sexta-feira, 13 de março de 2009

história 175: psiu, boy!

é o engraçado me ver tendo que desconstruir, aqui em curitiba, várias de minhas condutas. são coisinhas bobas, pequenas manias. coisinhas que você fazia e que nem sempre é entendido por pessoas que não faz parte de sua cultura tão diferente, etc e tal.

umas dessas pequenas manias que eu tinha [tenho?], era um tal "código" de nunca olhar para alguém que dissesse "psiu!" comigo na rua e responder apenas se dissessem meu nome. sim, numa cidade de 4 mil habitantes, onde todos conhecem todos, isso funcionava, mas agora, num cidade grande, numa capital, é certo afirmar que o "código do psiu!" não dá certo, afinal, quase ninguém me conhece ou sabe meu nome.

eu desci no terminal do portão e decidi ir numa papelaria que tinha ali por perto. quem conhece o terminal do portão sabe que ao lado tem uma praça, pois foi essa praça que eu estava atravessando quando eu escuto um "psiu!" outro, outro, outro e outro. pensei: "será que é comigo?!" e o som do "psiu" continuava... resolvi olhar pra trás e deslumbro com um senhor, sorriso largo no rosto, dentro de um fox vermelho - esse, ao menos, tinha cabelo. quando eu olhei ele sorrio e acenou pra mim, fez um gesto com as mãos me chamando. eu ri, sem querer acreditar na situação, eu voltei a caminhar - outro velho na lista?! não, não dá. ele falou: "psiu, boy. volta aqui, boy. é com você mesmo que eu tô falando" eu nem olhei, afastei sorrindo, imaginando o que eu tenho para atrair tanto o publico geriatrico.

será que tem algo haver com feromonios?
enfim, não cheguei a uma conclusão, agora são quase três meses e eu não beijei ninguém em curitiba, e a vida segui, vou te contar...

quarta-feira, 11 de março de 2009

...das coisas que eu escuto #2.

"oba! o amor ainda existe..."

biarticulado circular sul | sentido terminal do portão

por milagre de deus o circular sul não estava lotado, às 15 hrs é, talvez, o melhor horario para pegar ônibus em curitiba. sentei na poltrona do corredor deixando a poltrona ao lado da janela vazia. ela se pôs ao meu lado, pediu licença com uma voz mansa e um sorri branco na boca, sentou-se. olhos miúdos, cabelo liso e preso com uma fita verde, bochecha rosada e roupa composta.

o ronco do motor e o ônibus começou a andar, ao mesmo tempo o celular dela tocou, como se tivessem combinado. ela tira o v-3 rosa do bolso:

- alô?
[...]
- oi, meu amor, tudo bem?
[...]
- tudo bem, sim... não, voltando da faculdade agora, a professora faltou.
[...]
- a verdade é que estou sem planos.
[...]
- adorei a ideia... já que você vai em casa, vou fazer um bolo pra você dai.
[...]
- tá, de chocolate... dai a gente fica namorandinho a tarde inteira, estou com saudades.
[...]
[risos]
- te amo, sabia?!
[...]
- tá, leva coca zero dai, é minha preferida... tá?
[...]
- te esperando lá... também te amo, beijos amor.

ela guardou o celular no bolso, olhou pra mim, um sorriso singelo trocado. ela ficou com a bochecha mais rosada. não falamos nada, dois tubos depois ela desceu. eu continuei no ônibus, continuei a mirar o horizonte de predios do centro. agradeci por escutado aquele dialogo. "sim, ainda existi amor" pensei, e desejei viver isso um dia. vou te contar... nem tudo no mundo é bizarro e essa é das coisas que eu escuto!

segunda-feira, 9 de março de 2009

i got the challenge...

selinho do mike. selo esse, que me agradou muito, pois é um selo para os blogs que fazem sorrir.

bem, a regra, graça a deus, é dizer sete coisas que te faz rir... mas a viada não satisfeita me colocou num outro desafio, dizer 7 coisas sobre mim, 7 desejos e um criar um acrostico. e lá vamos nós...



7 coisas que me fazem rir:

1. os seres humanos em geral.
2. sarah silverman.
3. black bitch personality.
4. marcelo adnet.
5. evandro dos santos.
6. vídeos do youtube.
7. terça-insana.

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Desafio 1
7 coisas sobre mim:

1. tenho humor ácido e negro, por muito confundido por preconceito.
2. não gosto de chocolate.
3. acho que batata é uma das melhores coisas que existe pra comer.
4. cerveja é minha bebida preferida.
5. cueca é minha peça de roupa preferida.
6. eu calço 39/40 mesmo tento 1,86m de altura.
7. eu amo frio.


Desafio 2
7 desejos:

1. ver e abraçar minha mãe.
2. um bom emprego.
3. namorar.
4. aprender a desenhar.
5. a jaqueta amarela que uma thurma usa no filme kill bill.
6. tênis nike dunk high sb branco e verde.
7. 150 cuecas calvin clein e aussiebum.


... e o acrostico?

Macho, mesmo debaixo de outro macho.
Inteligente, claro, você já leu o blog dele?!
Kkkk, não sei mesmo, o que dizer com 'k'.
Estilo não lhe falta, baby.

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... e eu passo a bola para:

1. a casa das sete 'micheles'
2. râzi.
3. sam.
4. fast love.
5. à espera de um busão.
6. loserbaby!
7. confissões a esmo


that's it, people!

sábado, 7 de março de 2009

história 174: a pantera idosa

era mais uma tarde que eu tinha que chegar da faculdade, trocar de roupa, engolir meu almoço e sair correndo para o caldeirão do inferno, que eu chamava de trabalho. eu sai correndo em direção ao tubo da wenceslau bras. caminhei as quatro quadras necessárias e cheguei na tal avenida.

de cada lado do jardim que corta a avenida ao meio, um tubo.

|pause|

eu sei, falar de tubo, biarticulado e todos os afins do sistema de transporte publico de curitiba pra quem nunca esteve ou esteve e não entende, é complicado. vamos para um breve explicação: tubo são mini estações onde você paga R$ 2,20 [um roubo] para entrar, nessa mini estação você pode pegar ônibus que te levará a terminais para fazer outras conexões ou para outras mini estações, tudo isso pagando uma única passagem, eis a vantagem! ah, é bom lembrar que quando há um tubo num sentido, geralmente a outro tubo em frente no sentido contrario [mão e contra mão]

|play|

atravessei a rua, um senhor me observava enquanto eu me direcionava para o tubo. uma breve descrição desse senhor: velho, meio careca - daqueles só tem cabelo dos lados, tipo palhaço, barriga de chopp, calça quase no peito e nariz grande.

esse velho não tirava os olhos de mim. entrei no tubo sentido hauer ele no tubo sentido portão. eu era o único dentro do tubo, lá dentro eu fui para o canto, guardei meu dinheiro na carteira e fui para a fila, melhor, comecei uma fila, por que em curitiba, para tudo se faz fila. não é que o velho de lá do outro lado do tubo olhou pra mim mostrou os dentes tipo uma pantera, colocou a língua para fora e ficou balançando para cima e para baixo. eu tive uns 10 segundos estagnação total, pensei: "parem o mundo, eu quero descer!". eu não queria acreditar que aquilo estava acontecendo. olhei para dentro do tubo, sim, eu estava sozinho. olhei para o cobrador, mas esse lia uma livro sobre adestramento de cães de médio porte. era, era comigo. olhei de novo para o senhor, e dessa vez ele pegava no saco, coçava exageradamente olhando pra mim... olhei pra o lado de novo, morrendo de vontade de rir. olhei de novo para o velho, eis que ele faz aquilo com a língua outra, não dava mais. fiz a egípcia e cai risada, por sorte em menos de dois minutos outras pessoas entraram no tubo e se dispuseram atrás do meu lado, o velho parou, meu ônibus chegou e eu fiz trabalhar imaginando transar com aquele criatura. pense, o pau de tão mole que nem dá pra chupar, tem que mascar feito um chiclete.

é, paquera na terceira idade é uma realidade, antes que caiam em cima de mim dizendo que eu tenho preconceito com velhos, vou logo dizendo, não, eu não tenho, mas também não tenho interesse nos mesmo; e assim e vida segue em curitiba, vou te contar...

terça-feira, 3 de março de 2009

[sem título]

antigamente eu era uma pessoa feliz que frequentava supermercados e me perguntava porque os operadores de caixa eram pessoas tão carrancudas e desiludidas. na ultima semana eu olhava para as pessoas felizes que frequentam supermercados e me lembrava de quando eu era uma delas. hoje, eu estou livre. pedi demissão do inferno. capeta, adeus esqueça meu endereço e telefone!

... e se me perguntarem:
"...e agora, josé?"
eu simplesmente vou levantar as mãos, abrir mais os olhos, enrugar a testa e entortar a boca, ou seja, não sei.

sem explicações de "por quês" não tô com paicência para assuntos chatos. o sentimento é contraditório, admito. fiz o que senti vontade de fazer, mas não sei se fiz o certo. dizem que seguir o coração sempre dá certo. será?

preciso de dinheiro - fato! e não tenho tempo para imaginações e fantasias. tenho o rumo e vou segui-lo. outras coisas me incomoda, mas não valem a pena serem citadas e por favor, não me digam:
"você está no começo, menino!" eu já sei disso, mas o boleto bancário da mensalidade da faculdade, não.

para esse texto não ficar mais chato do que já está, eu termino agora.
kisses
callme