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sábado, 27 de julho de 2013

minhas mulheres de ontem VS minhas mulheres de hoje

[texto publicado originalmente em 02 de abril de 2013]

por mais que eu não goste de mulheres, sexualmente falando, eu admiro a figura feminina os percalços, bênçãos e maldições que elas, as mulheres, tiveram [tem] que passar ao longo de todos esses anos _desde que o mundo é mundo.

felizmente tive possibilidade de conviver com mulheres extraordinárias de diferentes tipos, cores e crenças. convivências essa que eu tenho certeza foram cruciais para a formação de meu caráter, meus gostos, desgostos e tals... devido essa proximidade observo que não é difícil notar o qual abismal é a diferença entre as minhas mulheres de ontem (avós, tias e mãe) e minhas mulheres de hoje (as amigas).  e por mais que seja uma ou duas gerações de diferença a falta de semelhança nos princípios de ambas são gritantes.

minhas mulheres de ontem, mesmo vivendo a liberdade financeira, social e sexual que o tempo lhe permite estão atreladas a valores tão antigos que sinto que ficaram estagnadas a preceitos que não convém mais, mesmo para elas que observaram e vivenciaram uma época que nem tudo era tão “liberal” assim. Em contra ponto minhas mulheres de hoje vivem uma liberação sexual, bebem sua cerveja sem vergonha de ser taxada, usa aquele roupa curta e não acreditam que “puta” seja um adjetivo assim tão ofensivo _porque não é mesmo. e por mais que estejam _ainda_ agregadas aos valores de suas próprias mulheres de ontem, tentam viver sem esse legado de culpa, subserviência e machismo feminino _coisa que acho perigosíssima.

muito mudou desde a Inquisição Espanhola, ou anticoncepcional e o salario igualitário [conquistas femininas honorárias e merecidas], porém nem tudo são flores para minhas mulheres de hoje que são classificadas como menos honrosas por causa de seu comportamento liberal... e acredite não é menos para minhas mulheres de ontem também, essas que vivem aprisionadas em valores que, muitas vezes, não é a conduta correta que elas acreditam que deve ser seguida.

porque diferente dessas mulheres a sociedade que vivemos ainda é poluída com o idealismo da mulher submissa que não tem função além de ser senhora do lar, cuidar dos filhos e procriar. está mais que comprovado que as mulheres estão no mesmo nível que os homens [e superior em alguns, inclusive], que está na hora de abandonar essas filosofias retrógradas que menosprezam as potencialidades das mulheres.
sejam uma mulher de ontem, de hoje, as donas de casa, as mães, as bruxas, as que trabalham fora, as putas e as celibatárias... todas tem seu valor, todas são especiais.

sábado, 12 de maio de 2007

[história 005: minha vovózinha]


Aff. A vida é assim, uma hora tudo está muito bem, noutra o mundo parece que desmorona na sua cabeça sem motivo nenhum, ninguém está livre de receber uma má noticia, garanto até que más noticias são as que chegam mais rápido.
No começo dessa semana recebi a noticia que minha vózinha ia ser internada por uma complicações medicas, ela já passou por 3 derrames e sobreviveu [bem forte minha velhinha] mas sabe como é o corpo vai ficando velho e as defesas baixas então uma gripe da nada pode até matar ~[Deus livre minha vózinha]~

Eu nem gosto de falar sobre isso [...] às vezes eu nem gosto de ir na casa de minha avó só pra não vê-la deitadinha na cama sossegada, muda.

Então para homenagear minha vó que eu amo muuuito vou contar uns bafonds que teve com ela umas histórias engraçadas, porque é assim que eu gosto de lembrar de minha vó, forte, sorridente e feliz.

Caso 1. Vovó em: Diabas!
Isso é muito interessante ... minha avó quando ela gostava da empregada domestica que minha tias contratavam ela chamavam as coitadas das moças de diabas, se ela não gostava ela chamava de fía.
Era assim; um dia eu cheguei com minha mãe lá na casa dela, hora que nós entramos escutamos ela gritando: - Diaba, pega um copo com água pra mim.
Aí minha mãe disse: - Graças a Deus dessa moça ela gosta!

Caso 2. Vovó em: morre de tanto apanhar.
Essa história aconteceu recentemente, minha tia Leônia estava na casa de minha avó com minha mãe e outra tia; aí minha tia abaixou-se para ajeitar o tapete, minha vó está, como eu posso dizer, esclerosada, assim horas ela lembra das coisas e pessoas, horas ela esquece, é uma situação terrível, mas não deixa de ser engraçada, pois bem, quando minha tia abaixou-se minha vó disse:
- Coitadinha, é magra assim porque o marido falta matar de tanto bater.
Na hora todo mundo faltou morrer de rir ... minha tia apanhar, não mesmo, tá mais fácil o marido dela apanhar.

Caso 3. Vovó em: Célia a preguiçosa
Num dia desses minha mãe foi dar o almoço para minha vó, aí enquanto minha vó comia, ela disse: - Minha filha, eu tenho um menina, Célia, tão preguiçosa, já pedi não sei quantas vezes pra Célia ir levar a água pra Diu [meu avô, já falecido] na roça, mas Célia não foi ainda, vai ficar todo mundo com sede lá.
Minha mãe me contou isso quase morri de rir, atentem ao detalhe que ela tava xingando minha mãe para minha mãe.

Caso 4: Vovó em: Você não é Adélia
Adélia é uma vizinha e amiga da família, pois bem, ela foi visitar minha avó, quando ela chegou lá conversa vai, conversa vêm minha avó disse:
- ôh gente, cadê Adélia?
Minha mãe: - Ué mãe, Adélia aqui sentada.
Minha avó: Essa aqui não é Adélia não, Adélia é bonita essa aqui é feia.

Opa! Ela foi ofendida e elogiada ao mesmo tempo ... se é que isso existe!

Então gente é isso ... minha avozinha é tudo de bom ... adoro aquela velhinha que corria trás de mim para bater por que quebrava os moveis, que me adulava e me colocava no colo, que me dava um monte de biscoitos e que todas as vezes que fazia feira no supermercado comprava um saco de bala e me dava. Prefiro lembrar de minha assim, por isso esse post.

Até.