quarta-feira, 20 de junho de 2007

[história 042: Os 3 camungongos e o queijo]

Era uma vez ... 3 camundongos que se levantaram numa dispensa perdida numa casa no interior do nordeste para dizer que gostavam de um tipo de queijo que a grande maioria ali não curtia muito, os que curtiam fingiam não curtir [mas isso não é interessante], outros camundongos já tinham feito a mesma coisa e sofrido tanto quanto os 3 camundongos de nossa história, ou até mais, porém isso não é interessante também. Um dia algumas coisas mudaram na vida dos 3 camundongos [que era muito amigos, diga-se passagem] um pedaço de queijo, do jeitinho que eles gostavam começou a circular na dispensa que eles viviam. O camundongo numero 3 viu o queijo de longe e não achou ele grandes coisas, e falou mal do queijo para os outros dois, esses por sua vez adoram o queijo e começaram uma competição declarada para ver quem comeria o queijo primeiro. Nenhum dos dois camundongos conseguia nada, quando foi um dia o queijo se aproximou do camundongo 3 e esse se sentiu muito atraído por aquele pedaço de queijo, que ele [errôniamente] tinha julgado não ser bom. O camundongo 3 disse para os outros dois camundongos que ele também queria comer do queijo agora, mas para a surpresa do camundongo 3, os amigos disseram que se ele comesse nunca mais eles falariam ele. O camundongo ficou triste, mas foi consolado por uma andorinha e uma tartaruga [via internet] para manter as amizades ele decidiu não comer mais o pedaço de queijo, porém ele não deixava de pensar no pedaço de queijo, para complicar a história mais ainda, uma gorila [feia] que tinha por aquela região inventou de querer comer o queijo também. Pior de tudo é que o queijo falou por aí que ele queria ser comigo era pela a gorila, isso deixou o camundongo mais depressivo ainda, ele desistiu de uma vez por todos. Mas nem tudo estava perdido, a fada madrinha do bumbum grande chegou para o camundongo 3 e disse que o queijo queria era ser comigo por ele mesmo, e não pela gorila e muito menos pelos outros camundongos. O camundongo 3 ficou muito feliz, feliz mesmo e correu ao encontro do queijo e comeu o queijo, os outros dois camundongos tiveram que aceitar e não ficaram com raiva do camundongo 3, mesmo porque foi o próprio queijo quem tinha escolhido por quem ele ia ser comido. Se isso estivesse acontecendo em tempo real eu diria que o camundongo 3 comeu o queijo ontem, mas como essa história é totalmente fictícia [cof. cof. cof] e nada, nada disso aconteceu deixa quieto o caso que é melhor.

A moral da história é:
Exatamente quem não quer é quem tem. Eu acho que é essa a moral, ou na verdade a história não tem moral nenhum, só sei que a gente tem que tomar cuidado antes de falar que não gosta de algo ou alguma coisa. Vou te contar...

terça-feira, 19 de junho de 2007

[história 041: Almoço na casa de Lidy]

Nem só de lanches da Panvicon Center vive o homem, mas de toda a bondade dos colegas do inglês.
Já são 3 anos que todo sábado eu faço tudo igual, acordo às 5:30 da manhã, pegar ônibus cheio, frio, 2 horas de viagem. Para quê? Estudar inglês. Se a cidade não tem nenhum curso o jeito é fazer uns sacrifícios e sair para outro lugar, pra falar a verdade eu adoro fazer isso da a impressão de estar mais vivo, sei lá.
Três anos de poucos almoços decentes no sábado, Sabrina e Deri muito obrigado.
Sandro e eu, sabemos bem o que é ficar sem comer ou não comer nada descente...

– pausa para explicação –

Sandro é o amigo que vai comigo todo sábado pra fazer inglês também.

– fim da pausa para explicação –

Nós ao longo desses três anos temos nos contentado com lanches e salgados como almoço, mas sábado passado tudo mudou e Deus iluminou o coração bondoso de Lidy [uma colega do inglês] e ela nos convidou para almoçar na casa dela, e melhor ainda com promessa de um almoço vegetariano [aleluia].
Quem recusaria um convite desses em sã consciência? Lá fomos nós para a casa de Lidy depois do fim da aula, em meio a coincidências e risadas nós chegamos ao apartamento de Lidy, tudo muito aconchegante, não vou mentir que o AP dela é um de meus ideais de casa para solteiro ou recém-casado, tudo com jeito de casa de boneca.
Eis que veio a cerveja – ai delicia.
D. Maria [mãe de Lidy] muito simpática – ainda quero saber de onde eu a conheço.
D. Celeste [tia de Lidy] Celeste com ‘C’ por favor.
Lívia [irmã de Lidy] cadê seu celular vibrando moça?

Conversa animada, agradável, muita risada, teve até momento álbum-de-fotos [como ela adivinhou que eu adoro isso?] tava com clima de almoço de família.

Eis que veio a comida, claro que eu vou fazer questão de descrever os pormenores para deixar tudo mundo com água na boca, e eu com vontade de comer de novo. Sobre a mesa: arroz com passas, feijão gigante, panquecas com proteína de soja e queijo e uma salada. Ah, a salada, uma das melhores saladas que eu já comi na minha vida, tinha couve, repolho, cenoura, pedaços de manga, maça e abacaxi, coberta com batatas e pedaços de pão, aaaaai que vontade de comer de novo.
Finamente eu estava tendo um sábado digno de gente; todas as regras de minha estava foram quebras, não vou mentir que eu fiquei apreensivo esperando um copo cair, um cano quebrar, a garrafa de refrigerante explodir, mas nada!
Lidy anunciou a sobremesa; creme imperatriz, já comeu? Eu achei o nome tão digno. Dizem que nós comemos com os olhos além da boca e é a pura verdade, o creme imperatriz era tão bonito quanto gostoso, comi como nunca tinha comigo antes [mendigoooo] até me lembrei de uma prima que diz todas as vezes que está comendo algo gostoso: "Eu amo Deus, mas eu amo mais ainda quando eu tô comendo, só porque Deus inventou a comida" igualmente penso eu.
Uma das melhores coisa do mundo é comer [sem duplos sentidos, por favor] comer uma boa comida, sem culpa, com gosto.
Chegou a hora de ir embora, assim tão rápido? Pois é, tínhamos que pegar o ultimo ônibus pra voltar pra casa, despedidas.
Já no ônibus aquela estranha sensação de não estar com fome, para falar a verdade a primeira coisa que eu pensava quando eu entro no ônibus pra voltar era: "O que eu vou comer quando chegar em casa?!" Foi estranho não estar com fome.

Lidy contar essa história aqui no meu blog é o mínimo que eu posso fazer para lhe agradecer pelo almoço maravilhoso e a tarde tão agradável.
Muito obrigado.

Aaai deu fome agora, deixa eu ir ali comer alguma coisa. Vou te contar...

segunda-feira, 18 de junho de 2007

[história 040: Onde está a chave?]


... Aí eu chego no meu trabalho hoje, quando eu vou na secretaria, nada da chave da minha sala.
Procuraram, procuraram e nada. A secretaria que trabalhou na sexta-feira chegou e disse que a menina que trabalha a noite tinha ficado até mais tarde e que provavelmente ela tinha levado a chave para casa.
Contando com essa já foram mais de cinco vezes que essa menina faz isso ... ok.
Fui perguntar para as mulheres da limpeza, quem sabe a chave da sala não estivesse com uma delas, vocês acreditam que a mulher da limpeza virou para mim e disse: "A chave nós procuramos aí e não achamos, acho que a menina do noturno levou para casa, não é nossa obrigação buscar, a sala ficou fechada e sem limpar"
Eu só respondi: "Se não é obrigação de vocês muito menos a minha!"
Sentei no pátio para esperar o coordenador ou a diretora que diga-se de passagem são casados; o coordenador chegou. Eu pergunto: "A chave da minha sala, tipo não tá com você não?"
Ele: "Não... não está aqui não?"

Nisso a secretaria falou que achava que a menina que trabalha à noite tinha levado para casa na sexta. O coordenador olhou para mim, senti que ele ia me mandar buscar, eu abri o bocão logo e falei, no tom mais desaforado que eu consegui fazer: "Oh, nem me manda ir buscar por que essa não é a minha obrigação, como disseram as mulheres da limpeza, indo pra minha casa agora, se vocês mandarem buscar a chave me liga que eu volto para trabalhar se não até amanhã"

Sai da secretaria e fui embora ... querer abusar de mim não, tá pensando que eu sou o que? Agora aqui vagabundiando na net, ôh coisa boa.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

[história 039: Afunda ou boia?!]

Antes de começar deixe-me avisar logo que essa história é meio nojenta, se você é do tipo de pessoa que torce o nariz quando ouvi falar de cocô, xixi, catarro etc e tal. Pare de ler agora e muito obrigado por ter lido até aqui. Mas se você não tá nem aí pra nada ou está, mas mesmo assim quer ler mais uma de minhas insanidades vá em frente, mas depois não reclame eu avisei.

Ainda no meu núcleo universitário de saúde, estávamos falando sobre alimentação saudável, má alimentação, vegetarianismo [claro!], ai minha amiga enfermeira [futura obstetra, minha futura Helena de Paginas da Vida] falou: "Você sabe qual é o teste mais simples para saber se você tem uma má ou boa alimentação?" Resposta: Não! Eis a explicação:

"Basta você observar suas fezes e ver se elas afundam ou bóiam [uhm?] no caso de afundar má alimentação, se boiar boa alimentação, fácil né?!"


Eu sou uma pessoa impressionada, só foi ouvir isso e pronto, feito perfume de puta que gruda ba pele e não sai depois do banho, essa idéia de olhar o cocô no vaso grudou na minha cabeça, era eu ir ao banheiro no fim de todo o processo, estava lá eu olhando para as coisas, pior de tudo, para minha frustração meu cocô sempre afundava o que me deixava extremamente depressivo e irritado, mas um dia eu fui iluminado. Terminei de expulsar minhas necessidades fisiológicas sólidas quando eu olhei, adivinha? Sim! Para minha felicidade estava boiando, eu sai correndo gritando dentro de casa:

"Boiou! Boiou! Boiou!"

Minha mãe veio correndo saber o que se passava, querendo saber o que tinha boiado e por que me deixava tão feliz daquele jeito, eu expliquei toda história, minha mãe olhou meio assim pra mim e apenas disse: “Tem horas que eu não acredito que você saiu de mim, por que você é doido assim meu filho?!” nem respondi nada, eu não estava nem aí pra minha mãe, meu cocô tinha boiado e isso sim era importante, eu tive um boa alimentação apesar de que a boa alimentação já nem importava era uma questão de honra pra mim fazer esse cocô boiar. Se ele boiava isso me deixa muito feliz, entendesse ela ou não.
Voltei para o banheiro observei meu cocô lá boiando tranqüilo, era o mesmo que escutar ele dizendo: "Eu tô boiado, eu tô boiando, eu tô boiando."
Com uma dorzinha no coração dei descarga deixando uma parte de mim ir para longe, outros cocôs vieram e nada de boiar de novo. Ai que raiva! Mas eu não perco as esperanças do cocô boiante de novo na minha vida.
Agora de uma coisa eu tenho certeza, você pode até negar, mas se você leu até aqui não vai conseguir não observar seu cocô, tá amaldiçoado.
[bom começo de fim de semana para todos]

quinta-feira, 14 de junho de 2007

[históra 038: Experimenta tocar no meu óculos]

Aí eu estava com meus amigos sexta-feira passada sentando na frente de um barzinho daqui, conversamos, bebíamos uma cervejinha para comemorar o feriadão. De repente eu recebo um cutucão que quase desnucou meu ombro, quando eu olhei um menino de rua. Eu tenho um magnetismo incrível para esse povo, bêbado, doido, hippie, meninos de rua todos me amam, sempre que tem um, eles sempre vem direto para mim. O menino olhou para mim e diz: "Dá dez centavo aí?!"
Ele usou um tom imperativo, tanto que tudo mundo da mesa parou para olhar o menino, que devia ter no máximo 11 anos, era baixinho, magrinho.

"Eu não tenho não!" Respondi.
"Tem sim! Me dá logo aí" Ele disse.

Eu olhei a criaturinha da cabeça aos pés, me controlei para não dar um bom cascudo na cabeça, preferi ignorá-lo e voltar minha atenção para meus amigos que já tinha voltado a conversar normalmente. Então veio outro cutucão. Olhei.

"Dá 10 centavo aí cara!?" disse o menino de novo.
"Eu não tenho não... dá licença, por favor!" Eu respondi.
"Me dá 10 centavos ou eu quebro seu óculos!" Ele disse.

Oh, ele cutucou o diabo com a vara curta, eu estava usando meu fiel escudeiro, meu óculos Ray Ban Aviator, detalhe que o meu não tem nem o Ray nem o Ban, por que eu sei que foi comprado na feira, praguas messssmo, pelos menos foi comprado em Salvador [ui que chic na capital] mas foi presente e tem um valor sentimental ALTÍSSIMO, ele que tocasse um dedo naquele óculos, que ele ia ver com quantos paus fazeram o Titanic. O menino devia ter no máximo um metro e trinta, eu levantei, o menino lá em baixo eu cá em cima, olhei para ele e fiz cara de desafio. Acreditem ou não, ele olhou pra mim e disse:

"Vai dá os 10 centavo não gigante?!"

Não vou mentir que gostei do gigante, adoro quando reconhecem que sou alto, meus amigos pararam de novo para olhar o que acontecia comigo e o menino, eu tinha quem manter minha superioridade, resolvi fazer o que eu sei fazer de melhor. ESCÂNDALO! Olhei bem para cara do menino, soltei um sorriso sarcástico, não vou mentir que eu já estava semi-alterado pelo álcool, pensei "você vai se arrepender viadinho!" aí abri meu bocão:

"Quem é gigante aqui? Tenta quebrar meus óculos, tenta triscar sua mão suja neles para você vê. Te quebro em três pedaços num segundo, tenta a sorte moleque, e sai logo daqui antes que eu te dê um cascudo na cabeça e chame o conselho tutelar para te pagar e te colocar na cadeia, você pensa que você é quem pra ficar ameaçando os outros, vai crescer, vira gente pra depois você falar comigo."

O menino arregalou o olho, ficou vermelho e saiu sem dizer uma palavra. Sentei lindo e fino e pronto, continuamos do jeito que nós paramos, depois sozinho no banheiro quase morri de rir da cara do menino, coitado, acho que nunca imaginava que eu ia fazer aquilo. Nunca mais ele me pede 10 centavos.
Meche com quem tá quieto, vou te contar.