sexta-feira, 18 de maio de 2012

quinta-feira, 17 de maio de 2012

história 203: o segredo para tirar o cheiro

aqui no novo emprego tem de tudo, e para seguir fielmente o clichê que a vida é, da produção ao escritório, tem os melhores personagens de um seriado americano, tipo “The Ofiice” dos anos 90. tem as revoltadinhas, a empenhada _louca para ganhar seu primeiro milhão antes dos 30_, a safada, a inocente que se faz de virgem, a louca da disco music, a  pseudo melhor funcionaria, a falsa fofoqueira entre outros... e eu, o viado.

bem, mas primeiras semanas eu fiz muita questão de ir bem arrumadinho e com o cabelo impecável. A menina aqui do trabalho veio conversar comigo... papo vai, papo vem, ela pergunta:

- nossa, mas seu cabelo é tão bonito. como você faz para deixar ele assim?

[pausa]

esse é exatamente o instante que eu penso em responder normalmente como qualquer pessoa ou soltar um absurdo qualquer e ver onde a história vai parar. obviamente que na maioria das vezes eu escolho falar um absurdo qualquer e ver no que vai dar e foi isso que eu fiz...

– clara de ovo – respondi com normalidade calculada na voz.

ela arregalou os olhos, incrédula.

– sério? – me perguntou sem acreditar.
 – tô falando. é clara de ovo!
– ué, mas como você faz para tirar o cheiro?
– segredo.

...e não falamos mais no assunto. fim da história? não!
passaram alguns dias ela veio comentar comigo que tinha dito da clara de ovo no cabelo para o namorado e que ele tinha usado, mas o cheiro de ovo tinha ficado muito forte, para completar a insanidade da coisa ela insistiu para que eu contasse “o segredo” de tirar o cheiro. Repara...

vocês acham que eu falei que era a Power Paste da Keune importa da Bulgária? Claro que não, mas isso é outra história. Vou te contar...

terça-feira, 15 de maio de 2012

ói eu aqui traveis

♫ "Voceis pensam que nóis fumos embora 
Nóis enganemos voceis
Fingimos que fumos e vortemos 
Ói nóis aqui traveis
Nóis tava indo
Tava quase lá
E arresorvemo
Vortemos prá cá
E agora, nóis vai ficar fregueis
Ói nóis aqui traveis" 





SOLTA O SOM, SIMPATIA!
...nem tenho muito o que dizer. VOLTEI!
para quem não me conhece, para que não sabe quem eu sou, meu nome é Jarbas Ribeiro e aqui não tem filosofia. o só que o babado é certo, a gritaria é alta e a fila é lenta _se eu pegasse fila!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

mudar é preciso [?]

este blog nunca teve carácter póstumo, nunca pensei numa data para terminar e continuo não pensando. mas os últimos fatos que ocorrem por aqui me fez criar receio em divulgar o que ocorre comigo, pessoas que conheço, lugares que frequento. me questionei, pela primeira vez, desde 2007 [quando o blog começou] se não tava me expondo demais. contar as "coisas que só acontecem comigo" nunca foi algo que me preocupasse, mas agora preocupa.

não vou fechar o blog. só assim Vou Te Contar...

terça-feira, 13 de julho de 2010

história 202: eu daria...

era um dia normal de trabalho ou deveria ser. eles entraram na loja que eu trabalho e foram direto na direção de meu balcão. eram três, dois meninos visivelmente gays, ambos bonitos, e uma menina – sempre tem a fag hag, né?! eles queriam um daqueles celulares recém lançados, mostrei o tal celular, falei das funções e o aparelho, que vinha com uma caixa de som de brinde. enquanto demonstrava pra o menino, ele viu um outro celular, da mesma marca, da mesma linha musical, mas mais barato, contudo não vinha com a caixa de som de brinde.

- ai, moço consegui uma caixinha nesse mais barato – choramingou.
- infelizmente eu não posso – respondi. e eu realmente não podia.
- pode sim... – ele recomeçou, já sorrindo – eu sei que você pode moço, ajuda os amigos.
- é verdade... não posso mesmo. as caixinhas vêm dentro da embalagem do celular que está lacrada, proteção de fabrica.
- você pode abrir uma das embalagens, pega uma caixa pra mim e fica tudo bem...

sorri alto. nessa altura do campeonato todos do departamento estavam prestando atenção na conversa, afinal de contas eu era o único que tava atendendo um cliente.

- sério, eu não posso te dar, se eu pudesse eu te daria... – antes de terminar de falar eu fiz silencio abruptamente, maliciando a frase anterior, e nunca tentativa de concertar a coisa eu completei: “a caixinha, eu te daria a caixinha de som, claro!”

por minha culpa, todos ao redor perceberam, mesmo não intencional, o duplo sentido da frase e todos riram. eu fiquei magenta de tanta vergonha.

- mas se você quiser me dar algo além da caixinha de som, a gente negocia – o menino disse, alto suficiente para apenas ele e eu ouvirmos.

eu preferi sorrir apenas e não dizer mais nada. já diziam que peixe morre é pela boca. depois de ter pago o celular, o mais caro, inclusive, o menino estendeu a mão e agradeceu pelo atendimento, se apresentou dizendo o nome e antes de sair da loja disse:

- então, foi um prazer, Jarbas. a gente se vê por ai.

me despedi, mas não vou mentir que desejei o mesmo. me mantive trabalhada no profissionalismo. fora da loja a coisa mudaria de figura, porém de uniforme sou assexuado, praticamente uma samambaia. de qualquer maneira, se fosse para admitir algo, eu admito, pra ele eu daria. vou te contar...