terça-feira, 12 de junho de 2007

[história 037: O Dia dos Namorados]

Então é Dia dos namorados, impossível não perceber ou até mesmo não se envolver de alguma forma com essa data comemorativa, na internet pop-ups explodem na sua frente cheias de corações vermelhos e cupidos, na TV tudo extremamente vermelho e cheio de corações flechados, aqui no meu trabalho frases românticas e urnas para deixar bilhetes de amor estão espalhadas por todos os lugares, tudo tão romântico, love is in the air.Eu resolvo então fazer uma auto-avaliação de meus 20 anos nessa terra. São 20 dias dos namoradas passados, 20 dias dos namorando sem estar namorando. Por que será? Talvez por eu ser um expert em apaixonar-me por quem nem sempre está podendo gostar de mim. Não me lembro de alguém que gostasse de mim e que realmente valesse o esforço – Oh, pena dele! Não sintam pena de mim se vocês têm amor às próprias vidas.
Sempre tive medo de admitir que gostava de alguém, questões de orgulho e falsa impressão de auto-suficiência, mas quando eu achei que poderia dar certo, levei dois chifres inesquecíveis [ ui ] um dos quais eu mesmo vi com esses olhos que o fogo há de consumir [daqui muito tempo]. Talvez por isso eu me tornei uma pessoa completa e simplesmente volúvel, é isso mesmo, eu percebi que [quase] todas as vezes que eu estive apaixonado [ou pensei estar] era só fogo em palha, vinha devastava, se mostrava forte, mas no segundo seguinte, nada.



Percebi que eu amo e desamo como muita facilidade, me apego às pessoas rapidamente e me desapego mais rapidamente ainda. Isso é uma faca de dois gumes, bom que não sofre no possível futuro termino [nada é para sempre] e ruim por não valorizar tanto quanto devia.
Ai, é tão difícil falar de amor, namoro e essas coisas porque eu nunca senti essas coisas, às vezes eu acho tão estranho, irie completar 20 anos de 04 de agosto e nunca passei por essas coisas, tenho amigos que já vagaram do 5º dos infernos ao 7º céu por amor, e eu? Nada!
Talvez o meu esteja guardado, ou quem sabe eu sou uma cumbuca, sim, “todo panela tem sua tampa” já diziam os antigos, mas minha tampa tá demorando tanto pra chegar que eu tenho medo de ser uma cumbuca que não tem tampa. Alguns amigos me dizem que tem medo do dia que meu “amor” de verdade chegar, dizem eles que vai ser tão avassalador que eu vou cair de quatro no chão. Será? Mas eu não perco as esperança, o mundo tem 6 bilhões de habitantes, será que nenhum deles é do meu tamanho? 


O dia dos namorados me leva a querer um carinho, um cafuné, um cheiro no cangote, um beijo demorado e um abraço apertado, são dessas cosias que eu sinto falta, do resto meia noite e um de hoje tudo acaba, aí o dia dos namorados vai ter passado, eu não terei ganhado nenhum presente, mas também não irei dar. Os cupidos voltam para o monte Olimpo, os corações são desflechados, os cartões vão para o fundo das gavetas, tudo volta a ser colorido e o vermelho perde [parte] do seu império. Mas nós os solteiros continuamos vivos, por que dia dos namorados é só mais uma data.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

[história 036: Engole ou cospe?]

Aí eu estava conversando com uma amiga sobre sexo e essas coisas da vida, o tópico que nós estavamos discutindo era: "Sexo oral fazer ou não fazer?!" eis que veio uma pergunta em minha cabeça [pervertida] como minha língua ainda precisa aprender o que é freio, a pergunta saiu antes mesmo de eu pensar em não fazê-la. Eu pergunto: "Amiga, você engole ou cospe?"
Ela olhou para mim, esperei uma ofensa, um palavrão, uma porrada na cara, mas não, ela respondeu naturalmente: "Eu engulo."
Fiz cara de nojo, ela olhou pra mim e disse [mais naturalmente ainda]: "Você acha que eu sou do tipo de pessoa que levanta da cama só para cuspir, quebrando o clima todo?! E você acha que meu cabelo é bom assim por quê?"

Uhmmm? Pára o mundo agora!
Tipo, eu já tinha ouvida falar que parte das proteínas e vitaminas que o homem ingere ia para o esperma, para torná-lo mais... como eu poderia dizer? Mais, mais esperma entendem?! Porém eu nunca tinha ouvido falar que esperma era bom para o cabelo, ou para qualquer outra parte do corpo, a não ser fecundação, que é exatamente a função dele.
Eu tenho que admitir que o cabelo de minha amiga é lindo, e tenho que admitir ainda que eu morro de inveja de suas madeixas, eu bem pensando que era algo genético ou coisa do tipo, quando o segredo da filha da putinha é beber esperma, pensa bem. E se essa moda pega, Jesus, o que eu vou vender de esperma não tá escrito, e o meu é dos bons sou vegetariano logo meu esperma é mais limpinho. Será que isso tem comprovação científica? Uma coisa eu sei, com comprovação científica ou não em minha amiga tá dando certo, o cabelo da desgraçada não tem uma ponta dupla, um fio quebrado, queda? Ela bem sabe o que é isso.
Agora eu fico olhando para os homens e mulheres que tem cabelo bonito na rua e fico pensando "Isso deve beber horrores" ou "Olha a cara, pensa que eu eu não sei que ela bebe". Pelo sim e pelo não eu continuo sem beber.
Sei lá, pra mim esperma não deixa de ser esperma nunca, mas uma coisa eu tenho que disser, levantar para cuspir realmente quebra o clima. Vou te contar.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

[história 035: Você fuma maconha?!]


Feriado prolongado - os Deuses sejam louvados. Estava precisando dessa pausa. Foi no feriado passado que isso aconteceu comigo. A galera todo estava reunida na praça [inclusive o pessoal que estuda em outra cidade] tudo mundo reunido, imaginem só; muita gritaria, conversa alto, risadas, bebidas e muito mais. Eu, o espectaculoso era um dos que mais chamava a atenção do povo que nos assistia sentando nos bancos e espiando das janelas das casas ao redor. Até aqui você pensaria: "Sim, e que tem de extraordinário nisso?!" Realmente nesse encontro não teve nada de absurdo ou extraordinário, mas comigo a coisa anda numa vertente bem diferente, os dias seguintes para os outros são normais, quanto a mim, continuem lendo. Feriado acabou, tudo mundo voltou para suas atividades normais. Dois dias depois eu saí para o trailler para comer um lanche [vegetariano] quando uma pessoa, tenho que ressaltar, semi-alcoolizada [vou omitir o nome, sabe como é] me chamou no canto, tudo mundo adoro me chamar no canto quando eu estou naquele trailler [sem duplos sentidos por favor] eis que a criatura fala pra mim: "Você fuma maconha não fuma?" Minha cor sumiu na hora, fiquei bege, nem tive tempo de ficar com raiva ou coisa parecida, só quase desmaiei de susto, primeiro que eu não esperava uma pergunta desse tipo, dois por que eu não esperava que aquela pessoa pudesse me perguntar sobre maconha, às vezes eu me esqueço dos velhos ditados: "Do buraco que menos se espera é do buraco que sai." certíssimo. Eu respondi: "Claro que não!" Ele olhou bem para minha cara e disse: "Ah, precisa mentir pra mim não, claro que você fuma maconha, pra ser assim você só pode fumar maconha, te vi antes de ontem, você tava maconhado, não tava?!" eu respondi: "Não é maconha não ... é felicidade NA.TU.RALLLLL ... se você não sabe o que é isso. Oh, pena de você!" Eu relevei o estado da criatura e sua quantidade de álcool no sangue, mas eu devia ter esculhambado fazendo lindamente minha linha barraqueiro, mas do que ia adiantar, no dia seguinte ele provavelmente não se lembraria de nada e se lembrasse fingiria que não. Quando eu estava saindo, achando na minha santa ignorância que o assunto tinha se acabado, ele segurou no meu braço e disse: "Fala aí moço, onde eu posso conseguir maconha da boa aqui?! Não seja egoísta" Abençoado seja Augusto Cury que grita aos meus ouvidos para respirar fundo e esperar 30 segundos todas as vezes que essas coisas acontecem comigo. Olhei bem para ele, com uma cara que se eu mesmo olhasse para mim, correria 3 dias sem olhar para trás de medo e sem dizer nada encostei perto de meus amigos com que eu estava antes. Só comigo acontecem essas coisas, já fui confundido por garoto de programa, ladrão de bolsa, só me faltava mesmo ser confundido por traficante. Vou te contar.

sábado, 2 de junho de 2007

[história 034: Quero meus óculos!]


Não sei quanto a vocês, mas eu quando era criança morria de vontade de ter aparelho nos dentes e usar óculos, mas por azar meu avô era dentista, ou seja, raros problemas de dentes e todas as vezes eu acusava [falsamente] que estava com os olhos de alguma forma incomodando era podado por minha mãe. Pois bem, alguns desses gostos já não repercutem mais na meu mundo de hoje, Deus me livre de aparelho apesar de precisar usar, Deus não me livre de óculos. Engraçado como algumas coisas não nos largam, eu a vontade de usar óculos. Daí né, meu olhos começaram a mim incomodar quando eu estava usando computador [cerca de 10 horas de meu dia] e quando eu li [nem sei quanto tempo, muito!] a felicidade brotou no meu peito, é um sentimento estranho eu sei, mas fazer o que eu estava feliz por ter uma doença nos olhos e possivelmente precisar usar óculos, mas não tentem entender isso [outros tentaram e não conseguiram]. Animadíssimo peguei o telefone e marquei uma consulta no oftalmologista. O dia esperado chegou, radiante eu fui pra o consultório feliz da vida. Tudo de como sempre, aquela mulher chama a gente e coloca um colírio para dilatar os olhos depois coloca a gente numa espécie de binóculo, quando você olha em um asterisco desfocado, quando o desgraçado do asterisco fica focado a mulher tira e coloca no outro olho, dá uma raiva. Aí a gente volta para a sala de espera e espera [meu obvio] aí a sinetinha toca e você pode entrar, gente tanta era minha ansiedade pra escutar o medico dizendo que eu tinha uma doença que meu coração estava acelerado, aí ele me perguntou o que eu estava sentindo, expliquei, exagerando um pouco admito. Lá vai o médico e me coloca em outra maquina, agora a pra ver a letras, bem clássico! O médico analisa, analisa, pergunta, eu respondo. Eis que ele pede para eu sentar na cadeira e começa a falar o resultado, ele diz: "Você não tem nada nós olhos, essa irritação deve ser pelo excesso de uso do computador, vou te passar um colírio e você volta pra casa e usa quando sentir irritado de novo. Tudo bem?" Ele só disse "tudo bem" no fim por causa da minha cara de visível decepção. Como assim? Só um colirizinho, eu queria era um óculos, a minha chance de parecer intelectual estava me escapando pelas mãos. Caramba, qual é o maior clichê da medicina? Toda vez que você vai num oftalmologista você volta usando óculos, porque os clichês nunca se encaixam pra mim?! Vou mentir não, sai do consultoria revoltado, queria meu óculos, mas tive que me contentar como um colírio. Só comigo mesmo, vou te contar.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

[história 033: Mamãe é do contra!]

Hoje é sexta-feira finalmente ... começa o fim de semana [graças a Deus] dia de ir pra rua, dia de expor a figura na praça até tarde, quando deveria ser dia de dormir cedo, por causa do inglês de sábado.
Lembrei-me de uma dessas sexta-feiras da vida que eu cheguei em casa de madrugada, mamãe não podia saber nunca que eu estava chegando aquela hora se não ia comer meu fígado cru de tanto me xingar por causa do inglês etc e tal, ou seja, eu teria que entrar em casa totalmente desapercebido, acho que eu nunca entrei tão silencioso na minha casa, tanto é que minha cachorra que todas as vezes que eu chego, independente da hora, vai na porta me receber nesse dia nem por lá apareceu.Certo, aí eu fui dormir tranquilo, acho na minha santa ignorância que mamis nada tinha ouvido.No outro dia de manhã veio a bomba, minha mãe já me acordou gritando:
"Deus me livre... pra chegar tarde e acordar todo mundo da casa não dá, pensei que o exercito nacional tava invadindo a minha casa de tanto que você bateu nas portas, até parecei que a casa estava caindo, assim não dá!"
Eu bege, mudo, o que mais eu poderia dizer? Tipo assim, eu achei que não tinha feito barulho algum, não tinha consumido nenhum alcohol ... realmente não deu pra entender, nem deu pra eu me defender, mesmo porque se eu contasse a verdade ela não acreditaria. Resolvi fazer um teste... Numa outra noite aí... cheguei tarde de novo, não fiz a mínima questão de fazer silêncio ao entrar, bati portas, puxei descarga, fiz o diabo a quatro dentro de minha casa, dormi com o coração na mão, preparado para o show de minha mãe na manhã seguinte. No outro dia, minha mãe acorda dizendo:
"Quer dizer, se fosse um ladrão tinha me matado, roubado tudo da casa e ido embora sem eu saber, assim não dá, entrar na casa com esse silêncio todo, não se pra que, nem fiquei sabendo que horas você chegou, vê assim chegou quase amanhecendo o dia."
Eu mudo mais uma vez, tipo o que tem de errado com minha mãe ou comigo né?!Caramba, isso que eu chamo de ser do contra. Agora fica assim ... toda as vezes que eu vou chegar em casa de madrugada tenho que me lembrar de não me preocupar em fazer barulho por que se não minha mãe acorda.
Vai saber né, e assim a gente vai vivendo... vou te contar!