do que morder e arranhar -, mas nada acontece, frustante, para dizer o mínimo.
eu olhei pra trás e vi o pit bull parado, nos olhando, com uma inacreditável cara blasé, depois, como se nada tivesse acontecido, o que não deixa de ser uma verdade, já que que ele não nos atacou, o cachorro filho da puta, com a maior calma do mundo, virou as costas e foi embora.
- o que aconteceu? - may, perguntou.
- ele foi embora... - eu respondi, frustrado.
- ele quem? o que era aquilo mesmo?
como assim? ela ia morrer e nem sabia do que seria. ôh, pessoa privilegiada, vou te contar...
