terça-feira, 11 de dezembro de 2007

enquanto isso no pronto-socorro do hospital...

cá estou agora no pronto-socorro do hospital de minha cidade, sentindo o que bee? rim! tinha que ser o rim de novo? que saco!

não vou mentir que meu sonho agora era tomar um daqueles calmantes mata leão pra ficar vendo elefante cor-de-rosa voar e nuvens de algodão doce [sonhos de infância]

[anyway]

nem calmante mata leão, nem nada. sim! o medico não chegou ainda e deus salve o SUS. deixarei bem claro que eu prefiro sentir dor até morrer do que ser atendido por aquele medico boliviano (vide
história 064) e eu ainda estou querendo o calmante, será que se eu fizer um escândalo gritando e dizendo que está doendo horrores meu rim querido, eles me dão o tal calmante ao invés do buscopan na minha veia?

e os elefantes cor-de-rosa que não aparecem... pronto! comecei a delirar. [crise de risos – mentira!]

e eu quem estava pensando que depois de ter feito xixi a tal “preda” do rim (vide
história 072) seria libertado, me enganei [coitado] parece que a pedra deixou sucessores que causam tão estrago dentro de mim quanto a outra, mas ela não perde por esperar, o chá de quebra-pedra está vindo por ai [crises e risos maléficos].

coloquem a caatinga a baixo, tragam-me todas as mudas de quebra-pedra eu quero beber o chão, meu rim é mais importante que a Amazônia [ui que medo do greepeace] depois que a caatinga tiver toda no chá, meu rim curado a gente manda oscar niemeyer construir uma mão sangrando igual a que tem em São Paulo.

Ai gente agora falando serio dor é a pior coisa do mundo, por isso eu quero meu tarja preta, dei-me meu calmante mata-leão ou então manda esse médico chegar logo [menos o boliviano] vou te contar...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

enquanto isso numa madrugada de insônia...

quando você está com insônia...
não tem nada para fazer, liga a tv. eis suas opções...


coitados de nós que temos tv aberta ... ei cadê minha sky?

sábado, 8 de dezembro de 2007

[história 085: vai lá, dirigi!]

e todo sábado é a mesma ladainha. Acordar cedo, pegar o ônibus e ir pra a pseudo-cidade-grande vizinha para estudar inglês.
e todo sábado tem uma coisa louca que acontece, só pra variar. [that’s my life]

chego no ponto, pra começar chovendo [great!] o ônibus demora um pouco, mas chega, entro, ônibus vazio [não podia ser melhor] agradeci deus, mas desconfie que algo ainda podia acontecer [anyway] sentamos meu amigo e eu em poltrona separadas, para aproveitar o espaço, sentei numa das poltronas da frente, porém nem tudo são rosas, ainda mais quando eu estou próximo como minha sorte infinita. [cof. cof. cof] a cada ponto o ônibus foi enchendo de gente e pessoas pediam para parar fora dos pontos, rapidinho o ônibus ficou cheio e do meu lado sentou uma senhora que possivelmente não tinha mais do que 65 anos.

até aqui tudo bem...

mas não pensem vocês que eu tive paz, a cada ultrapassagem que o motorista fazia a senhora do meu lado se contorcia feito uma artista do cirque du soleil, todo vez que o motorista apartava o freio do ônibus a senhora do meu lado praticamente enterrava o pé no chão do veiculo automotor [até parecia que a criatura queria dirigir o bus] e isso me dava um agonia tão grande, antes mesmo de ela puxar papo comigo eu fiz a linha bela adormecida. sim! ru fingi que estava dormindo só para não falar com a mulher.

até aqui tudo bem...

como eu estava de olho fechado eu não vi, mas acho que o motorista fez uma ultrapassagem perigosa, só sei que de repente a senhora grudou no meu braço e apertou tanto que quase eu perdia os movimentos do membro por falta de circulação sanguínea. eu levei um susto tão grande [penso que fingi estar dormindo bem demais] a mulher soltou meu braço na hora, louca seria ela se não soltasse e foi esse suplicio até chegar à pseudo-cidade-grande vizinha, ou seja, duas longas horas de viagem com uma motorista da terceira idade do meu lado, quando o ônibus estava próximo do ponto final ela vira pra mim e diz:

- quantas horas meu filho?
[olho no celular]
- sete e vinte e cinco.
- quanto?
- sete e vinte e cinco.
- sete e oitenta e cinco?
- vinte e cinco.
- ah, brigado...
- não por isso senhora.

além de "motorista" é surda, vou te contar...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

[história 084: espera lá que eu vou ]

terça-feira 04 de dezembro de 2007 . 23:40

antes de começar esse história é bom ressaltar que eu estava em minha casa em paz. celular toca, número conhecido.

- oi – eu respondo.

- onde você está? [bem direto eu diria]
- minha casa.
- ah. - disse desanimado.
- por quê? [eu tinha que cutucar a onça]
- queria te ver. [isso me deixou animado]
- cinco minutos eu estou ai.
- agora quatro minutos.
[rimos]

desliguei o notebook, fui no banheiro, xixi, escovei os dentes, perfume, camisinha no bolso e quando eu coloco a chave na fechadura.


- para onde você está indo jarbas ribeiro? - pergunta minha mãe de dentro do quarto [ai meu deus, ela estava acordada?]

- na rua minha mãe.

- fazer o que na rua essa hora?

- encontrar uns amigos.

sai antes que ele continuasse o interrogatório.

[ 23:43 ]

já na rua disco o número do celular.


- alô?
- já estou na rua, você está onde? - perguntei.

- por que está usando número privado?

- não quero arriscar que vejam o número do meu celular no seu.

- todo paranóico.
- eu diria precavido.

- onde você está?

- na praça, próximo ao trailer de lanches.

- longe.
- onde você está?
- onde a gente vai se encontrar? [eu perguntei primeiro, eu tenho que obter resposta primeiro]
- me diz onde você está.

- próximo à minha casa.

- bom, estou indo pra ai, bom que sua rua é escura ninguém nos verá. está sozinho?

- não. estou com uns cara aqui, mas eles vão dormir logo.

- e agora?

- me espera na frente da lanchonete que eu te encontro lá.

- até.

[ 23:45 ]


eu fui para frente da lanchonete, engraçado que quanto mais você esconde mais fica a mostra o que você quer esconder; todas as pessoas que não precisavam passar naquela rua e naquela hora passaram e todas que me viram todos me perguntaram o que eu estava fazendo lá tão tarde, ainda por cima sozinho, e eu? fazendo a linha katia.
enfim... tá na chuva é pra se molhar.

[ 00:00 ]


disco o número do celular. "sua chamada está sendo encaminhada para caixa de mensagens"
disco o número de novo. "sua chamada está sendo encaminhada para caixa de mensagens"
disco o número mais uma vez. "sua chamada está sendo encaminhada para caixa de mensagens"

o orgulho pulsa na veia do coração eu levanto, olho ao meu redor, nenhum ser vivo na rua, acho graça da situação, acho graça de eu mesmo. sem mais para fazer e vou embora.
amanhã é o novo dia e talvez novas ligações. o que teria acontecido? espero que tenha sido atropelado por um caminhão. ops! ... então é isso, vou te contar...

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

[o homem e sua particularidade - part. final]

[continuando]

dez dias se passaram e veio a lua cheia.
Severino não tardou em fazer o banho com todas aquelas verduras e legumes de duplo sentido, saiu de casa todo vestido de branco com uma sacola na mão, dentro a vela vermelha e o fósforo, despertou olhares de todos enquanto passava, mas não si importou com ninguém, aquela era sua noite, ninguém podia deixá-lo desanimado.
depois de muito caminhar, enfim Severino chegou na beira da lagoa da água barrenta que ninguém bebe das terras de nhô Tião, tratou-se de ficar nu segurou a vela e à meia noite em ponto acendeu-a.

começou a cantar a música que mãe Dalziza havia lhe ensinado, a lua cheia refletia seu brilho na lagoa de água barrenta espelhando uma imagem borrada da mesma.
Severino se sentiu muito bobo, mesmo assim cantava em plenos pulmões:

exu bebeu, exu sambou
exu bebeu, exu gloriou.
vem aqui sapo casamenteiro
exu te chamou.

Até um dança meio desajeitada Severino tentou, e quanto mais ele cantava, mais a vela derretia e queimava sua mão, mais ele se sentiu idiota e menos o sapo verruguento aparecia.
Severino olhou ao seu redor, agradeceu a deus por não estar sendo observado por ninguém, pensou em desistir a cera quente em sua mão incomodava, mas ele agüentaria para diminuir seu rolão.
Voltou a cantar e dançar, a água da lagoa fez uma onda, borbulhou e Severino cantou mais alto ainda. O borbulhar da água da lagoa aumentou, até parecia um caldo de feijão quente na panela e quanto mais borbulhava mais Severino cantava e dança, de repente Severino olha para a água lá no meio vinha surgindo um sapo, bem maior do que os sapos normais, bem mais feios que os sapos normais, absolutamente um sapo anormal. Ele estava em cima de uma vitória-régia.

- ogum iê meu sapo, exu vem me ajudar – gritou Severino, arrepiando da cabeça aos pés, não suportando a felicidade dentro dele.

O sapo que tinha os dois olhos fechados, tremeu a pálpebra esquerda, mas não abriu, tremeu a pálpebra, mas não abriu, mas Severino gritou outra vez:

- ogum iê meu sapo, exu vem me ajudar.

O sapo tremeu a pálpebra direita, tremeu de novo. Severino lembrou-se do aviso de mão Dalziza: "se ele abrir o olho direito primeiro sai correndo sem olhar pra trás". Sentiu medo, quis saber o que um sapo de mais de um quilo poderia fazer com ele, enfim era uma coisa que ele não queria descobrir, coisas do além é melhor não mexer.

O sapo mexeu desconfortável na vitória-régia e tão de repente que Severino nem percebeu ele abriu o olho esquerdo, deixando um Severino tão feliz que caiu no chão, porque tinha perdido a força das pernas. O sapo olhou pra Severino com cara de desanimo e cara de mau educado [uma cara de mau educado que só sapos mágicos sabem fazer]

- é o que é? – perguntou o sapo com um tom desaforado.
- você quer casar comigo? – perguntou Severino.
- não – respondeu, o sapo automático.

Eis que uma nuvem de purpurina envolveu o pinto de Severino, ele sentiu uma coceira no baixo ventre quando a poeira brilhosa sumiu o pênis de Severino estava 5 centímetros menor, a felicidade que Severino ficou é totalmente indescritível, mas ele sentiu vontade de sair assim nu mesmo gritando pra todo mundo ouvir que ele não era mais Severino do rolão.

"35 ainda é muito grande" pensou.

- sapo quer casar comigo? – perguntou, Severino outra vez.
- nãooo – respondeu, o sapo mais desanimado do que antes.
Depois da coceira no baixo ventre, eis um pênis de 30 centímetros.

- quer casar comigo sapo? – perguntou Severino outra vez.
Silêncio.
- NÃO! – gritou o sapo, tão de repente que Severino levou um susto.

E mais uma vez o pinto dele diminuiu 5 centímetros. Agora estava com 25 cm.
"só mais um vez eu vou perguntar" pensou Severino "20 centímetros é bom demais"

- quer casar comigo senhor sapo? – perguntou Severino e ficou olhando para o pinto, já esperando o diminuir mais cinco centímetros.

Porém, o sapo mexeu-se desconfortável na vitória-régia, coçou o olho com a pata, olhou para Severino e respondeu stressado:

- eu... já... disse... que... não, não, não, não e NÃOOOO!



[triste fim. com 40 centímetros de pênis eu virava ator pornô]