terça-feira, 22 de abril de 2008

[história 121: elas estão olhando...]

vocês se lembram que eu contei [história 082] a história de minha vizinha, velhinha que vivia viajando com os filhos e não desligou o telefone antes de viajar e o maldito telefone tocava de madrugada e me atrapalhava dormir? pois é, ela voltou. [sons de fogos de artifício] e voltou com uma das filhas e uma neta.

nossa casa é separada por um muro, só que o terreno da casa dela é ligeiramente mais baixa do que a minha, a janela da cozinha da vizinha dá visão direta para dentro de meu quarto. eu, acostumado com a ausência da velha, nem me liguei que a dita cuja tinha voltado. sai do banheiro depois do banho e entrei no quarto [janela aberta] tirei a toalha e nu caminhava dentro do quarto enquanto penteava os cabelos, conferia a espinha nova no meio do meu queixo, examinava falta barriga. veio aquela sensação de estar sendo observado.
pensei: "que nada, paranóia, não tem ninguém na casa ao lado". quando eu olho para o lado [só para conferir] estava a velha, a filha e a neta paradas e olhando para mim. eu olhei para elas também, sorri, fiz a linha kátia cega [vamos fingir que não vimos nada] e continuei nas minhas atividades normais.

cueca, desodorante, bermuda, perfume e camiseta.

era o que me faltava, paparazzi na casa ao lado. concordem comigo, olhou e me viu nu, continuaram olhando é porque gostaram de alguma coisa, não é?! só tenho uma coisa a dizer: “no flashes, please!” me sentindo a britney spears. vou te contar...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

[história 120: enquanto isso no "xete laine"]

[jarbas] entra na sala:

moreno_sarado diz para [jarbas]: oi gatinho quer tc?
[jarbas] diz para moreno_sarado: olá, quero sim
moreno_sarado diz para [jarbas]: tc de onde?
[jarbas] diz para moreno_sarado: interior da bahia.
moreno_sarado diz para [jarbas]: serio? eu tb
[jarbas] diz para moreno_sarado: de onde vc é?
moreno_sarado diz para [jarbas]: lugar x
[jarbas] diz para moreno_sarado: wow! bem próximo, eu sou de Y.
moreno_sarado diz para [jarbas]: legal, como vc é?
[jarbas] diz para moreno_sarado: eu sou feio.
moreno_sarado diz para [jarbas]: duvido. descreva como você é fisicamente então.
[jarbas] diz para moreno_sarado: alto, magro, perna fina, acne no rosto, cabelos e olhos preto, boca carnuda.

moreno_sarado saiu da sala.

ops! depois dizem que falar a verdade é sempre a melhor opção. vou te contar...

a novidade agora é:

a partir das 10:10 da manhã de hoje eu sou o mais novo professor de inglês da quinta série. [rezem por mim]
já consigo me ver sozinho na sala, toco de giz na mão e no quadro-negro escrito: "salvem a professorzinho".





I'm gonna tell you...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

segunda-feira, 14 de abril de 2008

[história 119: segura, se não cai!]

minha mãe inventou de passar uma mega cera polidora de chão na cerâmica de minha casa durante o fim de semana que eu estive fora. azar meu e de minha cachorra - coitada não fica mais em pé de tão liso que o chão está. [k.y?]
eu chego de viajem e abro a porta, olho para o chão tão brilhante, tão limpo, minha mãe com um largo sorriso como se dissesse: “rá! eu sou a responsável por isso, tá limpo, não está?! diz que está!” minha cachorra veio ao meu encontro na porta – como é de costume – mas a coitadinha não parava em pé até parecia que tinha uma doença nas perna. no trajeto até se aproximar de mim a coitada da cachorra caiu umas três vezes. daí minha mãe me alerta:

- cuidado com o chão esta um pouco lizinho.

um pouco? como ela é modesta, o chão estava tão brilhante que eu me via refletido como num espelho – exagero!

num chão desses tapetes são praticamente armas mortais, lá vou eu numa boa [la la la] na cozinha ver algo para comer, quando eu piso o pé esquerdo naquele tapetinho que geralmente as mães colocam próximos da pia, minha perna esquerda foi para frente junto com o tapete e direita ficou, eu girei 360° graus norte segurei no armário e consegui não cair. ufa! Mas um braço meio desorientado bateu numa tampa de panela em cima da pia que voou para o outro lado da cozinha e se espatifou no chão num barulho ensurdecedor, ai veio minha mãe correndo querendo saber o que era. reclamo do chão e ela fez a linha kátia, fingindo que não estava escutando a reclamação do chão perfeito dela.

- o que a senhor passou nesse chão, mainha?
- uma super cera, que dá brilho e lustra.
- essa é boa, não é?!
- ótima, vou usar sempre.
- NÃO!
- oxe menino, por que não?! eu adorei essa cera.
- não, a cera é boa, mas deixa o chão muito liso.
- não começa implicar com minha cera não, estou selando pele limpeza dessa casa, se você quiser viver imundice você avisa que eu vou me mudar daqui... [daí seguiu-se um texto de 10 minutos sobre o quanto era bom ser limpo e que ela adorava limpeza] e eu me dei por vencido, mesmo porque eu não ia lavar a casa inteira para tirar a cera.

agora eu fico aqui tentando não cair e quebrar um perna ou um braço, fugindo de tapete igual o diabo corre da cruz, quem sofre mesmo é minha cachorra que já não sabe mais o que é ficar em pé. vou te contar...