quinta-feira, 10 de abril de 2008

[história 118: escola é para educar?]

lá estava eu na minha sala maldizendo a vida por não ter nada para fazer, tudo tão chato e parado. aff. batem à porta com urgência, levantei como se tivesse uns duzentos quilos nas costas. abri a porta da sala, era uma das disciplinadoras [vixe lá vem problema a – pensei].

- corre, briga no corredor - ela disse.

animei na hora, briga? ai delicia, finalmente alguém resolver fazer alguma coisa na vida.

- de quem? - eu perguntei.
- do aluno fulano com o coordenador e a diretora,o pau está comendo.
- jura?
- vai lá ver, milagre que você não escutou a gritaria daqui.
- gritaria? [ai meu deus a coisa estava forte mesmo]

tranquei minha sala e fui correndo para ver a tal briga. no caminho a disciplinadora me contou os por menores. parece que umas colegas do tal aluno falou que ele era viado, o menino sem muito juízo na cabeça pediu para ir no banheiro e combinou com um amigo para mandar a meninas que o chamaram de viado ir depois, num é que o diabinho endureceu o pinto e quando as meninas chegaram ele mostrou o pinto duro para elas e gritou para elas pegaram porque aquilo era o viado dele [medo dessa criatura] as meninas correram e chamaram a coordenação. o tal coordenador foi atrás do aluno do pinto duro, levou o menino para a diretoria, enquanto ele falava como o menino, o mesmo foi possuindo por alguma entidade maléfica gladiadora e foi para cima do coordenador para bater, a diretora que é esposa do coordenador estava perto na hora foi ajudar o marido a não apanhar – ou apanhar junto com ele, sei lá – esse menino começou a xingar a diretora de tudo quanto foi palavrão que vocês puderem imaginar na vida, enquanto isso uma das secretaria ligava para mãe do aluno. a mãe do menino chegou, pensando todo mundo que o menino ia acalmar – pobre de quem pensou isso. foi aí que o cão baixou mesmo, o menino foi pra cima do coordenador de novo, agora por ter chamando sua mãe na escola, a mãe foi segurar o menino, mas acabou levando umas porradas, [povo amavél, não é?!] só sei que na hora que eu cheguei a diretora estava gritando:

- se você não respeita sua mãe, nem ninguém eu vou ligar para a policia.

a mãe do menino começou a ter uns acessos de desfalecimento, como se fosse desmaiar alí mesmo, eu só olhando, e ela gritava:

- não, policia não, pelo amor de deus, policia não.

o circo estava armado, e aluno saindo de sala para ver, professor, secretarias, a escola parou para ver o bafão. e eu que não sou besta nem nada, não perdi tempo com a briga, aproveitei e fui embora sem ninguém me ver (6)² no fim o tal aluno foi suspenso uma semana e eu tirei metade de uma manhã de folga, como dizem por aí: “há males que vem para bem” não é verdade? vou te contar...

terça-feira, 8 de abril de 2008

[história 117: quem sobe no seu palanque? 2]

cacófato é uma coisa que eu realmente amo. e o que é um cacófato? vejamos a definição do dicionário michaelis:

ca.có.fa.to: s. m. cacofonia.

ca.co.fo.ni.a: s. f. gram. encontro de palavras ou sílabas que soam desagradavelmente; exemplo: ela trina muito bem.

diga-se de passagem, quem assistiu a serie que da tv globo que tinha selton mello como protagonista chamada o sistema, tomou um banho de cacófatos, muito engraçados. mas o que tudo isso tem haver com a história? veremos agora...

nessa época de eleições é bem praxe dar camisetas com fotos, números e slogan do candidato, para os possíveis eleitores, não é?! pois bem, a senhora que estava candidatando-se para ser vereadora distribuiu durante o comício camisetas com sua foto e número para os possíveis eleitores.

o comício segui-se como estava determinado. todos os outros candidatos subiram no palanque, todos falaram coisas ridículas e sem nexo e não muito diferente dos outros essa senhora subiu no palanque também. ela começou a fazer um discurso de que iria mudar a zuna rural, que era o povo mais precisado etc. e tal [não discordo dela] jogou uma idéias absurda e povo batendo palma. quando ela estava no fim do discurso ela olhou para um rapaz que estava na primeira fila, bem em frente ao palco. ela apontou para ele e disse:

- eu já dei as blusas, agora dessas calças que eu quero dar.

o povo parou, silencio. o rapaz ficou roxo de vergonha. o candidato a prefeito no palanque ficou vermelho, roxo, azul com listas e bolinha. tudo mundo ficou sem entender nada. eu no meio da galera quase morrendo de tanto rir; e ela? nem sim importou e continuou falando, como se nada tivesse acontece, na verdade nada realmente aconteceu, ela perdeu as eleições para falar a verdade ele teve apenas três votos, dizem por aí que nem ela mesma votou nela. gente para votar nela? ter, tinha, mas acabou que ninguém votou. penso que até hoje ela não entendeu o cacófato que ela soltou. é assim, não é?! vou te contar...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

eu...

não sou rico, mas eu tenho todo o dinheiro que preciso.
tenho casa, comida, roupa lavada e uma cama confortável para dormir.
não passo frio e nem passo fome.
uso roupas de marca e cuecas que custam quase o preço de uma sesta básica.
uso perfumes importados.
vivo circulado de gente, sou popular e tenho estilo.
sou inteligente e simpático.

mas a única coisa que eu queria era um abraço e ser amado.




domingo, 6 de abril de 2008

- a senhora quer se oposentar?

- quero sim, meu filho.
- para aposentar a senhora sabe que precisa já ter trabalhado.
- eu já trabalhei.
- trabalhou em que?
- puta.
- como assim, puta?
- puta meu filho, puta, biscate, rapariga. puta ué, vai dizer que nunca comeu uma?!
- desde quando a senhora é puta?
- desde que eu era novinha.
- e sua familia? sua mãe? seu pai?
- minha mãe era professora.
- olha, que bom. e seu pai?
- meu pai era professor.
- que interessante, pais professores. a senhora tem irmãos?
- uma irmã que também era professora.
- caramba, com uma familia de professores e a senhora virou puta?!
- tive sorte, não tive!?

[...]

gostou do dialogo? então entre na comunidade do orkut clique aqui.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

[história 116: NÃO mexe com quem está quieto!]

depois de uma breve turbulência, esse blog volta às suas atividades habituais. [amém]

sabe aquele antigo personagem do programa terrivelmente ruim da tv globo chamado zorra total, é de Patrick que eu estou falando, vocês se lembram de do bordão dele? "não mexe com quem está quieto" pois eu devo dizer que ele está certíssimo, vejam porque:

pois bem, há muito, muito tempo eu devia ter uma treze anos de idade. Nós costumávamos nos reunir todos os dias à tarde para brincar por aí. nesse tempo uma de minhas melhores amigas era o terror do grupo, era aquela menina que tudo mundo tinha medo porque ele batia em todos. eu que não era besta nem nada, conquistei a amizade dela e nós dois não nos desgrudávamos o que era bom pra mim porque ninguém vinha querer me bater que ela me defendia. nesse dia nós estávamos brincando perto da casa dela, correndo horrores, tudo mundo sentiu sede, e lá fomos ela, mais dois amigos e eu buscar água para tudo mundo na casa dessa amiga. eu era habituado entrar na casa dela, almoçar, jantar, mas já tinha um tempo que eu não entrava lá. ela abriu o portão da frente, seguido de uma rampa, depois a garagem a porta de entrada, sala, corredor com quartos de cada lado e no fim cozinha e quintal. não tinha ninguém na casa dela, ela acendeu a luz da sala clareando o ambiente e revelando um quadro antigo com uma menina e um rapaz. eu comecei a rir disfarçadamente, o menino devia ter uns cinco anos e a menina da fotos uns três. o menino até que estava bonito, mas a coitada da menina estava com o cabelo inchado feito uma juba de leão e tinha uma chupeta na boca e um expressão de susto, penso que por causa do flash na hora foto. nós fomos até a cozinha tudo mundo bebeu água ela pegou um copo, encheu a jarra de água gelada para os outros e nos ofereceu banana, tudo mundo pegou uma. eu voltei para sala antes do que todos comendo minha banana. lá sozinho comecei a rir sem disfarçar. o povo chegou e perguntou do que eu estava rindo, eu disse que era da menina da foto. minha amiga ficou vermelha.

- é algum parente seu fulana? - eu perguntei.
- não sou eu - ela respondeu com a cara amarrada.

o efeito foi maior do que se tivessem me contado a mais engraçada das piadas. eu comecei a rir descontroladamente e minha amiga foi ficando vermelha de raiva e pedindo para eu parar e foi saindo da casa, eu saindo junto rindo feito um idiota, era uma daquelas crises de riso que você não se controla e ri, ri, pára e volta rir de novo. eu só sei que eu ia rindo à frente do grupo quando de repente me veio um chute na perna e eu caí no chão exatamente na rampa inclinada, era minha amiga quem tinha me derrubado, eu tentei levantar, mas minha amiga me segurou descascou a banana e começou esfregar no meu rosto, depois me empurrou na rampa e eu sai rolando, eu parei de rir? não. isso deixou-a mais furiosa ainda, ela pegou a jarra de água e jogou toda a água em mim.
lá estava eu, melado de banana e molhado de água gelada, agora sim. eu parei de rir.
hoje quando lembramos dessa história rimos muito, e a foto continua na parede, eu continuo a freqüentar a casa, mas não ouso mais rir da mesma. sabem como é, não quero arriscar outra bananada. vou te contar...