"memórias
não são só memórias
são fantasmas que me sopram aos ouvidos
coisas que eu nem quero saber!"
Pitty
não são só memórias
são fantasmas que me sopram aos ouvidos
coisas que eu nem quero saber!"
Pitty
a saudades e as lembraças tem sido minhas companheiras constantes, mesmo nos momentos de sorrisos e alegrias. não, não vem por aí uma leva de textos depressivos, nem combina comigo, né? mas são nessas horas que não há muito o que se fazer, que certas lembranças vêm à tona. lembraças inoportunas, coisas que, às vezes, a gente sente vontade de enfiar as mãos na cabeça e arrancar tudo de lá de dentro com as próprias unhas. às vezes pessoas encontra-se em momentos errados e o resultado, na maioria das vezes, é desastroso.
- oi? - ele disse sendo-se ao meu lado.
- oi.
- queria falar com você?
- diga...
- eu queria pedir desculpas... perdão.
[...]
- sobre tudo que eu te fiz.
- você demorou mais de um ano para pensar em tudo que você fez e depois vim me pedir desculpas?
- não, é que eu não tinha coragem de falar com você, medo de você me tratar mal.
- você quem me tratou mal, rapaz. e eu não estou afim de falar do passado.
- eu não mereço isso!
- eu quem não merecia aquilo, vamos deixar essa história no lugar dela, e o lugar dela é o passado.
- eu não quero!
- não quer? e quem é você?
[...]
- eu sou o cara que gosta de você.
- gostar pra mim é pouco, e pouco eu não quero mais.
- não vai me desculpar?
- há muito que você está perdoado, mesmo não tendo pedido, até agora. vamos deixar essa história quieta.
- eu vou te atormentar, até você, ao menos, voltar a falar comigo.
- merda quando mais mexe mais fede.
- eu quero sentir o fedor dessa.
- mas eu não estou disposto.
- você é duro na queda, hein?
- é, a vida, as pessoas que me rodeavam me fizeram isso...
- falando de mim?
- se a carapuça serviu, vista-a!
- você me odeia, né?!
- não... nem isso você tem de mim, mas eu te odiei sim, odiei gostar de você e não seguir te odiar.
- e a gente como fica?
- não fica, e tiver uma maneira de ficar, será você no seu lugar e eu no meu.
- vai ser assim e pronto? vamos esquecer tudo?
- tudo o que, menino? pelo amor de deus, não houve nada, só sexo.
- mesmo o sexo era bom, não era?!
- era...
- então olha pra mim e diz que gosta de mim.
- infelizmente você não vai conseguir isso. já chegou o dia que eu olhei para você e não pensei em cem formas de matá-lo.
- então vamos ser amigos.
- amigos... ha ha.
- ai, sua irônia me mata, sabia?
- jura? nem sinto que faço. perdão.
- amigos?
- amigos... - eu repeti vagamente, levantei-me e sai.
"finalmente eu ouvi o que eu queria ouvir, finalmente minha alma foi libertada" pensei, enquanto olhava aquele céu estrelado da magrugada enquanto caminhava devagar de volta para casa numa rua vazia de gente.
- oi? - ele disse sendo-se ao meu lado.
- oi.
- queria falar com você?
- diga...
- eu queria pedir desculpas... perdão.
[...]
- sobre tudo que eu te fiz.
- você demorou mais de um ano para pensar em tudo que você fez e depois vim me pedir desculpas?
- não, é que eu não tinha coragem de falar com você, medo de você me tratar mal.
- você quem me tratou mal, rapaz. e eu não estou afim de falar do passado.
- eu não mereço isso!
- eu quem não merecia aquilo, vamos deixar essa história no lugar dela, e o lugar dela é o passado.
- eu não quero!
- não quer? e quem é você?
[...]
- eu sou o cara que gosta de você.
- gostar pra mim é pouco, e pouco eu não quero mais.
- não vai me desculpar?
- há muito que você está perdoado, mesmo não tendo pedido, até agora. vamos deixar essa história quieta.
- eu vou te atormentar, até você, ao menos, voltar a falar comigo.
- merda quando mais mexe mais fede.
- eu quero sentir o fedor dessa.
- mas eu não estou disposto.
- você é duro na queda, hein?
- é, a vida, as pessoas que me rodeavam me fizeram isso...
- falando de mim?
- se a carapuça serviu, vista-a!
- você me odeia, né?!
- não... nem isso você tem de mim, mas eu te odiei sim, odiei gostar de você e não seguir te odiar.
- e a gente como fica?
- não fica, e tiver uma maneira de ficar, será você no seu lugar e eu no meu.
- vai ser assim e pronto? vamos esquecer tudo?
- tudo o que, menino? pelo amor de deus, não houve nada, só sexo.
- mesmo o sexo era bom, não era?!
- era...
- então olha pra mim e diz que gosta de mim.
- infelizmente você não vai conseguir isso. já chegou o dia que eu olhei para você e não pensei em cem formas de matá-lo.
- então vamos ser amigos.
- amigos... ha ha.
- ai, sua irônia me mata, sabia?
- jura? nem sinto que faço. perdão.
- amigos?
- amigos... - eu repeti vagamente, levantei-me e sai.
"finalmente eu ouvi o que eu queria ouvir, finalmente minha alma foi libertada" pensei, enquanto olhava aquele céu estrelado da magrugada enquanto caminhava devagar de volta para casa numa rua vazia de gente.

