segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

[história 096: a bíblia]

lá em casa é assim: Deus no céu e respeito incondicional à bíblia, principalmente se a bíblia for aquela aberta de capa preta em cima do criado mudo ao lado da cama de minha mãe, bem clichê. e todo dia é assim:

- jarbas, tira o celular de cima da bíblia.
- jarbas, tira os óculos de cima da bíblia.
- jarbas, tira o prato de comida de cima da bíblia. - eu assisto tv e me alimento [ao mesmo tempo] no quarto de mamãe.
- jarbas, tira o livro de bruna surffistinha de cima da bíblia.
- jarbas, tira a outra bíblia de cima da bíblia.

jarbas tira isso, jarbas tira aquilo...
eu não agüento mais. estou até achando que a bíblia tem mais valor do que eu naquela casa. só está faltando chegar um dia que a bíblia vai dormir em cima da cama e eu no tapete, vou te contar...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

[história 095: - essa veia disgraçada tá é durminu]

lá estava eu no ponto de ônibus mais uma vez. assim, sozinho, nas primeiras horas da manhã é um ótimo momento para refletir sobre a vida, o universo e tudo mais.
eis que chegou o mesmo homem da história 031 acompanhado de sua mãe, sentaram do meu lado, cumprimentos de bom dia, silêncio e nada do ônibus chegar.
o homem de repente levantou-se e disse pra mãe:

- mainha, eu vou é ali beber uma pinga para arregalar os zoi.
- e o que é fulano?! cê num vevi um dia sem essa pinga disgraçada.

ele saiu sem dar ouvidos a mãe.

beber uma pinga às 6 horas da manhã é muita coragem, de qualquer maneira cada um é cada um, e a coragem não é distribuída da mesma maneira para todos os homens.

o homem voltou e menos de cinco minutos depois o ônibus chegou, entramos, eu entrei primeiro que todos, queria um bom lugar, mas na minha sorte singular sentaram do meu lado o homem e sua mãe, ele mais próximo do que ela, e começaram a conversar, conversar, conversar e eu louco para tirar um cochilo, mesmo porque seria mais ou menos duas horas de viagem, mas eles não paravam de falar, e falavam alto.

eis que a voz da mulher calou-se e o homem continuou falando, falando, falando, de repente como se acometido por um insigth ele parou de falar, olhou pra mãe e disse:

- essa veia disgraçada tá é durminu, num ouviu é nada.

ele disse isso, virou-se para o outro lado e dormiu. esse sim é amor verdadeiro de filho para mãe. que coisa linda de se ver.
de qualquer maneira só assim eu tive meu silêncio desejado, vou te contar...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

[história 094: - qual curso?]

estávamos todos conversando sobre faculdades e cursos universitários. aquela venha conversa do "o que você quer ser quando crescer".
uma das pessoas vira pra mim e pergunta:

- então jarbas, que curso você vai querer fazer?
- moda.
- ah, entendi porque você usa essas roupas.

é assim que termina meu fim de semana. ôh vida, maravilhosa. vou te contar...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

[história 093: a bela veio ao chão]

[direto dos tempos de escola, a primeira história de 2008. em homenagem à minha grande amiga Fernanda, minha futura Helena de páginas da vida]

eu estudava a sétima serie, bem no ápice da adolescência, da chatisse, da vontade de ser super bonito e popular, quando todo mundo só queria ser cool, e pra isso vivia tentando mostrar as roupas novas, penteados, maquilagens e acessórios. [saudades]

enfim...

era intervalo depois seria uma aula vaga, a turma inteira ficou bagunçado no pátio próximo à sala... uma de minha amigas, que na época eu simplesmente não suportava, mas que hoje é uma de minhas melhores amigas sumiu e ninguém deu noticias dela durante todo e intervalo e aula vaga – sinal de que algo revolucionário vinha aí.

poucos minutos antes de tocar o sinal para entrarmos ela apareceu resplandecente, parecia que pisava em ovos de tão fofo que era o caminhando, magra, usava uma roupa bonita e um sapato alto, na face uns óculos escuros, novíssimo – o motivo de tanta pampa.

o patio era mais ou menos assim: uma aérea ao céu aberto, um degrau um espaço pequeno ai já começava a outra aérea, essa segunda parte era coberta com as salas da 7ª A e B uma de frente para outra, nós todos estavamos na parte coberta e não teve ser humano que não parou para olhar enquanto ela vinha caminhado, dá até pra sentir a sensação que ela sentiu vendo todo mundo olhar pra ela e poder mostrar os óculos escuros novos – mas nem tudo são flores.

até hoje eu não sei bem o porque, mas só sei que minha amiga esqueceu do degrau e quando estava passando veio ao chão, pensem vocês aquela mulher, daquele tamanho todo, se sentido a über model, se achando tanto que caiu, vi a queda em slow motion, tipo aquele efeito do filme de matrix, a única coisa que minha amiga fez enquanto caia foi tirar os óculos da face e estender a mão gritando:

- "pelamor" de deus alguém pega meus óculos que é novo.

sim! ela preocupou-se com os óculos novos... claro, entre a fratura exposta e o óculos eu também iria preferir salvar os óculos. vou te contar...

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

[1º post do ano ::: 2008 começou bom]

posso falar a verdade? posso começar esse texto com um grito alto de satisfação?

2008 começou bem colega, vou te contar...

então... eu estava bem aqui pensando horas antes da real virada do ano, os infortúnios de não ter dinheiro para viajar, mas iria ter festa aqui na minha cidade, deus em sua infinita bondade iluminou a mente do nosso dignifico prefeito e mesmo resolveu fazer uma festinha. sei, sei, não é como estar na praia de copacabana ou na times square, mas com disse meu amigo beto durante a festa: "se não fosse isso, nós estávamos fudidos!" pior que é verdade. um dos grandes baratos da vida é tirar proveito [ou ao menos tentar] de toda e qualquer situação, seja ela boa ou ruim. sendo assim, a regra que eu impus pra mim foi: have fun, bitch!

juro que eu me diverti.

e tantas coisas boas aconteceram, eu tinha amigos ao redor, minha mãe linda, música [mesmo não sendo um forró] e gente mal vestida para falar mal. [risos maléficos].

na hora da virada, fiz ligações e recebi, mandei mensagens e recebi uma ligação de longe, quase 1664 km de distância de mim [você sabe que eu estou falando de você] e falar com ele foi bom... [risos] recebi abraços e beijos, fiz declarações de amor para amigas, desejei felicidades, sucesso e saúde. PAZ!
só não bebi uma gota de álcool porque eu queria começar 2008 sóbrio e eu acho muito deprimente acorda no dia seguinte de ressaca – tem que dar um desconto ao menos no primeiro dia do ano.

e uma coisa inesperada aconteceu. depois da tal banda de forró, adivinhem? um dj sumiu no palco com um picape e eu dancei até a seis horas da manhã;

estava lá eu dançando loucamente expondo minha paris hilton interior, adivinha? três bêbados vieram me oferecer bebida, imaginem só meu esculacho dançando. [cof. cof. cof.] melhor não comentar...

depois pensando eu estava livre da classe alcoólica de minha cidade, estava eu na paz veio um cara me perguntar se eu morava no parque do ibirapuera [uhm? o.O' ] o som alto, eu meio surdo, ele bêbado e tropeçando nas palavras, ou seja, um pandemônio acabei dizendo que sim, esse homem me abraçou, mil vez, fedor de pinga forte, e começou a dizer que era primeira vez que eu estava na bahia e que estava adorando [coragem] disse também que ele morava próximo ao parque etc e tal, onde o sujeito me via sacudia a mão para mim. ai g-zuz eu agüento.

[anyway]

2008 começou animado. acabei, ou melhor, comecei meu primeiro dia do ano sentado sozinho vendo o primeiro nascer do sol de 2008, eu tenho certeza que esse ano vai ser bom, e só está começando, voutecontar...