terça-feira, 10 de junho de 2008

nada interessante acontece...

...mas a partir de amãnhã ela estará aqui.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

[história 132: shut up, bitch!]

nós sentamos naquele mesmo banco de sempre, aquele de frente o trailler de lanches. conversamos sobre muitas coisas. eis que começamos a falar sobre meu novo momento como professor de inglês. na escola onde eu trabalho além de mim há mais dois professores de inglês, mas eu não dou aulas para a turma dele. daí, ele me contou algumas situações engraçadas com a professora, perguntou se a pronuncia dela em diversas palavras estava correta e me pediu para ensinar algo para ele impressionar a professora na próxima aula que eles tivessem. numa fração de segundos os lactobacilos vivos do lado dark da força me fizeram dizer:
- você deveria dizer: 'shut up, bitch!'
- é? o que isso significa? - ele perguntou, animado.
- é a forma mais educada de pedir silêncio - respondi com malícia calculada.
- ai que chic. ela vai adorar, não vai?
- claro. quem não gostaria de ser chamada de bitch!?

alguns dias se passaram e nós nos encontramos outra vez [eu até tinha esquecido do caso] mas ele veio logo dizendo com um sorriso largo.
- ai amigo, você é ótimo.
- eu? por quê? [fazendo a desintendida]
- sabe aquela dica de pedir silêncio educadamente em inglês que você me ensinou?
- ah, sim. deu certo?
- deu mais do que certo, acredita que eu ganhei um ponto?
- mentira?... conta aí.

ele me contou: "foi assim, estávamos todos na sala morrendo de tédio e a professora explicando, explicando, explicando, um calor dos infernos, e ela não parava de falar e o sinal não tocava, a aula parecia que nunca ia acabar... eu fiquei tão injuriado que gritei alto: 'shut up, bitch!' a professora olhou na hora pra mim, depois começou a caminhar em minha direção, eu até achei que era uma coisa ruim, mas de repente ela abriu um sorriso, segurou minha mão e disse: 'parabéns, você usou uma frase em inglês, vou te dar um ponto por isso' fácil, fácil, não foi? tudo por sua causa. muito obrigado, amigo".
eu sorri e apenas disse: "não foi nada, amigo. quando precisar é só falar!"
everyone have a good weekend and people just remember: I’m one of the good guys. I’m gonna tell you…

quarta-feira, 4 de junho de 2008

leão ou porco?

vocês não sabiam, mas eu me meto a cientistas. sim é verdade. e depois de anos de pesquisas científicas altamente sérias sobre "a putaria no reino animal" cheguei a duas descobertas incríveis.
devo avisar que são dois fatos que vão mudar sua visão do mundo moderno-capitalista-cruel-e-sexual-e-hoje. estão preparados? bem, descobri que:

1. os leões chegam a ter 40 relações sexuais por dia.
2. o orgasmo dos porcos chega a durar em média 30 minutos.

agora a pergunta que não quer calar: na próxima vida você quer vim leão ou porco?



oh, duvida cruel!

terça-feira, 3 de junho de 2008

[história 131: O bicho de Pedra Azul, meu primo! - final -

O filho tomado de uma fúria indescritível, foi até o quintal, buscou o mesmo chicote que tinha batido na jumenta, voltou à cozinha onde estava conversando com a mãe e dei-lhe uma surra, espancou a mãe como se não tivesse vinculo nenhum com ela, como se fosse uma desconhecida qualquer, uma desertora. E quanto mais a mãe gritava por perdão mais ele batia. Não contente em espancar a mãe, ele foi até o estábulo e buscou uma cela, dessas que se coloca nos cavalos para cavalgar, pós a mãe de quatro, colocou o arreio sobre as costas da senhora e começou a cavalgar nela dentro da cozinha, gritando que ela era a jumenta dele. Mas a podre velha não agüentou muito tempo e caiu no chão à beira da morte, o filho sorrindo da situação da própria mãe, num ultimo suspiro antes da morte a mãe disse:
– Filho maldito, eu te excomungo, você não vai nem para o inferno nem para o céu. Nem Deus, nem o demônio vão querer você perto deles.
Com essas palavras a mãe morreu no chão de sua cozinha, morreu por ter defendido um pobre animal, morreu pelas mãos do próprio filho.
Em pouco tempo o caso espalhou pela região, e todos ficaram sabendo da atrocidade que ele tinha cometido contra a própria mãe. O tempo foi passando e cada dia que passava ele mudava mais e mais, começou a sentir uma sede insaciável. Descobriu no sangue de porco e de outros animais o sacio da secura de sua garganta, desde então passou a comer carne crua. Por que as outras comidas já não tinham mais sabor, nem a pinga queimava mais em sua garganta. Pêlos cresceram em todo seu corpo e sua pela ficou mais grossa, os dentes também mudaram, muita gente, soube de sua transformação e todos o temiam. Ele procurou um pai-de-santo da região e contou-lhe da maldição que sua mãe havia lançado nele antes da morte, mas o preto velho disse que não tinha solução, praga de mãe só não era mais poderosa do que as palavras do próprio Deus.
Ele passou a sair apenas à noite, pois as pessoas fugiam dele, o temiam, e sua fama de monstro espalhou-se feito fogo em pólvora, em poucos meses todos sabia da fama do bicho de Pedra Azul. E agora era assim, tudo de ruim que acontecia era culpa dele, até uma galinha que morria a culpa era posta nele.
Não se sabe ao certo por que, talvez por pura ignorância ou medo, numa noite um grupo de pessoas vieram até sua casa, bateram nele, amarram-no e o enterraram vivo.
Mesmo com a morte dele a paz não voltou a Pedra Azul, no lugar onde ele tinha sido enterrada morrem todas as plantas e nada mais nascia naquelas terras e de onde seria sua tumba começou a nascer pêlos ao invés de plantas. As pessoas cortavam e por vezes queimavam todo o cabelo que brotava do chão, mas ele voltar a crescer outra vez. Os mesmo que o matou chamaram o padre. Esse disse que era a alma do falecido pedindo um enterro cristão, com direito a sepultura e cruz, assim eles fizeram, mas de dentro da tumba continuava sair pêlos. Parecia que quanto mais eles cortavam ou queimavam os pêlos mais eles cresciam de novo.
Um esperto resolveu jogar concreto em cima da sepultura, durante um tempo nenhum pêlo cresceu, mas com o passar do tempo o concreto foi rachando, rachando e de dentro das fendas saia os pêlos da criatura enterrada. A população ficou em pânico, ninguém mais tinha paz ou conseguia dormir, todos tinham medo da criatura sair de dentro do buraco e matar a cidade inteira. Se ele tinha sido capaz de matar a própria mãe, por que não mataria outras pessoas ou outros parentes? Tamanho foi o desespero da população que mandaram chamar um bispo de Belo Horizonte para resolver o caso.
O tal bispo veio, rezou uma missa inteira em frente o sepulcro do rapaz-monstro, ao terminar a missa ele procurou o povo e disse que ali tinha presença fortíssima do mau e que ele tinha feito um selo e que nada mais sairia daquela tumba outra vez, ordenou que tocassem fogo no cabelo e que todos da cidade ficassem o mais longe possível do lugar. E assim o povo fez. Dizem que quando eles atearam fogo nos pêlos as labaredas do fogo chegavam a mais de três metros de altura e que se você ficasse bem calado dava para ouvir a criatura gritando e agonizando lá no fundo da terra.
Meses se passaram e por vezes alguém era designado para ver se tinha pêlos crescendo, mas nada voltou a crescer sobre aquele chão, nem pássaros voavam o céu na altura da tumba. Tudo tinha finalmente voltado ao normal em Pedra Azul e todos puderam dormir tranqüilos e agradecidos pelo bispo tê-los salvo do bicho.
Alguns meses depois, numa noite de lua cheia, um dos vizinhos do rapaz-monstro acordou sobressaltado, talvez por causa de um sonho ruim, se fosse não saberia dizer por que não se lembrava do que tinha sonhado, ou se tinha sonhado alguma coisa. Apenas soube que tinha sentiu muita vontade de ir ao banheiro, sua bexiga estava realmente prestes a explodir. Sem demora ignorando o medo e o frio ele levantou-se rápido e foi fazer xixi no quintal. Enquanto o rapaz se livrava de toda a urina, se satisfazendo com certo prazer em urinar estando tão apertado, ele sentiu um frio, bem mais frio que o normal, seus ficaram pés gelaram. Num piscar de olhos estava diante dele ninguém mais ninguém menos do que o rapaz-monstro, em sua forma humana, bem mais pálido do que o normal.
– Quero que me faça um favor – ele disse, calmamente.
O fluxo do xixi do rapaz cortou. Tamanho foi o susto que ele levou que nem mover-se ele conseguia muito menos falar. O espírito prosseguiu.
– Quero que você avise a todos os meus parentes vivos que um dia eu sairei daquela cova, e no dia que eu conseguir fazer isso, eu vou comer a cabeça de todos que estiverem vivos até minha oitava geração. – advertiu e da mesma forma que apareceu ele sumiu na noite escura.
O rapaz permaneceu onde estava por alguns minutos até começar a sentir suas pernas outra vez. Na manhã seguinte espalhou a história na cidade, em minutos todas estavam sabendo do contato que ele tivera com o espírito do rapaz-monstro falecido. Os que não tinham algum vínculo sanguíneo com o bicho deram graças a Deus por isso, mas o parente dele começaram a se preocupar com a história. Minha bisavó ficou tão aturdida com a história que veio morar na Bahia, na esperança de fugir do destino traçado pelo primo, o bicho de Pedra Azul.
Isso aconteceu a cerca de noventa anos atrás, desde então nós estamos morando aqui na Bahia. Pior de tudo é saber que eu sou a quarta geração do bicho, ou seja, minha cabeça está em jogo, caso ele acorde enquanto eu estiver vivo. Só o filho de meu tataraneto vai estar livre da maldição. E você, tem um monstro na família? Privilégio de pouco, vou te contar...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

[história 130: O bicho de Pedra Azul, meu primo. part.1]

Nesse ultimo fim de semana eu estive visitando minha avó paterna e acabei mergulhando dentro da história da família e descobri coisas de assombrar, coisas que eu nunca imaginava.
Primeiro descobri que minha família paterna é de Ninas Gerais que, segundo minha avó, nossos primeiros descendentes vieram da Holanda e da Espanhola [acho chic].

Conta minha avó que a mãe da mãe dela, ou seja, minha bisavó tinha um primo carnal, primo em segundo grau de minha avó. Esse rapaz era muito ruim e sua fama corria todo o estado de Minas Gerias. Ele adorava uma cachaça e arrumar briga nos bares. Deveria ter quase trinta anos ou mais, mas morava com a mãe, por que nenhuma mulher queria casar-se com ele, por causa de sua ruindade.
Um dia qualquer ele saiu de casa no começo da tarde e só voltou no outro dia de manhã, totalmente bêbedo, não se sabe por que ele pegou a jumenta que tinha e amarrou no meio do quintal da casa que ele vivia e deu uma surra na jumenta, assim, sem nenhum motivo, depois foi dormindo, deixando o pobre animal preso sob o sol escaldante o dia inteiro. Quando chegou ele acordou mal humorado e com muita ressaca, a primeira coisa que ele fez foi ver a jumenta, mas quando chegou no quintal, nada de jumenta. Alguém havia soltado o animal. Ele entrou possesso dentro de casa gritando a mãe que prontamente veio ao seu encontro, já querendo saber do que se tratava toda aquela gritaria parou para ouvir os resmungos do filho.
– Quem soltou minha jumenta? – ele perguntou, cuspindo, enfurecido.
– Fui eu quem soltou meu filho – respondeu a mãe, temerosa, agora percebia o erro que tinha cometido.
– A senhora soltou minha jumenta?! Com a ordem de quem?! – ele disse, desaforado, caminhando em direção a mãe.
– Mas meu filho, pense no que você fez, bateu na coitada da jumenta sem nenhum motivo, deixou a coitadinha, que tanto lhe serve, ai presa sem comida, sem água, eu fiquei com muita dó dela e resolvi soltar a coitadinha – a mãe respondeu, expondo todas sua caridade.
– A senhora soltou mesmo minha jumenta? – ele esbravejou novamente, aprecia não ter escutado uma só palavra do que o que mãe tinha acabado de falar.
– Soltei – confirmou a mãe, sem imaginar o que lhe aconteceria em seguida.

continua...