quarta-feira, 28 de maio de 2008

celebridades dizem. é lei!

que é um blog inspirado na seca do nordeste e nas "bestagens" da vida de um nordestino, você já sabe. que é um blog inspirada em helena de páginas da vida [vida longa a manoel carlos], você já sabe. que é um blog com recém-completos [inacreditáveis] um ano, você também já sabe. [então conta uma novidade porra!!!] o que você não sabe ainda [sons de tambores] é que o "eu vou te contar..." tem recebido uma enxurrada de comentários e dentre tantos comentários estão os de celebridades, pessoas famosa, chics e ricas. mas Jarbas, nosso querido autor. tão puro, tão tímido, tão inocente, dentro de toda sua modéstia nunca quis divulgar isso, mas a celebridades resolveram dar sua opinião sobre esse tão maravilhoso blog.


"É um espaço divertido onde todos podem ser livres e felizes. Independente do que está usando... é um lugar pra extravasar e rir muito mesmo sem o efeito de varias substancias ditas elícitas por essa sociedade capitalista, repressora do verdadeiro sentido da liberdade. É diversão sem precisar bater em ninguém, sem armar barracos e sem ser atormentada por espiritos. onde mais a gente encontra isso?!"
Amy Winehouse – Cantora, ex-rehab.




"A melhor parte de ler o 'eu vou te contar...' é que minha atual empregada domestica não sabe ler, nem escrever. Daí eu não preciso jogar meu celular, um cinzeiro ou um jarro de plantas na cabeça dela para ela sair da frente do computador, ou seja, enquanto eu estou lendo as histórias do Jarbas eu não tenho tempo para lançar coisas nas pessoas, nem bater nelas, isso me livra de processos e de lavar privadas por aí."

Naomi Campbell – Top Model, ex-lançadora de objetos à distância.




"No 'eu vou te contar...' eu posso encontrar um espaço legal onde as pessoas não estão falando mal da Britney: 'ela é gorda, ela é magra... e outros desagradáveis'. Eu para falar a verdade, não leio muito as histórias por que eu tenho preguiça, mas pelos títulos de cada uma eu vejo que ele não fala mal de mim e isso me agrada muito.”

Britney Spears – Cantora, Dançarina,ex-rehab, ex-caloura da PUC, ex-skin red]



"o quê? 'brogui'? o que esse tal de 'brog' come?! eu vim aqui pra contar minha música em inglês"

Solange – Ex-BBB 4, Ph.D em Lingua Inglesa.










"O que as pessoas precisam saber saber é que o ‘eu vou te contar... ar...’ é um blog muito divertri... diver... tri ... legal. São histórias, ias bem construídas e inacreditáveis... aveis Tem um valor moral... al. Social.. al e fisolófico altrissimo"

Ruth Lemos – Nutricionista, ista.



"É um espaço democrático e divertido. Pessoas têm fazes diferentes na vida, eu, por exemplo, fui ator pornô, pousei nu varias vezes para uma revista gay, entendeu? Mais eu não faço mais e isso não faz de mim um cara ruim, ta entendendo?! O Jarbas, é o cara, é assim, você lê as histórias e pensa que ele é uma coisa e ao mesmo tempo ele é outra e te deixa na duvida, ta ligado? Acho isso incrível e nesse meu momento novo como ator, eu me inspiro no cara. Tá entendendo?! Eu não me importo que ele seja gay, nem sei se ele é, mais se for, eu não tô nem ai, ta ligado?! Eu não sou homossexual, mais não tenho preconceito de quem é. Tá ligado?"

Alexandre Frota – ator, ex-ator pornô, ex-G Magazine, atual bofe de elite.


"É, assim, eu sei que a gente faz coisas erradas, ninguém é perfeito, somos todos humanos e tal, a melhor parte do blog é saber que ele [referindo-se ao autor, Jarbas] não é um travesti e nem vai tentar enganar ninguém, nas horas que bate aquela preguiça de treinar o ‘eu vou te contar...’ é uma das melhores opções, ainda mais se acompanhado de um pote de sorvete Kibon de chocolate, eu sei que engorda, mas eu vou recuperar boa forma logo"

Ronaldo – jogador de futebol [atualmente confundindo travesti com mulher]


"Eu canto, danço, represento, sou loira e tenho o sonho de apresentar um programa infantil, não sei se o Jarbas tem o sonho de fazer o mesmo, acho bom ele não ter para não ser meu concorrente na Rede Globo quando a Xuxa morrer [risos] vou confessar em primeira mão para vocês, eu disse primeira mão, ou seja, ninguém sabe ainda, que eu leio o blog escondidinha de meus pituquinhos, mas ninguém pode saber disso, já que o meu publico são as crianças"

Carla Perez – canta, dança, representa e se derem opotunidade Apresenta.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

[história 128: pERnilongo]

depois de alguns dias sem nos vermos ele veio me contar a novidade:

- eu mudei de casa.
- serio? e você está gostando da casa nova?
- é bem legal, mas eu não tô conseguido dormir direito...
- ué, por quê? rua movimentada demais?
- que nada, a rua é super tranqüila.
- e qual é o problema?
- então, é que meu quarto está feio de penislongo.

como comentário pessoal eu devo dizer que esse tipo novo de inseto deve incomodar bastante. depende de tipo também, não é?! tem uns que não já nem incomodam tanto assim. vou te contar...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

era assim que eu queria...

eu chego assim de mancinho, silencioso feito uma fera preste a dar o bote. cara de inocente, de quem não quer nada. você sorri, um sorriso safado, olhos pedintes. sem solicitar permissão eu pego em seu braço e o faço encostar próximo em meu corpo. face a face, tão próximos, tão próximos. um beijo demorado, saliva doce, lábios carnudos e língua quente. suspiros, gemidos. eu o empurro você na parede, meu corpo em seu corpo, eu o aporto contra a parede e seguro suas mãos, o beijo, te cheiro, busco você como se fosse um tesouro secreto, por que você seria como uma sede que nunca se sacia, tentaria bebê-lo por inteiro como se tivesse sede de quem está perdido num deserto. sussurro ao pé de seu ouvido: "gostoso!".

com a língua morna lamberia o lóbulo de sua orelha, o cheiraria, beijaria seu pescoço, queixo, boca. suspiros, gemidos, prazer. o afasto de mim, apenas para olhar para seus olhos, tão profundo, como se enxergasse sua alma, como se pudesse ler teus pensamentos, todos eles. você permanece em silêncio. eu com as duas mãos seguro forte sua cintura, aperto, dor e prazer misturados, lhe arranco um gemido. me aproximo novamente de seu corpo, um abraço apertado e sento seu sexo, tão duro, tão rijo quanto o meu está. outro beijo demorado como se as bocas nunca pudessem separar-se outra vez.

a pele esquenta e o suor brota em nossas testas, há urgência em nos livrarmos das roupas. primeiro tiro sua camiseta, devagar. procuro seu mamilo, chupo-o como se fosse uma criança chupando feliz um picolé numa tarde de domingo no parque. você me aproxima de sua boca e me beija, um beijo meio violento, quase grosso. me lambuza com sua saliva, arranca a minha camiseta e morde levemente meu mamilo, chupa-o, lambe e beija. me cheira.
eu o guio até o chão, até o tapete. não há tempo para pensarmos em camas ou lençóis limpos, tudo é muito urgente, mas o mundo parece estar parado. e nós dois ali a nos amar, nos buscar.
fico por cima. olho para você e seguro no seu sexo, riu, você permanece em silêncio, um silêncio que diz muito mais do que diversas palavras. abro o botão, desço o zíper, puxo sua calça para baixo, você apenas aguarda. me aproximo de sua boca e o beijo.
"quer?" eu pergunto sussurrando ao seu ouvido, hálito quente. você não diz nada, fecha os olhos e espera, deseja, sente, antes mesmo de acontecer. vou descendo, beijando-o, lambendo-o. primeiro pescoço, tórax, mamilos, costelas, uma por uma, umbigo. enquanto isso minhas mãos tiram sua cueca, sinto os pêlos pubianos. seguro seu pênis, firme, gosto do que tenho em minhas mãos. faço pequenos movimentos de vai em vem, você geme e olha para mim. em seu silêncio você me pede: "chupa?"

aproximo seu pênis de minha boca, lambo-o, chupo-o devagar, e não paro com o movimento de vai e vem, você geme, se contorce, segura em minha cabeça e eu não para de chupá-lo, de masturbá-lo. você levanta como se acordasse de um trance, me beija com força, crava suas unhas nas minhas costas e me faz gemer de prazer e dor. arranca minha bermuda e cueca, me deita de bruços e me penetra devagar, você me invade, me possui sem ao menos perguntar se podia, mas sabe que eu gosto, sabe que eu quero. por trás você beija minhas costas, morde, lambe e o movimento não pára, mão e contra mão. sabores doces e salgados, o suor, gemidos de contentamento, de consentimento, de estar gostando da mistura de dor e prazer.

os movimentos se aceleram, mudamos de posição, fico de lado, você acelera, me masturba, gememos, sussurramos frases não compreensíveis. peço que não pare, você urra feito um animal, se contrai, o vai e vem fica cada vez mais rápido, mais rápido. você geme alto, contrai os músculos e anuncia o gozo, mas não para de me masturbar, eis que chega minha vez de gozar, e assim como se todo o mundo voltasse a girar outras vez, ficamos assim parados, respiração descompassada, me viro e fico de frente para você, lhe beijo, um beijo singelo, calmo. você me sonda com o olhar, atrás de um sorriso mundo você abri sua boca para as primeiras palavras desde que cheguei, você diz: "eu te amo!".

quinta-feira, 15 de maio de 2008

[história 127: monga, a mulher gorila]

era férias de verão e eu estava visitando minha avó e tios na cidade deles; eu tinha pouco menos de doze anos. era dias sem ter muito o que fazer, mas eram dias diferentes e isso era realmente excitante para mim. só o fato de estar longe de minha casa já era algo que me fazia arrepiar.

eis que por intermédio de uma vizinha ficamos sabendo que um parque de diversões estava na cidade. foi aquela animação e tudo mundo queria ir. eu achei aquilo a coisa mais maravilhosa do mundo, era como se eu tivesse ganho ingressos para a área vip de um show de madonna, com direito a foto e autografo da diva após o show.

sábado, fim de tarde e lá estava eu todo arrumadinho, tomado banho, cabelinho penteado, me segurando para não explodir de ansiedade. pegamos um coletivo e fomos para o parque. meus olhos encheram d'água quando e vi as luzes, as risadas, as pessoas, os balões de gás, o algodão doce, as maças do amor, tudo era tão colorido e mágico, mas foi uma casinha mal construída e pintada de preto que chamou minha atenção; acima da porta pequena havia um letreiro de letras mal feitas onde podia-se ler:

MONGA - A MULHER GORILA.

depois de brincar em todos aquelas brinquedos típicos, comer muito, todos começaram a falar em ir embora, mas eu não tirava a casinha mal construída da cabeça e pedi meu tio para me levar lá.

uma breve descrição de meu tio: faixa preta de fung-fu, quase dois metros de altura, ombros largos [101 cm para ser exato] 53 de bíceps, ou seja, um armário que andava e falava.

lá fui eu segurando na mão de meu tio para o o encontro com monga, a mulher gorila. outras pessoas entravam na casinha, lá dentro era abafado e mal iluminado, havia à frente um palanque, ligeiramente alto, em cima do palanque uma jaula. uma música tribal começou a tocar, uma voz rouca invadiu todo o ambiente: "senhoras e senhores, é com prazer que eu lhes apresento, vinda das mais selvagens matas africanas, MONGA, a mulher gorila” uma mulher de biquíni entrou na jaula e começou a dançar sinuosamente, muitos assovios e gritos dos homens. ele continuou: “linda, não é?! mas essa mulher foi amaldiçoada” [eu arrepiava o corpo inteiro] “desde que foi amaldiçoada quando monga fica nervosa ela sofre uma transformação” a mulher começou a balançar a grade e a gritar, algumas pessoas recuaram, piscou a imagem de uma gorila raivoso sobre o corpo da mulher. o locutor alterou o tom de voz: “mas não se preocupe, monga é boazinha” a mulher estava praticamente derrubando a jaula, meu tio continuava imóvel, eu tremia da cabeça aos pés. o locutor gritou: “monga está nervosa” a grade estava quase caindo e no lugar da mulher agora havia um gorila enorme, melhor, alguém enorme vestido de gorila. “monga está muito nervosa” os ferros da jaula rangeram alto e com um baque surdo o monte de ferro velho veio ao chão, gritos ao meu redor, gente correndo para todos os lados, meu tio imóvel, eu tremendo por inteiro, monga rugiu alto e desceu do palco. na portinha que antes dava para passar apenas duas pessoas por vez, agora estavam passando cinco, para piorar tudo uma luz feito flash de uma maquina fotografia começou a piscar e o que se via era uma espécie de foto ao vivo de uma monga correndo para todos os lados segurando nas pessoas, dava uma balançada depois soltava. e o que eu mais queria era que monga viesse até mim, assim eu poderia dizer depois que monga tinha em mim, mas monga comentou um grande erro. segurou no braço do meu tio primeiro, ele olhou para ela(e) e disse: “solta de meu braço agora se não eu te dou uma porrada” sem pensar duas vezes a pessoa vestida de gorila soltou o braço de meu tio e nem próximo de nós encostou de novo. fomos uns dos últimos a sair da casa, eu quase chorando, na quase mal construída, pinta de preto, sem brilho como os outros brinquedos, um de meus sonhos de infância tinha sido destruído. voltei para casa desiludido e nunca mais quis saber de monga, a mulher gorila outra vez. vou te contar...