é o engraçado me ver tendo que desconstruir, aqui em curitiba, várias de minhas condutas. são coisinhas bobas, pequenas manias. coisinhas que você fazia e que nem sempre é entendido por pessoas que não faz parte de sua cultura tão diferente, etc e tal.umas dessas pequenas manias que eu tinha [tenho?], era um tal "código" de nunca olhar para alguém que dissesse "psiu!" comigo na rua e responder apenas se dissessem meu nome. sim, numa cidade de 4 mil habitantes, onde todos conhecem todos, isso funcionava, mas agora, num cidade grande, numa capital, é certo afirmar que o "código do psiu!" não dá certo, afinal, quase ninguém me conhece ou sabe meu nome.
eu desci no terminal do portão e decidi ir numa papelaria que tinha ali por perto. quem conhece o terminal do portão sabe que ao lado tem uma praça, pois foi essa praça que eu estava atravessando quando eu escuto um "psiu!" outro, outro, outro e outro. pensei: "será que é comigo?!" e o som do "psiu" continuava... resolvi olhar pra trás e deslumbro com um senhor, sorriso largo no rosto, dentro de um fox vermelho - esse, ao menos, tinha cabelo. quando eu olhei ele sorrio e acenou pra mim, fez um gesto com as mãos me chamando. eu ri, sem querer acreditar na situação, eu voltei a caminhar - outro velho na lista?! não, não dá. ele falou: "psiu, boy. volta aqui, boy. é com você mesmo que eu tô falando" eu nem olhei, afastei sorrindo, imaginando o que eu tenho para atrair tanto o publico geriatrico.
será que tem algo haver com feromonios? enfim, não cheguei a uma conclusão, agora são quase três meses e eu não beijei ninguém em curitiba, e a vida segui, vou te contar...