terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
[história 104: é verme!]
amarelado?
eu que sou preto, praticamente zumbi dos palmares, amarelo? pois é, diz ela que é verme [lombriga] na barriga e que eu preciso beber uns remédios e vitaminas.
lá estava eu na santa paz do senhor jogando the sims 2 beijando horrores [ao menos no virtual] quando chega me mãe com uma sacola, senta na cama e começa:
- aqui está o remédio de verme para você, é dose única, você bebe esse hoje e amanhã de manhã começa beber essa vitamina com sulfato ferroso que é pra deixar você menos desnutrido.
- eu não vou tomar isso não.
- claro que vai, olha pra sua cara, ta parecendo o esqueleto do he-men.
[minha mãe sabe quem é he-men???]
- mas mãe...
- ssshh! sem reclamação, toma o remédio, nem tem gosto de nada.
- tá.
melhor não contrariar, né?! dizem que mãe tem um sexto sentido.
agora fico eu aqui tomando remédio, segundo minha mãe todo "vermento", seco feito esqueleto do he-men e amarelo.
eu agüento cada coisa, vou te contar...
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
feliz ano novo chinês.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
[história 103: quem é esse tal de Jarbas?]
lá estávamos um amigo e eu dentro de um coletivo lotado indo para a casa de um outro amigo [tava parecendo uma lata de sardinha] mas por incrível que pareça nesse dia eu senti e na janela [coisas realmente raras para mim] quem acompanha o blog sabe de minha sorte singular. pois bem, nem tudo é rosas bonitinho, lá estava eu distraído, o ônibus pára no sinal. de repente eu escuto ao longe alguém gritar meu meu nome. seria possível alguém dentro do ônibus me conhecer e estar me chamando?
- sim. [graças a deus não era só eu quem estava doido.]
olhei para um lado, olhei para o outro, quando eu olho para fora da janela, vejo uma amiga insana da qual vou omitir o nome, mas ela saberá que eu estou falando dela, pulando e gritando meu nome no meio da caçada. [coitada!] quando ela viu que eu olhei na direção dela, ela começou agitar os braços feito aqueles bonecos de posto de gasolina [amiga, é por isso que eu te chamo de bonecão do posto] para piorar a situação o sinal abriu e ela saiu correndo atrás gritando meu nome e apontando pra mim, todos dentro do coletivo olharam em minha direção. disfarcei, olhei ao redor, olhei para todos e disse [alto o suficiente para o povo no ônibus ouvir]:
- caramba, coitada dessa menina, quem é esse tal de Jarbas?
o ônibus ganhou velocidade e nem para o lado de fora eu olhei mais.
dias depois ela me liga:
- amigo te vi na rua esses dias e você nem falou comigo.
- onde inha? [sentiu a falsidade?]
- você estava num coletivo.
- ah, nem te vi, mas você estava dentro do coletivo também?
- não estava na rua e te gritei igual uma louca e você nem olhou pra mim.
- caramba, juro que eu não vi.
- é, mas tudo bem... me conta aquele bafão de fulana.
- menina, foi assim...
Por isso que eu sempre: “aconteça o que acontecer; mantenha sua classe e não deixe que nada abale sua pose.”
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
[história 102: sobre o nome mais feio do mundo]
Uma saudade pulsante e crescente de Curitiba tem tomado conta de mim mais do que o normal nesses últimos dias, por diversos motivos que não vem a calhar nesse momento. Isso fez com que eu lembrasse de uma história que aconteceu comigo em 2005 quando por lá eu estive pela primeira vez, no intuito de morar.
- big flash back, por favor –
Só para vocês entenderem, em meados de outubro de 2005 eu comecei a entrar em contato com meu primo de Curitiba e a esposa dele, em 16 de dezembro de 2005 eu estava viajando da Bahia para o Paraná para tentar a sorte [coisa bem retirante mesmo] depois de cerca de 32 horas de viagem de ônibus e muitas lagrimas eu cheguei em Curitiba.
Sabe aqueles filmes de Hollywood que a pessoa sai da sua cidade interiorana para tentar a vida numa das grandes capitais? Pois é, era assim que eu me senti quando desci na rodoviária e meus primos me pegaram durante o trajeto eu olhava para fora do carro, para aqueles prédios altos, os parques, o Shopping Estação, a Praça do Japão – pára se não eu choro.
Pois bem, eu cheguei num sábado e meus primos já tinham compromisso com amigos para irem numa pizzaria, foi apenas o tempo para eu deixar minhas coisas na casa, tomar um banho e sair para a rua com eles.
Devo confessar que eu não entendia nada que o povo dizia, eu quero dizer, no primeiro instante eu não entendia as conversas paralelas ou meu redor, só se falassem comigo diretamente, tudo isso por causa do sotaque, o famoso: "leitE quentE que dói o dEntE da gEntE principalmentE o dEntE da frEnte" mas como diriam os próprios curitibanos: "nós não temos sotaque, o povo de fora que tem maldade" enfim.
Na pizzaria sentamos, meu primo me apresentou a todos e do meu lado sentou a prima da esposa de meu primo, conversa vai, conversa vêm, um deles vira para mim e diz:
- você está tão calado, fala alguma coisa sobre você;
- sobre mim? Pergunta que eu respondo.
Pronto abri o espaço para novas amizades e tal, me perguntaram tudo, principalmente sobre micaretas e carnaval, não sabendo eles que eu sou um baiano totalmente atípico e não me simpatizo com esse tipo de festa, mas enfim, não deixo de ter conhecimento e respondia a medida do possível, eis que me perguntam:
- mas onde você trabalhava?
Respondi que trabalhava dando aulas de informática para alunos de 5ª a 8ª series numa escola do município e tal – coisa que eu não faço mais graças aos deuses. Não sei bem como, mas a história se voltou para nomes, começamos a falar sobre nomes estranhos e feios, mexeram numa área que eu tenho bastante conhecimento de causa [por experiência própria] lá comecei eu a falar os nomes “criativos” de meus ex-alunos [vide história 062] entre risadas e tantos nomes eu soltei a seguinte frase, eu disse:
- todos são nomes horríveis, mas o pior de todos é Irineu.
A mesa veio a baixo de risadas, todos riam compulsivamente e eu fiquei sem entender, eu não sou tão engraçado assim e nem o nome Irineu seria o causador de tantas ridas assim – que seria então?
Virei para a esposa de meu primo e perguntei o que eu tinha feito para causar tantas risadas. Elas [coitada] quase morrendo de rir o rosto todo vermelho, diz:
- está vendo essa menina do seu lado?
- sim, sua prima.
- o pai dela se chama Irineu.
Onde estava o buraco para eu enfiar minha cabeça? Alguém tinha uma passagem de volta para a Bahia pelo amor do bom Deus? Pensem numa pessoa que desejou mais do que tudo ficar invisível naquela hora. Pedi mil desculpas para a menina, sem conseguir olhar nos olhos dela de tanta vergonha que eu estava.
Agora façam um calculo matemática comigo: qual a possibilidade numérica de um menino que morava no interior do interior da Bahia dando aulas de informática numa escola municipal que tinha um aluno chamado Irineu, viaja para morar com o primo, para uma cidade a 32 horas de distancia da dele, cerca de 2.180 km de asfalto percorrido, chega no primeiro dia, vai comer pizza com os amigos do primo, na pizzaria ao lado de uma menina, diz que acha o nome do ex-aluno chamado Irineu terrivelmente feio e o pai dessa menina que ele acabou de conhecer se chama Irineu?
Há quase 3 anos eu tento entender isso, mas não consigo, essas coisas só acontecem comigo. Vou te contar...
- fim do big flash back. Obrigado deixem-me com minha saudade -