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sábado, 12 de maio de 2007

[história 004: meus cabelos e as vacas]

Esse post era para ser escrito e publicado no sábado, mas como a preguiça que me consome falou mais alto nesse fim de semana, só hoje que eu tô postando.

Daí né, isso aconteceu no sábado [17/03/2007]

Os sábados tem sido o melhor dia de minha semana, é o dia de acordar 5:30 da manhã, às vezes pegar ônibus lotado, viajar duas horas até Vitória da Conquista, chegar 7:30 da manhã e ter que esperar até 10:30 para estudar inglês no YES. Acho que a grande maioria das pessoas pensariam que fazer tudo isso seria um esforço descomunal, mas eu não, faço com maior prazer, fazer isso me faz sentir vivo etc e tal . vamos parar por aqui porque está começando a ficar profundo demais [!] e quando isso acontece a tragédia é certeira.

[...]

So, Saturday is the day to talk in English, but now portuguese please.
Tudo começou quando André [my teacher] anunciou o coffe-break [milagrosamente sem ninguém precisar lembrá-lo]

Just fifteen minutes ... just fifteen [ele não cansa de dizer isso]

Sentamos Emi, Lidi, Sandro e eu perto do bebedouro [.]

- pausa para comentário de nível teórico e filosófico -

Durante o tempo que nós passamos perto do bebedouro, cheguei a uma conclusão sobre essa invenção analisando a posição que as pessoas ficam quando estão bebendo água; eis que concluo que: bebedouros são invenções do diabo para nos deixar constrangidos e principalmente nos causar acidentes, a partir de hoje analise a posição ridícula e altamente perigosa que ficamos, as chances de nos acontecer um acidente é altíssima; pense bem:

1. Alguém mal intencionado pode vim por trás de você e te empurrar, você pode cair do outro lado do bebedouro dando um salto mortal carpado seguido de uma pancada na cabeça e um traumatismo craniano.
2. Você pode receber uma facada nas costas podendo morrer na hora [se você tiver sorte] ou ficar tetraplégico num nível tão alto que vão precisar piscar o seu olho pra você.
3. [caso exclusivo para quem usa carteira no bolso de trás] Alguém vem e rouba sua carteira [com documentos e dinheiro] enquanto você distraído bebe água, na melhor das hipóteses o cara que roubou pode pegar seus documentos e usar para abrir uma conta fantasma e dar um desfalque de milhões e some do mapa, você quem vai ter que responder por todos os processos na justiça e ser acusado de líder o crime organizado do Rio mesmo morando no Ceara.
4. [caso exclusivo para que usa bolsa de lado] Alguém pode puxar sua bolsa, aquelas bolsa que ficam de lado que passam pelo pescoço, com o puxão você que bebia água distraidamente bate a boca na torneirinha do bebedouro e rasga a boca toda, si tiver sorte quebra uns 10 dentes no mínimo, daí né você vai ter que gastar milhões com cirurgias plásticas e dentistas, como você não tem milhões vai ter que conviver com sua cara deformada e nunca se casar, mesmo porque ninguém vai querer beijar sua boca tronxa.
5. Existem ainda os casos [muito raro, mas existe] de pessoas que só conseguem casear sua sede bebendo água num copo, com nem todos bebedouros tem copos a pessoa bebe, bebe, bebe água e continua com sede. [você conhecer alguém assim Emi? Cala-te boca!]

conclusão: Não usem bebedouro, há não ser no caso dele ter copos, aí tudo isso muda de figura.

P.S: Caso alguém tenha pensado em alguma conotação sexual para a posição que ficamos no bebedouro, aviso que você tem uma mente muito suja, acidentes nesse nível são quase impossíveis de acontecer.

- fim da pausa -

Ui . essa pausa foi tão grande que eu perdi a linha do pensamento, o que eu estava falando mesmo???
Ah sim, eu estava falando que estávamos Emi, Lidi, Sandro e eu sentandos perto do bebedouro [a coisa mandada por satanás] no coffe-break de meu curso de inglês, quando chegamos no tópico da conversa "carne, comer ou não comer?" aff. Ser vegetariano tá me dando um trabalho, vou te contar ... Lidi disse que achava xique parar de comer carne, mas ela não para porque gosta muito; Emi disse que visitou uns sites vegetarianos, com as informações que ele leu lá ela diminuiu muito o consumo dela de carne [aaêêê!] eis que Emi disse:
- É mais tem que substituir a falta da carne por outras coisas.
Eu: - Verdade, eu como proteína de soja e muita verdura, legume e frutas.

Sandro tomou a palavra e falou:
- Mas tem vitaminas e outras substanciam que só são encontradas nas carnes, carne mesmo, a vitamina que faz o cabelo ficar bom é uma delas.
como assim? Carne de vaca pra melhorar o cabelo? O que uma coisa tem haver com a outra?!
. um flash-back por favor ...
- dialogo entre eu e minha mãe: -
Eu: - aff mãe tô achando meu cabelo tão feio, meu quebrado.
Minha mãe: - vixi meu filho tá mesmo, deve ser esse shampoo novo que você tá usando.
Eu: Só pode ser mesmo.
- fim do dialogo -

Eu estava culpando o shampoo e condicionador Seda pretos luminosos pelo momento bombril de meu cabelo e quando tudo é culpa da carne da vaca morta, será que isso é possível? Na hora eu não quis acreditar, na verdade eu não tô acreditando nisso até agora, vou mudar de shampoo e depois eu conto aqui o resultado, prefiro perder o cabelo a comer a uma vaca. Caso não dê certo a mudança de shampoo só comendo uma vaca inteira pra ver se meu cabelo melhora, vou te contar...

[história 003: mas que tipo de carne?]

Como hoje é sexta-feira [graças a Deus] começa o fim de semana [ui delicia!] resolvi contar um bafinho que aconteceu comigo numa dessas sextas-feiras de minha vida, aproveitando também a deixa do tema da história anterior, sim, essa história também tem haver com vegetarianismo.

- pausa para comentário -
Toda sexta-feira aqui na minha cidade tem feira livre, ou seja, é o grande evento da semana, às vezes o único, a maior concentração de gente feia e mal vestida por metro quadrado do planeta. São nas sextas-férias que nós podemos expor nossas figuras na Medina da caatinga para as centenas de pessoas da zona rural que vem fazer suas compras semanais de frutas, verduras e legumes, mas não fique você pensando que na feira de minha cidade só tem isso, lá você pode encontrar roupas bregas e de má qualidade, que rasgam na primeira lavada, Cd's piratas que arrasam com o laser do seu som, DVD's que destroem seu aparelho comprado na Ricardo Eletro em 12 prestações, fumo de corda para você fumar a vontade totalmente livre de aditivos e muuuuito, muuuuito mais.
- fim da pausa -

Daí né, nesse dia [eu ainda tava de férias] eu não encontrei uma alma bondosa, um filho de Deus pra descer na feira comigo para expormos nossas figuras na Medina do sertão baiano, assistir 'as meninas super poderosas' já estava me dando no saco, resolvi ir sozinho para féria.
O grande atrativo alimentício do local é o pastel bem sem recheio e oleoso, que se estende num leque enorme de opções de sabores que são: carne, frango e queijo. [aaêêêêêêêêêê!]
Eis que me veio uma idéia: - Poderia eu comer um pastel agora?
Eis que me veio a resposta: - SIM!
E assim foi, escolhi a barraca mais limpinha e atentem no dialogo que procedeu:

Eu: - Bom dia, tem pastel de queijo?
Atendente: - Dia, tem não acabou.
Eu: Ah, e esses aqui são de que? [eu nunca deveria ter feito essa pergunta]
Atendente: Tem esses aqui são carne e esse SÓ esse de frango [nunca entendi a ênfase no de frango]
Eu: Moça, essa carne é carne mesmo ou é proteína de soja?
Atendente: Não ... nós usamos carne mesmo, nada de carne de soja, meu pastel é dos bom meu filho, essas outras barracas que vendem com carne de soja. [ela na contava que eu fosse vegetariano e que só comeria o tal pastel se a carne fosse de soja]
Eu: Ah, então tá.
Atendente: Ué, você não vai comer não, é carne de boi mesmo.
Eu: Não, eu sou vegetariano, só ia comer se a carne fosse de soja.

Eu comecei a andar ... de repente eu escuto: - Psiu, menino volta aqui!
Eu olhei para trás era a atendente da barraca de pastel, voltei, talvez ele teria encontrado um pastel de queijo lá perdido entro os pasteis com vacas e frangos mortos, fui encostando ela foi pedindo pra eu encostar cada vez mais até que eu estava inclinado para dentro da barraca numa posição completamente ridícula, meu ouvido estava colado na boca da mulher, aí ela disse: - O pastel é de carne de soja mesmo, eu falo que é de carne de vaca para o povo comprar mais.
Gente, eu fiquei horrorizado, como é isso? Ela engana o povo! Ah não ... Onde nós vamos parar, na hora eu senti vontade rir [juro!] eis agora a duvida: como ou não o pastel?! Quem provaria que ela não estava mentindo para mim também, só pra vender o tal pastel?!

Voltei para uma posição apreciável e disse: - Muito obrigado moça, achei um pastel de queijo na outra barraca!

Ela me olhou com uma cara de "I'll kill you bitch!" Sai de lá correndo e nunca mais comprei pastel naquela mulher.

[história 002: é porque eu sou vegetariano]


Há algumas semanas, minha amiga completou anos. Como ela mora próxima à minha casa, resolvi ir lá cumprimentá-la ao invés de só fazer uma ligação. Cheguei lá e foi a maior festa! Batemos altas resenhas, rimos, fofocamos, conversamos muito, etc. e tal. Quando eu estava indo embora minha amiga disse:
— vem aqui mais tarde, vai ter um churrasquinho só para a família e os amigos mais íntimos -

uhm... a parte da frase "amigos mais íntimos" me seduziu, mas churrasco realmente não dava pra enfrentar [eu não como carne já faz uns  anos] respondi meio seco que talvez eu passaria lá mais tarde, mas a cara de desanimada que minha amiga fez na hora da despedida me fez voltar na casa dela às 19 hrs para o tal churrasco. Mas num é que tava bom, a família dela estava toda [povo festeiro que fala alto igual a minha família] alguns amigos em comum e outras pessoas que eu nunca troquei meia palavra, quintal todo iluminado e no canto a churrasqueira cheia de vaca morta chiando, um cheiro [não vou mentir, muuuuito bom, mas não deixava de ser uma vaca morta no espeto sendo queimada].

Sentei. Outros convidados chegaram, me deram um copo e foi descendo cerveja [ôh beleuza Creuza! ] a conversa tava ótima [detalhe é que a aniversariante muita atenção para mim.] o cheiro da carne começou a me incomodar ... foi quando meu inferno começou o primeiro prato de cheio de carne chegou, todo mundo agarrou seu pedado de vaca morta e deliciaram alegres, a primeira pergunta chegou:

- Ué, você não come não? tá com nojo né?
- Nojo? Não, é que eu não como carne.
- Ah, como você é besta, carne é uma delicia.

Concordo plenamente que carne é uma coisa gostosa, pra que gosta é claro, me agarrei com a cerveja e fui bebendo cada vez mais, daí né, veio mais um prato cheio de vaca morta mais uma vez eu não peguei; eis a situação que veio depois: duas colegas do curso de enfermagem de minha amiga olharam pra mim com desdém.

- pausa para comentário -
Eu tenho um problema de surdez, que eu reluto em não admitir, mas quando não é para eu escutar, eu ouço mais do que um tuberculoso.
- fim da pausa para comentário -

eis o diálogo das moças:
colega 1.: - Ué, ele não come carne por que?
colega 2.: - Acho que ele inventou isso agora, só pra chamar atenção.
colega 1.: - Isso é frescura de viado.
colega 2.: - Concordo.

Ah não, "frescura de viado" . "invenção para chamar atenção" gente eu mereço mais do que isso. Todas as minhas convicções idealistas pró-animais que me faria presidente do greenpeace foram manchada pelas auxiliares de enfermagem. Resolvi ficar caladinho no meu canto, um milagre por que meu organismo já estava bem alterado por causa do álcool, esse mesmo me ajudou a adormecer a lembra das moças, voltei a rir e conversar [ e beber ] quando eu estava interagido com o povo, veio outro prato de vaca morta assada [ juro que eu nunca vi uma vaca render tanto, Jesus só podia ter passado por ali e feito a multiplicação da picanha! ] detalhe: o prato estava sendo trazido pela mãe da aniversariante, como um bando de hienas famintas na savana os outros convidados agarram seus pedaços de vaquinha, eis que veio a 2ª pergunta da noite [agora feita pela mãe de minha amiga]:
- Ué meu filho não ta comendo por que?
[ pensei em mentir, o mais sensato, o álcool me enganou, eu falei a verdade ]
- Eu sou vegetariano tia.
- Ah, porque você não disse antes...

- por favor, pausa para um comentário -
Nesse instante eu pensei que ela ia disser isso: - Ah, porque você não disse antes eu tenho uma salada maravilhosa ale pra você. Como eu estava enganada quanto ao resto da frase.
- fim da pausa para um comentário -

[ continuação da fala ] - ... aqui na churrasqueira tem umas cochas de frango, eu vou pegar.
- Não! [ opa, falei alto demais, todo mundo olhou pra mim ] - Não tia não precisa se incomodar não.
- Você tá é com vergonha, deixa de ser besta menino, você é de casa . [ atentem que eu fui pela 3ª vez ofendido na noite ]
- Não tia eu não como frango também não.
- Se esse é o problema eu vou pegar um linguiçinha de porco pra você.
- Não precisa, eu também não como porco.

Me deu vontade de gritar: EU NÃO COMO NENHUM ANIMAL MORTOooOOooOOoo, mas me mantive sereno e esperei a próxima fala. A mãe de minha amiga coçou a cabeça, pensou, pensou, pensou e disse:
- Ué, eu sempre achei que vegetariano comia galinha" [ uma arma pelo amor de Deusss ]
Respirei fundo e disse: - É tia, tem mesmo, mas essas pessoas não são vegetarianas, só não comem carne vermelha, eu não como nenhuma tipo de carne.
Ela faz cara de quem entendeu e disse: - Pena que eu não tenho um peixinho para assar pra você.

Gente, qual parte do "eu não como nenhum tipo de carne" ela não entendeu? Resolvi não fazer mais comentários sobre o vegetarianismo, passei o resto da noite e adentrei a madrugada bebendo, a única coisa que eu comi no churrasco foi o bolo que com certeza não tinha nada morto, diga-se de passagem o bolo estava uma delicia, recuperei parte de minha glicose no sangue e fui embora trocando as pernas, mas feliz.

Moral da História: Si você for vegetariano não vá para um churrasco, exceto quando tiver cerveja para compensar.