"oba! o amor ainda existe..."
biarticulado circular sul | sentido terminal do portão
por milagre de deus o circular sul não estava lotado, às 15 hrs é, talvez, o melhor horario para pegar ônibus em curitiba. sentei na poltrona do corredor deixando a poltrona ao lado da janela vazia. ela se pôs ao meu lado, pediu licença com uma voz mansa e um sorri branco na boca, sentou-se. olhos miúdos, cabelo liso e preso com uma fita verde, bochecha rosada e roupa composta.
o ronco do motor e o ônibus começou a andar, ao mesmo tempo o celular dela tocou, como se tivessem combinado. ela tira o v-3 rosa do bolso:
- alô?
[...]
- oi, meu amor, tudo bem?
[...]
- tudo bem, sim... não, tô voltando da faculdade agora, a professora faltou.
[...]
- a verdade é que estou sem planos.
[...]
- adorei a ideia... já que você vai em casa, vou fazer um bolo pra você dai.
[...]
- tá, de chocolate... dai a gente fica namorandinho a tarde inteira, estou com saudades.
[...]
[risos]
- te amo, sabia?!
[...]
- tá, leva coca zero dai, é minha preferida... tá?
[...]
- tô te esperando lá... também te amo, beijos amor.
ela guardou o celular no bolso, olhou pra mim, um sorriso singelo trocado. ela ficou com a bochecha mais rosada. não falamos nada, dois tubos depois ela desceu. eu continuei no ônibus, continuei a mirar o horizonte de predios do centro. agradeci por escutado aquele dialogo. "sim, ainda existi amor" pensei, e desejei viver isso um dia. vou te contar... nem tudo no mundo é bizarro e essa é das coisas que eu escuto!
biarticulado circular sul | sentido terminal do portão
por milagre de deus o circular sul não estava lotado, às 15 hrs é, talvez, o melhor horario para pegar ônibus em curitiba. sentei na poltrona do corredor deixando a poltrona ao lado da janela vazia. ela se pôs ao meu lado, pediu licença com uma voz mansa e um sorri branco na boca, sentou-se. olhos miúdos, cabelo liso e preso com uma fita verde, bochecha rosada e roupa composta.
o ronco do motor e o ônibus começou a andar, ao mesmo tempo o celular dela tocou, como se tivessem combinado. ela tira o v-3 rosa do bolso:
- alô?
[...]
- oi, meu amor, tudo bem?
[...]
- tudo bem, sim... não, tô voltando da faculdade agora, a professora faltou.
[...]
- a verdade é que estou sem planos.
[...]
- adorei a ideia... já que você vai em casa, vou fazer um bolo pra você dai.
[...]
- tá, de chocolate... dai a gente fica namorandinho a tarde inteira, estou com saudades.
[...]
[risos]
- te amo, sabia?!
[...]
- tá, leva coca zero dai, é minha preferida... tá?
[...]
- tô te esperando lá... também te amo, beijos amor.
ela guardou o celular no bolso, olhou pra mim, um sorriso singelo trocado. ela ficou com a bochecha mais rosada. não falamos nada, dois tubos depois ela desceu. eu continuei no ônibus, continuei a mirar o horizonte de predios do centro. agradeci por escutado aquele dialogo. "sim, ainda existi amor" pensei, e desejei viver isso um dia. vou te contar... nem tudo no mundo é bizarro e essa é das coisas que eu escuto!
