
...não tenho tido muito o que fazer aqui em curitiba, e para falar a verdade não tenho me movido muito para mudar isso. c'est la vie. ainda continuou procurando emprego "janeiro é morto assim mesmo, logo você encontra algo" - ela disse, enquanto limpava os dentes de uma paciente. fico aqui aguardando o inicio das aulas dia 09 de fevereiro. sem vontade de ir na rua, e pensando muito em meus amigos. fazer determinadas coisas sozinho, é realmente muito chato. e por falar em companhia, ontem fez trinta dias que não faço sexo. ai, que coisa! não que eu seja um sequelado com isso de ter que fazer ou que eu tivesse uma vida [muito] sexualmente ativa na bahia, mas sabe como é, sexo é bom! e desde que eu cheguei aqui tenho tido um mania de contar o tempo... tantos dias sem isso, tantos dias sem aquilo, tantos dias fazendo tal coisa. ui, coisa de doido.
olha ao redor do quarto, o novo quarto, não ouso chamar de meu. essas paredes amarelas e brancas, essa janela de vibro, a cortina azul que não tampa nada do sol e me deixa profundamente irritado de manhã. minha malas pretas ali, em pé, me velando, posso ouvir o grito sufocado das roupas pedindo por um guardarroupas [com dois erres agora, não é?!]. e se abro minha janela, vejo outra janela, um telhado sujo lá na "nós deveríamos pintar essas telhas, amor" aqui eles pintam as telhas, que coisa estranha! mais estranho do que chamar salsicha de vina e estojo de penal - coisas de curitibanos. vejo também as antenas, a de tv e a de internet. bendita internet que me salva e me abre as portas para o mundo "sabia que me incomoda ver quanto tempo você que fica on-line?!". oh, nada mudou e eu, mais do que nunca, continuo tendo mais vida social aqui do que fora daqui. em pensar que eu culpava aquele pedaço de terra perdido no interior da caatinga, por meu... isolamento. se é que posso chamar isso de isolamento! enfim...
e as esperanças são depositadas na tal da faculdade, enchem a boca para me falar que tudo vai mudar quando eu estiver lá. por precaução eu não aposto todas as minhas fichas nisso, não, não. matei os meus heróis, por que eles falharam comigo. e não estou afim de repetir o[s] mesmo[s] erro[s]. não que eu não esteja livre de errar, ninguém nunca está, nem nunca estará; graças a Deus. só não quero uma vida metódica, calculada e previsível, muito menos gente que seja assim ao meu redor. agora eu sou "hominho" assumir esse papel de adulto responsável por [todos] meus atos está sendo interessante, ninguém disse que séria fácil, por isso não reclamo. e tudo gira em torno de você, que no fim, olha para trás e vê, que a peleja maior é você contra você mesmo. querem saber de uma coisa? eu estou precisando me masturbar.
photo: High by xmateusx on deviantart.com


