segunda-feira, 8 de setembro de 2008

história 148: a calourada

no fim de semana eu fui numa calourada de um dos cursos da universidade publica da cidade vizinha. não foi minha primeira vez numa calourada, mas foi a pior delas [pardon moi organizadores] mas não foi legal não. parte por minha culpa e de meus amigos, que resolvemos chegar na festa às 18hrs sendo que a mesma tinha começado por volta das 13hrs [um atraso básico de noiva].

chegar sóbrio numa festa onde todo mundo [ou quase todo mundo] está bêbado, não é das melhores experiências. tem gente que gosta para observar os micos dos outros, mas eu nasci para estar na muvuca pagando todos os micos alcoólicos [ou não] e não para observar e pra mim não foi divertido assistir o outros loucos, porque eu queria estar lá no meio deles.

festa de faculdade sempre me faz lembrar de filmes teen-escolar-norte-americano com suas irmandades com letras gregas, lideres de torcida e capitães de times de futebol americano, somados, à pouca prudência, álcool, sexo e música que me agrada. a diferença dessa calourada com o clichê americano é oceânico, como se desse realmente para comparar. a falta de letras gregas, nada como uma boa lambda, delta, pi [λ, Δ, π] para fazer alguém feliz. não houve sexo, não que eu tenha visto, mas houve muita gente bêbada descendo até o chão e brigando por causa de música.

a música nesse calourada foi um detalhe à parte, ao invés de um electro-pop básico que agrade a todos, a galera só queria ouvir arrocha, forró e axé. fazer o quê? a gente tá na bahia, não é?! experimentaram colocar madonna, no lugar do mil vezes repetido, "chupa que é de uva", mas não foram 4 minutes para o conflito iraque e os eua parecer brincadeira de criança diante confusão que instaurou-se naquela cobertura.

depois disso não aconteceu muita coisa. [suspiro] se eu tivesse chegado mais cedo teria sido melhor, eu tenho certeza, mas como minha amiga disse:
"tem quatro anos de curso pela frente, e muitas festas para acontecer" assim eu espero, meu nome já está no main list da próxima, claro! eu sou brasileiro e não desisto nunca! vou te contar...

sábado, 6 de setembro de 2008

hoje eu acordei...

...com uma vontade louca de escrever, desde muito cedo estou em pé, mas é só agora eu tenho coragem de sentar aqui e começar a apertar essas teclas, não sei direito sobre o que falar, não há nenhuma história para contar, na verdade há, mas nenhuma se encaixa aqui, não agora.

ela disse: "sem pânico"

e eu apenas aguardei as próximas frases virem no MSN, e o que eu mais temia em ler no últimos meses eu li em apenas 30 segundos.

"vou me mudar daqui, mas não mude seus planos"

"sem pânico" gritei em minha mente, e a minha única resposta foi um smile com duas letras "O" maiúsculas, assim: O.O [meu rosto em pânico?] e agora, josé?

ele não explicou mais nada, não disse seus os motivos, ainda. mas eu torço por ela, mais do que qualquer outra coisa, e não egoísta a ponto de querer prendê-la a mim, ou a qualquer outra coisa que não a fará bem. apenas tento não pensar. é nessas horas que você sente necessidade de ter alguém para abraçá-lo e dizer ao pé de seu ouvido: "don't worry, dear. I'm here" não necessariamente em inglês, escrevi assim porque pensei na aula que vai começar daqui algumas horas, enfim.

"sem pânico" ela disse, e é sem esse tal de pânico que eu tenho tanto estar, eu acho. tenho tentando não pensar, não pensar que tudo que eu venho planejando a 5 meses [ou mais] atrás pode ter sido destruído em 30 segundos, em apenas uma única frase, "vou me mudar daqui".

mas ela disse: "...mas não mude seus planos" há como não fazer isso?
minha real vontade é sair correndo, assim, sem rumo, sem saber direito para onde ir. só andar, depois correr, depois... sei lá. tentar apenas não pensar.

é por isso que eu vou terminar esse texto agora, não pensar. tenho prova de inglês para fazer e
falar sobre moda me agrada. enfim... tudo se resolverá, [] porque o tempo é o senhor de todas as respostas.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

história 147: bateu na beesha errada!

sábado, um dia antes da aplicação da prova do enem, estávamos alguns amigos e eu, num bar gls de vitória da conquista, a cidade vizinha. conversávamos, riamos, bebíamos, ao som da belíssima voz de narjara paiva e seu violão. enfim, tudo muito bem, obrigado!

de repente o som parou por causa de uma brita que estava tendo em frente ao palco, nada entre gays, mas entre um gay e um "hetero", pelo que eu entendi, esse tal rapaz hetero, não gostou que o rapaz gay ficou olhando para ele e tomado da fúria de soraya foi para cima do moço gay e deu uma porrada na cara do rapaz, que nem teve tempo de levantar para saber o que estava acontecendo. foi uma muvuca, garçom correndo, gente reclamando [inclua-me nesse grupo] as beeshas da mesa do rapaz gay gritando alto e xingando deus e o mundo. narjara reclamou no microfone e veio um momentâneo silêncio. eis que o hetero grita para o bar inteiro ouvir: "ta pensando o que de mim, viado? eu sou homem, não gosto de bicha não, eu não como cu não?! se ficar me encarando vai levar porrada na cara" acompanhado da frase mais do que preconceituosa e muito mais ainda, corajosa, porque xingar um viado dentro de um bar que só tinha viados, é realmente um ato muito corajoso, veio a sonora desaprovação do bar inteiro, era gente falando para todo lado, um pandemônio. eu finíssima, nem me levantei de minha cadeira.

mas não deixei de observar, a curta distancia, que o rapaz que apanhou apenas disse: "eu não vou brigar com você" e com toda a classe do mundo pegou o celular, discou um número, falou alguns minutos e sentou-se novamente. enquanto isso o hetero, louco do edi, esperneava feito um cobra semimorta no chão. não demorou muito, viu-se luzes e o barulho de um sirene. básico, a policia baixou na frente do bar. o rapaz gay, fazia o soldado laci marinho. sim, ele é da policia civil, estava lá à paisana, e aquele telefonema que ele tinha feito, nada mais era, do que, para os outros amigos policiais. o hetero foi preso e tudo voltou ao normal, coitado, bateu no viado errado.

agora, a pergunta que não quer calar em minha cabeça: o que um hetero vai fazer em um bar declaradamente gls? usemos o bom-senso, não é?! uma pessoa que se predispõe a ir num ambiente assim tem que estar aberto a receber olhares e cantadas vinda de outros homens, porque o ambiente propõe isso. supondo, talvez, a menos provável das alternativas, que ele estivesse ali por causa do som, coisa que eu duvido, ele deveria ter chegado e falando para o rapaz que ele não curtia aquele tipo de aproximação e pronto, mas não, o povo sempre parte para a violência, achando que só porque é gay vai apanhar e nada vai acontecer, mas dessa vez foi diferente e justiça foi feita. infelizmente não é o que temos visto no brasil e no mundo, mas a esperança que as coisas mudem não morre e quando uma coisa assim acontece com gente metida a besta eu fico radiante de alegria. ah, se todos os heteros que fizessem violência contra gays fosse presos ou coisa do tipo, o mundo ia ser um lugar melhor, não ia?! meu sonho, vou te contar...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

uh-hu, fashion!

nossa, já são quase três dias sem postar aqui, nossa que saudade de tudo isso. mas eu tenho um bom motivo para andar meio sumido daqui do blog, estou com um novo projeto. e é exatamente sobre isso que eu vim falar.

gosteria de lhes apresentar meu mais novo filho, o meu mais novo blog:
uh-hu, fashion!, que surgiu assim, do meio de uma conversa informal, dentro de um ônibus.

será um blog um pouco mais sério e muitissimo menos pessoal que o "eu vou te contar...", é uma forma de me aproximar do que eu realmente quero para minha vida profissional, mesmo não sendo profissional ainda.

gostaria de convidar todos vocês quem leêm esse meu blog para que dê uma passadinha lá no "
uh-hu, fashion!". ficarei realmente muito agradecido, vou te contar...