Mostrando postagens com marcador racismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador racismo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O Fascista Brasileiro

Primeiramente, FORA TEMER!


Você já tentou conversar/debater com um fascista brasileiro?

Tentar debater com um fascista é uma experiência fatigante, traumatizante e emburrecedora; um fascista sempre tem um discurso roteirizado, cheio de referências rasas possivelmente resultante de noticias tendenciosas vindas da Rede Globo, Folha de São Paulo e/ou qualquer publicação do Grupo Abril, tipo revista Veja (não veja, nem leia). Um fascista não está aberto a dialogar, ele tem um discurso pronto, inabalável e eles detestam admitir que estão errados, e na maioria das vezes estão.

O fascista é burro (sem querer ofender os Equus Africanus Asinus) por que não se permiti questionar, não está aberto ao dialogo ou pelo menos à tentativa de compreensão mutua. Quando você começar a argumentar com dados e referências que não sejam unilaterais (como a opinião dele é) o fascista vai dizer que você é violento, não tem senso critico e vai te acusar de partidarismo quando na verdade essas são as características que se encaixam nele.

E por falar em partidarismo, outra peculiaridade sobre o fascista brasileiro é o ódio faccionista que ele carrega nas costas (e que peso, hein!?). Hoje mesmo estava tentando debater com um fascista sobre racismo, vejam bem, eu estava tentando falar sobre nada além de RACISMO, porém quando a conversa tomou um rumo que não estava no roteiro do moço, eis que ele tentou desviar o dialogo para xingamentos ao Partido dos Trabalhadores (PT). Faz algum sentido? Pra mim, não. Até por que até onde sabemos o PT, que não tinha nada haver com a confabulação entre ele e eu, não foi fundando na Europa, não invadiu a África, não surgiu numa Capitania Hereditária etc. É isso mesmo, todo fascista brasileiro inexplicavelmente tem um ódio crescente contra o PT e seus lideres, provavelmente não importa sobre o que você esteja tentando conversar, quando não tiver mais saída para o autocrata, ele vai tentar insultar o partido. É como se as frases "Lula é ladrão!" e "Fora Dilma!" ou "Aqui não é Cuba!" fosse a argumentação final, a logica mais inteligente e conclusiva do mundo. Senhoras e senhores, não é.

Prezados, não vamos ser mediócres de pensamentos e nos limitar a implicância partidária/politica, libertem-se desse pensamento limitado, ordinário que não acrescenta em nada ao discurso esse palavrório batido de ódio gratuito contra o Partido dos Trabalhadores. Foco no que está sendo dito, libre-se do ranço idealista promovido pelo mídia golpista e pouco confiante. Perceba que você está passando por um adestramento social, essa opinião que você está defendendo tão fortemente, nem é tão pública assim, ela é publicada. Você é só mais um fantoche, pena que não percebe.

Contudo mesmo sendo enfadonho e quase sempre insatisfatório o resultado de um tentativa de dialogar com um fascista brasileiro, aviso-os que vou continuar a palestrar (quase) todas as vezes que uma inverdade estiver sendo divulgada, com a certeza que a casa grande treme todas as vezes que a senzala fala; apenas peço que VÁ ESTUDAR e no mais, fascistas, parem de bater panela, é vergonhoso e sócio-politicamente falando nada efetivo.

A Luta de verdade não é do alto de uma cobertura, é na rua.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

"Cabelo de Chapinha" uma Apoteose à Ditadura da Beleza Feminina

Marcha do Orgulho Crespo - São Paulo, 2015.

Foi com tremendo estranhamento que na última terça-feira (08/12/2015), após voltar da praia, dei uma breve passada no Farol da Barra com um amigo e me deparei com um trio elétrico, no qual estavam o cantor baiano Bell Marques, seus filhos (não saberia dizer os nomes) e a apresentadora Angélica gravando o programa Estrelas da TV Globo.

Maior estranhando e desconforto me veio quando o senhor Bell Marques disparou contra a multidão, ali em sua maioria afrodecendes — como muitos bem sabem, Salvador é a cidade com maior número de negros(as), fora da África, no mundo — os versos de sua aposta musical para o Carnaval 2016. Na canção, Bell insinua que o parceiro da "nega" só gosta dos cabelos dela com chapinha, quimicamente tratados, enquadrados nos cruéis padrões de beleza feminina, que vem aprisionando e diminuindo a real beleza das mulheres afrodescendentes (ou não) há anos.
Ao cantar "ô mainha, mas eu só gosto do cabelo de chapinha, mainha. Ô tá liso, tá lisinho. tá liso, tá lisinho",  além de boa oportunidade perdida para ficar calado, Bell, como artista popular, que interpreta suas canções diante de multidões totalmente diversificada está sendo excludente, e desrespeitoso com uma parcela enorme de seu publico que são as mulheres (negras ou não) que possuem cabelos crespos ou encaracolados e os preferem assim. Há que afirmar, que não, eles não gostam apenas do cabelo com chapinha, senhor Bell Marques, na verdade, eles não tem que gostar de nada nelas, pois são elas, as mulheres que tem (ou deveriam ter) total controle de como querem manter seus cabelos, seu corpo, sua alma e sua dignidade.


Marcha do Orgulho Crespo - São Paulo, 2015.

A música "Cabelo de Chapinha" causa tamanho desconforto auditivo (e social) principalmente por ser interpretada por um cantor que supostamente vive a realidade de seu público, realidade esta que não esta sendo respeitada em nenhum dos versos da canção; Bell Marques é cidadão soteropolitano, cidade conhecida como a Roma Negra, uma ode a seus +80% da população de afrodescendentes (segundo informações do IBGE 2013), mas o cantor falta com respeito a milhares de negras que enfrentam diariamente abusos devido aos seus cabelos crespos ou ondulados; ou vocês acham que é fácil permanecer empregado com um massivo black-power?! Não, não é! Não é fácil assumir os cabelos afrodescendentes naturais, a luta por identidade é intensa todos os dias e como artista popular, Bell Marques tem responsabilidade, sim, sobre a mensagem que quer passar para seu publico e tantos outros que ouviram e irão decorar por osmose (de tão respeitadas vezes que vão ouvir) o refrão desta péssima música.
 

A página Oficial de Bell Marques está deletando todos os comentários que levantam a discussão sobre a temática da mensagem racista, machista e exploradora dos padrões da beleza feminina; o meu comentário, que já possuía +100 curtidas, foi um desses deletados e se eu insistir em colocar a boca no trombone de novo logo serei bloqueado pela administração da página, não querem admitir que a música é de mal gusto!

 
Mulheres, não se iludam, vocês são lindas com crespo, encaracolado (ou não).  Chega da ditadura do liso! É hora de repudiar qualquer tentativa de padronização!
 
É hora do #OrgulhoCrespo!

Marcha do Orgulho Crespo - São Paulo, 2015.


UPDATE: como eu havia previsto, fui bloqueado e meus comentarios apagados pela admin da página de Bell Marques no Facebook. Quem não tem argumento, sabe apenas ser repressor.