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segunda-feira, 16 de julho de 2012

história 206: Rick Mangueirão

aquela era minha primeira vez no Sláinte Irish Pub, estávamos lá para comemorar o aniversário de Luíza... ambiente agradável, muita gente bonita, tudo mundo arrumadinho, no melhor clima de heterossexualidade onde os movimentos são meio que calculados.

minha harmonia física foi quebrada depois de algumas (muitas) canecas de chopp. mijar se tornou necessidade vital, e lá fui eu para o banheiro...

entrei... 
na verdade, o banheiro masculino do Sláinte se resume numa estrutura de ferro na parede sem divisórias e um box reservado com um vaso sanitário e pia. querendo você ou não, a proximidade de outros caras mijando é algo totalmente inevitável, ou seja, exclua a palavra “privacidade” quando estiver mijando lá. o tal box reservado já estava ocupado, por dois cara, dos quais um mijava na pia.

*NOJO* 

tirei o pau para fora... 
dois caras entram no banheiro falando alto... já perdi parte da concentração necessária para o ato.

rapaz 1.: pô cara, vou mijar mais aqui no canto, não olha para meu pau não... [risadas]
rapaz 2.: cara, eu vou olhar... mas vai ser rapidinho só para dar uma comparada [mais risadas].

eu pensando: “concentra Jarbas, concentra... é um bar hetero. concentra”

rapaz 2.: mas eu nem posso ficar muito perto de você para mijar... 
rapaz 1.: porque cara?! tá com vergonha?
rapaz 2.: nada, cara... é que meu pau é meio parecido com um regador... quando eu mijo vai para todo o lado. 
rapaz 1.: aaah, então é o Rick mangueirão... [risadas] 
rapaz 2. (agora conhecido como Rick Mangueirão): antes fosse, antes fosse... mas nem é tão grande assim.

eu nem quis saber onde aquela conversa ia parar... só terminei de mijar rapidinho, pensando porque Rick Mangueirão não me chamou para analisar o tal “pau regador” dele. Sai do banheiro meio tonto... não sei se por causa do álcool que já mostrava seu efeito ou se por causa da conversa tão inesperada. esses “bromance” são tão interessantes. só sei que o mundo precisa de mais Ricks Mangueirões e nada mais a declarar, vou te contar...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

história 204: o caso da pinga de capim


aquela era mais uma noite de sexta feira que Luiza e eu estávamos na aula de Produção Cientifica _rotina que se repete desde o começo do ano porque eu estou fazendo as disciplinas pendentes à noite. sinceramente penso que o Governo do Brasil deveria pensar numa maneira de minimizar os danos psicológicos que uma aula em plena sexta feira pode causar _só para constar.
pois bem, a ideia meio que surgiu do nada e se resumia basicamente em tomar uma cerveja e comer alguma coisa depois da aula. ir no O Barba soou como uma boa ideia, não apenas por ter cerveja gelada, hambúrguer vegetariano etc, mas também pelo povo bonito e tatuado que vai lá... e foi isso que fizemos. 20:40 hrs a aula acabou e nós saímos em disparada para a noite curitibana.

o bar estava começado a encher de gente magra, bonito e tatuada _do jeito que Deus quer que tudo mundo seja. os sinais de que aquela noite ai render começaram quando, por sugestão de Luíza, decidimos não uma típica Heineken, mas uma tal Strong Golden Ale da Eisenbahn. ali, logo a pós o primeiro gole percebi o real significado de “strong” no nome da cerveja. conversa vai, conversa vem... cerveja, comida e muito mais cerveja decidimos ir embora e o chão parecia estar mais macio aos meus pés, as pessoas um tanto mais bonitas e o mundo aparentava ser um lugar mais bacana para se viver. louvado seja o álcool.
era um pouco mais de 22hrs quando saímos do O Barba, ali na rua fazia muito mais sentindo ir para outro lugar afinal de contas a noite só estava começando. note que a ideia inicial era apenas tomar uma cerveja, comer alguma coisa e voltar pra casa... o fato é que já que estávamos na Rua Vicente Machado ir no Bar James era um destino convidativo e meio... obvio.

fomos. o James estava literalmente vazio de gente a não ser _é claro_ dos barman e os seguranças... ficamos ali conversando com os meninos quando eu mirei na geladeira uma garrafinha verde com coisas em japonês, coreano ou mandarim escrito, perceba que eu nem precisei ouvir “Naega jeil jal laga” para ter a revelação daquela garrafa ali.

- o que é isso, Guto? – perguntei apontando para a garrafinha verde.
- ah, é uma bebida japonesa – ele respondeu – quer experimentar?

esse foi momento que eu realmente achei que eu tinha moral naquele lugar. tipo, estava ganhando bebida do gerente... eu nem precisei ter uma vagina para isso. aceitem meus 10 segundos de popularidade. obrigado. aceite a bebida na hora!
copo para shot no balcão, ele abriu a garrafa verde e derramou o liquido transparente, todos me olhavam... sem pestanejar engoli tudo de uma vez só. PAH! alguns segundo até a bebida cair no meu estomago e fazer o mundo inteiro girar e minha garganta queimar como se eu tivesse bebido o próprio Diabo Verde... o gosto era uma mistura de arroz dormido com capim. os meninos do bar rolavam de risada, provavelmente porque eu devo ter feito uma cara de derrame na hora que bebi... depois eu fiquei sabendo que a porcaria da bebida japonesa tem 56% de álcool, para você ter uma ideia uma tequila tem 38%. o que essa raça de olho puxado pensa da vida, hein?!

...e o resto da noite? bem, do pouco que eu me recordo lembro de não conseguir segurar uma longneck de cerveja na mão quando estava no fumodromo, tenho outro flash da hora que me despedi de Luíza e ela me fez uma serie de pedidos e recomendações que eu provavelmente não cumpri, lembro também de ter dançado funk que a moça que cuida do banheiro feminino e ter ouvido ela falar o quanto ama caras negros e fortes. e me lembro também dá ressaca tão potente quanto a própria bomba que caiu em Hiroshima e Nagasaki. bem, a única lição que eu aprendi foi que eu vou precisar sim de uma vagina para conseguir bebida de graça e que eu não devo confiar em bebidas com qualquer tipo de escrita oriental. do resto, no outro fim de semana eu estava lá de novo. sou desses, vou te contar...

sábado, 12 de maio de 2007

[história 007: No banco, um bebado e dois meninos de rua]

Aí eu fui no banco ontem à noite pegar dinheiro, já estava estressado porque eu ia tirar dinheiro do limite de minha conta, era o único jeito porque eu estava completamente sem dinheiro. Auto-atendimento BB vazio, tirei o dinheiro que precisava, na paz do Senhor Jesus e fiquei vendo outras coisas na minha conta, de repente batem na janela, eu levei um susto exagerado - eu admito - até parece que eu tô morando no Rio de Janeiro [desculpem cariocas a piadinha foi inevitável] . Vi com dificuldade através do vidro fume que uma mão me dava sinal para a porta como no interior tudo mundo conhece todo mundo eu resolvi ir até lá sem me preocupar. Quando eu cheguei na porta, quem estava lá? Um bêbado , aproximei-me do individuou, quando ele abriu a boca cambaleei dois passos para trás, quase desmaie três vezes de tão forte que estava o cheiro de cachaça do rapaz, quando eu voltei em mim já meio chumbada por causa do bafo e recuperado do estado pré-catatônico que eu tinha entrando escutei o rapaz dizer:

- Tira um dinheiro da conta de meu irmão aqui pra mim!

Pensei em milhões de coisas num só segundo, vasculhei meu cérebro atrás de uma desculpa, mas meu senso de solidariedade falou mais alto [tá bom!] peguei o cartão do rapaz, pensando "si ele tiver roubando o dinheiro do irmão, minto que ele falou pra mim que a conta era dele, como ele tá bêbado nem vai lembrar do que disse" gente que mente diabólica, quem pode com isso? Ok... voltando a história...
O rapaz me deu um pedaço de papel escrito a senha, daí né, diante do caixa eu nem vi saldo nem nada fui direto para a parte de saque, você não estão entendo o nível de odor que eu tava tendo que agüentar, o que eu mais queria era ir embora logo dalí, perguntei:

- Você quer quanto?
- Tira uns 100 real aí!

Pois bem, digitei 100 reais e confirmei a operação...

CONTA PRIVATIVA

Conta o que? Nunca tinha visto aquela mensagem antes, agora eu tenho consciência de que era um sinal de Deus pra eu cancelar tudo e ir embora dali, ignorante como sou ignorei o sinal divino, resolvi olhar o saldo da conta do irmão do moço bêbado.

SALDO ATUAL R$ 0,00

Eu olhei bem para a cara do homem que não estava se agüentando nas próprias pernas, minha vontade era de agarrar ele e dar uns três murros na cara, mas resumi tudo minha fúria temporária num pensamento, pensei; "Esse homem tá tirando uma com minha cara!", então eu disse:

- Não tem dinheiro na conta não.
- Tem rapaz olha aí direito.
- Aqui na tela tá dizendo que o saldo atual é de 0,00 real.
- Pois então, pode tirar isso mesmo.

Hello Kitty, como assim tirar 0,00 real? Essas coisas só acontecem comigo. Eu disse:

- Seu irmão vai ter que depositar dinheiro pra depois você sacar.
- Não precisa disso não, pode tirar o que tiver aí.
- Mas não tem nada. [aí como eu sofro]
- Tem sim, olha direito.
- Eu já olhei, não tem nada!

Pronto, minha paciência tinha chegado ao fim naquele instante, finalizei o sistema, devolvi o cartão e o papelzinho escrito a senha para o homem e sai cuspindo fogo do banco, quando eu estava na porta do banco, dois meninos de rua me abordaram:

- Dá dois real!
- Que dois reais o que ... se eu tivesse dois reais eu ia pra China.
- Vixi, mas você ia pra longe.

Glup! O.O' como assim? Onde estão os meninos de rua que nos pediam 10 centavos? Isso é causada pela crise do país, até os meninos de rua estão trabalhando com a cotação, como o dólar tá valendo 2 reais, eles já pendem esse valor, é mas a gente nunca sabe como o mercado financeiro vai amanhecer no outro dia, os meninos de rua estão é certos. Outra coisa, menino de rua com noções de geografia isso eu nunca tinha visto; como ele sabia que a China é longe?
Sei não viu, até o povo da rua tá estudando agora, é melhor eu entrar numa faculdade urgente, as coisas no mundo tão ficando muito competitivas.