sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

alô, chics!

sabe aquele livro que quando você termina de ler pensa: "já acabou?"

estou falando de alô, chics! de glória kalil, para quem acha que etiqueta é coisa pra patricinhas, dondocas, socialights, peruas e bicha fresca, você não sabe o quanto você está enganado, eu recomendo que leiam alô, chics!, pois é um livro bem-humorado, mesmo sendo uma espécie puxão de orelha em muita gente – tudo muito sutil, é claro.

é um livro dinâmico e com um ritmo gostoso, um livro informativo sem ser enfadonho é o tipo de livro perfeito para acabar com o stress do dia-a-dia. não dita, sugeri. não se resumi em dizer qual talher usar à mesa – na verdade nem de talheres fala, mas diz o quão é bom ser educado e generoso.

deixa claro que todos somos iguais mesmo não tendo tanto dinheiro ou freqüentando locais sofisticados, pode-se ter uma conduta civilizada até mesmo no churrasco na laje, porém em determinados trechos o livro dirigi-se para o um publico mais rico, contudo sem perder a essência da idéia de igualdade.

ter etiqueta, mas do que saber como lidar e sair-se bem de situações constrangedoras, é não causar constrangimentos aos outros, como a própria glória kalil diz: "ninguém é chic se não for civilizado"

leitura recomendada, vou te contar...

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

[história 088: chove chuva, chove sem parar]

Você já teve a sorte de sentir o quão revigorante é um banho de chuva?
O céu estrelado começou a se fechar, vento e relâmpagos no horizonte eram os primeiros sinais de que possivelmente dali a algumas poucas horas [ou minutos] iria chover. Na rua todos olhavam o céu escuro, já passava das 22:30 e a rua foi ficando vazia de gente, mas eu permaneci no mesmo lugar.
E veio o primeiro pingo em minha testa, outro e outro, lembrei-me do celular que estava em meu bolso, a quantidade de pingos caindo aumentava a cada minuto, sem muito o que fazer, na esperança de salvar meu aparelho eletrônico da água [oh, tecnologia] sai correndo, como muitos faziam. Corria por puro praxe, todos sabem que quanto mais você corre mais você molha, porém mais rápido você chega, corri não para "salvar-me", mas para salvar o aparelho comunicador que não foi tão barato assim.
Quando em minha casa estava, blusa e bermuda salpicadas de água e pés molhados olhei pela janela. Na rua apenas a chuva caia tão forte e tão volumosa que eu não resisti. Coloquei o celular em cima da cama, calcei novamente as sandálias e sai correndo na rua sob os protestos de minha mãe, ouvi algo? Não!

Corri na rua livre, molhando meu corpo e roupas, nada mais importava, nada parecia ter valor, ali na rua eu e o mundo inteiro, eu e a chuva, molhando-me, lavando-me, tirando-me tudo quanto era coisa ruim.

Corri, não sei bem por que, talvez para me sentir liberto, escorreguei e cai na calçada de cerâmica, sorri. Brinquei feito criança, brinquei como nunca mais tinha feito, como nunca deveria ter parado de fazer. Sorri.

Caminhei por ruas que a muito não fazia, passei por lugares que não em interessavam outrora e a minha cidade assim molhada de madrugada parecia ter outra cara. Gradativamente a chuva foi parando e aquela sensação de nostalgia foi tomando conta e comecei a lembrar de coisas, de pessoas e momentos e tive certeza no caminho de volta para casa que viver era bom, mesmo que a vida não estivesse do jeitinho que nós imaginávamos, mesmo assim estar vivo era bom demais.

Completamente molhado, entro e minha casa em fazer barulho, ao menos tentando não fazer, quando já do lado de dentro fecho a porta e giro a chave, ouço a voz sabia de minha mãe vinda de seu quarto:

- se você ficar gripado eu quebro as suas pernas.

Um preço a si pagar, vou te contar...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

[história 087: feio...]

daí né, estávamos alguns amigos e eu sentados na esquina conversando, quando chega uma conhecida. ela é mais amiga de um de meus amigos do que de mim, porém ela chegou cumprimentando todos e interagiu na conversa e tal, bem simpática diga-se de passagem, algum tempo depois ela fez o anuncio de que ia embora, tipo daquele jeito que você fala: "vou embora" mas fica mais um pouco, depois você vai.

alguém que estava passando me chamou para conversar, saí. quando eu voltei para a esquina sentei do lado da menina.

ela fez menção de que ia levantar-se, parou no meio do caminho e sentou-se novamente, olhou para mim e disse:

- jarbas, você parece o professor paulo.
- é?
- eu acho vocês bem parecidos.
- já me disseram isso antes, paulo que dá aula no marieta, não é? [marieta é o nome da escola]
- ele mesmo, aquele feio. [ o.O' ]

sem dizer mais nada ela levantou-se e saiu, eu fiquei no vácuo e ofendido.

- amigo, ela te chamou de feio.
- percebi.

bom começo de semana para todos, cada coisa que me acontece. vou te contar...

sábado, 15 de dezembro de 2007

pega no meu...

...que eu pego no seu.
[se não for assim não te conversa... não tem muita conversa].

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

[história 086: - oi, eu sou batista]

quem acompanha esse blog sabe que nas sextas-feiras tem feira livre aqui na minha cidade, logo todas as pessoas da zona rural vem para fazer suas feiras de frutas, legumes, comprar roupas que fariam coco chanel cair dura no chão depois de um avc entre outras coisas mais. o número de pessoas aumenta o número de carros também aumenta, o que tem de pau-de-arara aqui sexta-feira não está escrito nem na bíblia [olha que a bíblia fala do começo ao fim do mundo]

lá estava eu descendo a rua para expor minha figura na feira um pouco, ali perto da igreja católica vi minha amiga chorando até parecia que tinha acabado de fazer parto de trigêmeos e um menino que eu não conhecia; ele parecia consolá-la. quando ela me viu me chamou, encostei, ela me abraçou e disse aos prantos:

- oh ja, lula morreu!

[não animem-se lula é o nome do cachorro que ela tinha – deus não é tão bom ao ponto de permitir que nossa “metaRmofosO ambulantO” que finge ser presidente morresse, talvez não da forma que o cachorro da minha amiga morreu.]

- como foi isso inha? – perguntei.
- minha mãe o soltou hoje e um ônibus o atropelou. – disse seguida de uma crise de choro. [ser atropelado por um onibus não dever ser legal]
- ai que chato! [não pensei em nada mais inteligente para dizer]

e o rapaz? esse estava em silêncio respeitando nosso momento, bem chic.

- fica assim não amiga quanto mais você chora mais ele fica preso aqui, deixa ele ir tranqüilo para o céu dos cachorros.

isso foi surreal e infantil eu sei, mas eu não sei mesmo o que dizer nessa horas, porque eu sou muito tranqüilo com morte, é uma coisa inevitável e pronto e o meu lado bruxa cassandra + xuxa + infância = céu dos cachorros.
ai veio aquele silencio mortal [odeio isso] eu olhei para o rapaz, ele sorrio e estendeu a mão para um aperto, eu retribui o gesto apertando a mão do rapaz.

- oi eu sou fabiano da igreja batista.
- oi eu sou jarbas de nenhum igreja.

evangélico! num dou valor pra essa raça.

- muito prazer – ele disse.
- igualmente.
- aproposito, céu dos cachorros não existe.

ai que saco! odeio gente racional demais.

- muito obrigado pela informação – eu disse seco, fui hostil mesmo.

sem muito o que dizer e fazer [mesmo porque eu não aprendi ressuscitar cachorros ainda] despedi e minha amiga e de fabiano da igreja batista e desci para a feira.

virou moda agora ficar evangélico, também é um dos negócios mais rentáveis do mundo, lembra lá em Mateus quando o diabo mostra pra jesus o mundo inteiro e diz que em nome de jesus seriam feitas as maiores guerras e as maiores atrocidades dos mundo? ui que medo, penso que está se cumprindo... arrependei-vos raça de víboras ou queimarás no fogo eterno do inferno. [ui que medo]
eu acho isso um ignorância, essa coisa de eu sou batista, advenstista, católico, nova sião, deus é amor, testemunho de jeová. e daí espírito sem luz? a placa da igreja não vai te salvar não [se é que essa tal salvação vai haver mesmo] vamos colocar na cabeça que deus é um e pronto! [amém]

imaginem se essa moda desse menino pega.

- oi, eu sou khaled muçulmano.
- oi, eu sou maria católica.
- oi, eu sou eva evangélica.
- oi, eu sou joão macumbeiro.
- oi, eu sou pedro espírita.

- oi, eu sou Jarbas o anti-religião, o que acredita no poder da vida.

vou te contar...