quinta-feira, 13 de março de 2008

vou te contar... [ano 1]

a criação da roda, a chegada do homem na lua, a queda do muro de berlim, os jogos panamericanos no brasil, gisele bündchen modelo mais famosa do mundo, o nascimento de dercy gonçalves [era jurassica], a construção dos jardins suspensos da babilônia, a queda da torre de babel, a explosão da bomba atômica no japão, o assassinato da kennedy, a invensão da internet [aliens?], a tv digital, a decodificação do genoma humano, a queda do world trade center, o aquecimento global, nada disso se compara ao primeiro aniversário do eu vou te contar... pretensão pouca é besteira meu amor.

[sons de fogos de artifício chineses]


há um ano atrás lá estava eu numa manhã sem ter nada para fazer [para variar], quando resolvi abrir um blog antigo, tão antigo quanto titia dercy. reli todos os tópicos e me senti um idiota maníaco depressivo [?] ôh, sim por quê? todos os meus tópicos era tristes e sem noção. tentava eu ser profundo, filosófico e poético? [...] na verdade não sou chegado a filosofias, não no meu blog - isso sempre acaba em tragedia. mas naquela hora eu tive um insight e pensei sobre minha vida, a vida dos outros, o universo, biscoitos recheados de chocolate, britney spears e tudo mais e adivinhem, percebi que minha vida não era uma tragédia grega e sim uma sitcom com pitadas de mangás. não iria adiantar tentar fazer a linha mulheres de atenas, porque eu era power ranger [joga no google, sem infância] naquele momento eu tive um idéia [plim] resolvi criar um blog de humor, sim eu era um pateta/palhaço e lembrei de frederic nietzsche [como eu sou chic] quando ele diz: "torna-te quem tu és" e eu tenho tentando desde então... deletei o blog antigo, e comecei o blog novo. uma nova era inicio no sertão do catiringongo, no meio da caatinga, inspirado em páginas da vida e helena de manoel carlos, nasceu [tan tan tan] o eu vou te contar...


essa é aquela hora que seus amigos gritam: "discurso, discurso, discurso"

tenho pensado num texto digno de j.r.r tolkie, mas no fim acabei deixando para ultimo hora e esse texto tem pouco mais de minutos. sem promessa, sem nada ... todo artista quando dá sua primeira entrevista diz: "eu não esperava estar aqui" será?! não serei muito diferente, porque eu realmente não esperava estar aqui. pensando bem, eu tive tantos blogs antes desses, templates tão lindos. e porque esse deu certo? não quero explicações, não as me dê. talvez fosse para ser, sei lá. só sei que a gente tem que ir pra frente, porque atrás vem gente [ui delicia].

antes de terminar esse texto chatissimo [eu admito] devo agora agradecer todos vocês que lêem meu blog, meu sincero muito obrigado. você que le e não comenta, aos que comentam, os que me chamam de viado nos comentários - acho graça, mas ainda tenho que deletar. todo mundo que foi um cometa aqui, passou, brilhou e foi embora e aos que são estrela, vieram, brilharam e continuam brilhando. espero continuar muitos outros anos e aprender mexer no template do blogspot.com. muito obrigado, de verdade. agora chega! merda pra todo mundo... chega vamos parar com essa coisa de cerimônia do oscar.


logo, logo tem história nova. eu ainda vou dizer muito:
vou te contar...

quarta-feira, 12 de março de 2008

contagem regressiva...



amanhã será um bom dia... eu tenho certeza!

segunda-feira, 10 de março de 2008

[história 111: aquele cheiro que me perseguia]

tudo começou num dia que eu resolvi acessar a internet numa lan house no intuito de vasculhar a rede com total anonimato [hacker?]. quando eu entrei na lan veio ao meu nariz um fedor, daqueles de arder o fundo nariz, uma mistura de bicho morto com ovo podre e gambá. quem já sentiu cheiro de gambá? uau, fede mesmo – não que eu tenha contato com o mamífero, mesmo morando no meio do mato, mas que o sente uma vez não esquece jamais. mas esqueçamos os gambás. eu usei a internet menos tempo do que pretendia porque o cheiro estava realmente muito ruim.

dias se passaram. lá estava eu na feira caminhando despreocupadamente quando senti o cheiro mais uma vez, o menino da lan house passou do meu lado e me cumprimentou, quanto mais ele se afastava mais o cheiro amenizava. tive um insight. no dia seguinte teve uma festa à noite, eu fui. caminhando entre as pessoas senti o cheiro mais uma vez, comentei com os amigos e ninguém sentido o tal cheiro e eu fiquei tirado de doido, todo mundo falando que era coisa de minha cabeça. fizemos aquela rodinha que os amigos geralmente fazem em festa, dançávamos e conversávamos animado, quando uma amiga segurou no meu braço e disse:

- gente, que cheiro ruim!

seja uma pessoa má: faça o teste você mesmo: quando alguém fala: "olha que cheiro ruim". o primeiro reflexo que nós temos é de puxar o máximo de ar com o nariz, para conferir, mas na verdade deveríamos fazer do contrario, não?! pois foi bem isso que nós todos fizemos, eu dei aquela cafungada, na hora que o cheiro chegou ao meu nariz, veio aquela ânsia de vomito, os outros tampando o nariz e reclamando o odor. olhei para lado, adivinha quem estava passando por nós?! o menino da lan house. devo admitir que fiquei muito feliz por meus amigos terem sentindo o cheiro também, compartilhar o fedor foi reconfortante. minha primeira reação foi jogar na cara de tudo mundo que eu não estava doido nem nada. eis que começou a discussão sobre a origem do cheiro e tal e quão ruim era o odor.

eu contei sobre a desconfiança que eu tinha que de que era o menino da lan house, concluímos que o cheiro vinha dele, para ter uma coisa concreta [até parecendo caso policial] selecionamos dois amigos para passar perto dele, não deu outra, na hora que eles voltaram estavam praticamente verdes por causa do bodum, comprovando assim que o cheiro ruim vinha mesmo do mocinho da lan.

comecei a pesquisar das pessoas que freqüentavam a lan house mais do que eu e todos falavam que era realmente dele o cheiro forte e que o fedor vinha das axilas dele. caramba falando assim não dá pra entender mais o cheiro é tão ruim que seja a ser nauseante, fiquei com pena do menino, lembrei-me que quando estava na puberdade [falando assim até parece que eu sou bem idoso] também tinha cheiro forte, mas minha mãe psicótica por limpeza me mostrou os benefícios de um bom desodorante.

hoje, eu não saiu de casa sem um banho, desodorante e perfume, acho que higiene é coisa básica para todos os seres humanos. ai vieram me dizer: "ah, é que ele é pobre" epa! eu sou pobre e nem por isso eu tenho o rio tietê debaixo dos meus braços. pobreza não é sinônimo de sujeira e fedor. outra coisa, ele trabalha, não tem dinheiro para comprar um sabonete? ou um perfume de alfazema? me dá vontade de falar com ele, mas não tenho intimidade para tanto. só fico pensando deve ser muito difícil viver com um rato morto debaixo do sovaco, vou te contar...

sexta-feira, 7 de março de 2008

[história 110: camelô?! ]

uma história recente e bem rapidinha porque não vou ter tempo de entrar aqui no fim de semana.

celular toca. [número conhecido] eu começo:
- oi, meu amor.
- oi, Jarbas, chegaram aqui na ótica uns óculos lindos, lembrei de você, passa aqui.
- vixe, nem acenda meu espírito consumista.
- que nada, é que os óculos são lindos mesmo e tenho certeza que vão combinar com você.
- ó paí ó, fica me elogiando para eu fazer uma feira na ótica.
[risos]
- claro! eu preciso ganhar minha comissão.
- ai ai viu.
- então você passa aqui?
- eu vejo, mas não garanto nada.
- esperando você então, beijos.
- beijos.

quem disse que eu consegui trabalhar em paz depois disso. toda hora eu lembrava dos tais óculos e ficava imaginando como seria os óculos que combinavam comigo. bonitos? feios? grandes? pequenos? no fim eu acabei indo na ótica depois do trabalho.

não é que a biscate adivinhou que os óculos eram de meu gosto. mas também eram os mais diferentes que tinham lá, e adivinha? os mais caros também, depois de muita insistência e tentativa de resistência levei dois óculos para casa.

comecei a usar um deles [o vermelho] e tudo mundo elogiando meus óculos e eu me sentindo Gisele Bündchen fazendo a propagando a vogue eyewear, mas nem tudo são flores – tinha que ter essa parte, não é?

chego eu num grupo de amigos, cumprimentos e tal, um dos meninos que não é muito chegado olha pra mim e diz:

- cara, que óculos lindo.
- valeu. [ai delicia chegar recebendo elogios]
- poxa, em qual camelô você comprou esse?

camelô? aí a pessoa está forçando, chegou me dar um gelo no estomago e boca ficou seca de raiva; sem contar que meus amigos ficaram tirando onda com minha cara.

- camelô?! – eu disse – eu lá tenho cara de gente que compra óculos em camelô, o pcc não vê o dinheiro dessa aqui não, pode ter certeza.
- ué, você comprou onde então?
- ótica. já ouviu falar disso alguma vez?
- ah, desculpa aí.
30 segundo de silêncio depois e fala de novo: - mas iaê, você vai dar ele pra mim?
- claro que não.
- eitá, como você ruim.
- no dia que você trabalhar você vai entender.

e eu não disse mais nada, até parece que eu vou gastar dinheiro comprando coisa para dar para vagabundo. cada coisa que eu vejo nesse mundo, vou te contar...

terça-feira, 4 de março de 2008

[história 109: uma noite bizarra, muito bizarra]



[ao som do new young pony club]

responda a equação abaixo:
a) jovens + tédio + bebidas alcoólicas + mas lugar remoto =

eu penso que é consenso responder que a soma desses fatores resulta em: putaria e muita “coisa errada” e bizarra. alguém não concorda? há não ser que os jovens sejam um bando de evangélico, até parece, evangélico estão piores do que os do “mundo”.

enfim, vamos a história...
estávamos todos de férias e estávamos todos sem ter nada pra fazer, era noite e a praça estava vazia de gente, há não ser nosso grupo, éramos em 8 praticamente uma gangue terrorista. alguém teve um insight e deu a idéia, uma daquelas idéias que você fala sabendo que ninguém vai querer fazer porque é uma coisa muito absurda do mundo, mas que você acaba falando para não dizerem depois que você não falou nada.

- vamos comprar umas bebidas e ir para barragem ver o céu e ficar por lá conversando e tal.

sim, aqui tem uma barragem, que forma um açude grande, a gente fica sentando nas pedras. imaginem você como é o céu daqui numa noite sem nuvens e no meio do nada totalmente escuro. uma visão realmente singular e indescritível. alguém explica a lei do imprevisto? não. porque é imprevisível [dããã! ai que piada sem graça] não sei bem porque, mas todos aceitaram ir para a barragem, compramos as bebidas e partimos. no meio do caminho encontramos um conhecido que já estava ligeiramente bêbado, quando viu mais bebida decidiu ir conosco.


quando chegamos lá, sentamos nas pedras, bem próximo a água, silêncio, estrelas e a brisa fresca – muito bom ficar assim. conversávamos sobre tudo, contudo o álcool foi entrando as vozes foram ficando mais altas, as risadas foram chegando. e a bizarrice começou.

primeiro foi dois amigos que tiraram umas pedras do lugar e acenderam uma fogueira – até ai tudo bem. depois foi minha amiga quem revolveu levantar – sabe lá deus pra que – e enganchou um dos pés nas pedras e foi caindo em câmera lenta fazendo um escândalo que parecia que ela estava sendo estuprada por um gorila africano. eu [ai que vergonha] possuído pelo espírito de iemanjá queria entrar dentro da água com seus míseros quarenta metros de profundidade, eu com água até os joelhos e povo gritando para eu voltar, gente chorando, uma novela mexicana, voltei.

não para por aí, uma amigo começou a dar pinta meio do povo e ficou mais fechosa que david brasil, nanny people, rogéria e léo aquila juntos num darkroom da com atores pornô da Bel Ami. já outro que tudo mundo dizia que era gay beijou a boca de uma das meninas, deixando tudo mundo de queixo caído.


para fechar a noite com chave de ouro, lembra aquela conhecido que seguiu a gente quando viu a bebida?! pois é. de repente, mas muito de repente mesmo ele virou pra gente e disse: “eu tocar uma punheta aqui, quem não quiser ver não olha” quem disse que eu alguém prestou atenção. tinha muita coisa acontecendo, muita gargalhada alta. só sei que quando eu olhei para o lado e vi aquele menino ridículo, horrível com o pinto mais preto da cabeça mais vermelha que eu já vi na minha vida fazendo caras e bocas enquanto se masturbava despreocupadamente como se tivesse no seu próprio quarto quase morri de nojo – arrepio só de lembrar. pense na guerra quando as meninas viram a situação – uma cena hilária. elas gritavam e tentavam correr - coitadas. ele nem manifestava alguma reprovação, mas como eu sempre digo, bizarrice pouca é besteira. entre os gritos das meninas, o nojo e todo mundo, ele vira pra gente e diz:

- gente, eu tô falhando, não tô conseguindo não... ajuda aí.

ajuda aí? quer dizer, o que ele quis dizer com isso? melhor nem procurar saber. foi como se tivessem feito um feitiço, foi tão absurdo o "ajuda aí" que tudo mundo fez silencio instantâneo e olhou para ele.

- ajuda aí? – eu disse [tinha que ser eu] – como você acha que a alguém aqui pode te ajudar?
- porra, sei lá... pede as meninas para falar umas putarias aqui no meu ouvido.
- deus me livre.
- eu nem encosto perto de você.
- prefiro a morte afogada com Jarbas.
- ei, não me mata não.
- ei cara, para com isso, se toca, quer dizer, para de tocar, que nojo.

detalhe que durante o dialogo ele não parou de se masturbar, mas o pinto dele tava meio mole, meio duro, sei lá. eu não entendo bem como alguém pode falhar se masturbando, na verdade nem sabia que isso era possível, mas de qualquer maneira, ele dizia estar falhando, ou estava tentando tirar proveito das meninas por ela estarem alcoolizadas.


engraçado, quando estamos alcoolizados as coisas parecem não nos incomodar, eu digo por mim, se fosse num dia que eu tivesse sóbrio ele viesse se masturbar na minha frente eu tinha dado um piti tão grande que ele ai sair com uma quente e outra fervendo de perto de mim. francamente asssim não dá pra viver no mundo, quem a gente quer ver tocando uma não aparece [cof. cof. cof.] só parece essas coisas sujas e feias , mas enfim... para terminar a história ninguém teve coragem de falar as tais putarias no ouvido dele, ele não parou de se masturbar e nós tiramos um monte de foto da bizarrice, mas o clima foi acabando e ficou chato ficar lá. viemos embora antes da hora prevista e nem esperamos o coitado gozar – ôh pena. bom que ele nem ficou com a gente na rua, disse que tinha que terminar umas coisas na casa dele - vamos todo fingir que não sabemos o que.

eu queria muito postar umas fotos dele aqui, mas a digital de minha amiga caiu no meio da rua e todas as fotos sumiram, era a única câmera lá, ou seja, sem fotos, sem provas do crime, até melhor porque aquele pinto era feio demais – ui que nojo. gosto nem de lembrar, vou te contar...